Imunidade Inata e Adaptativa

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Estudo dos conceitos, características e diferenças fundamentais entre a imunidade inata e a adaptativa para estudantes da área da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Imunidade inata
Primeira linha de defesa do organismo, de resposta rápida, inespecífica e sem geração de memória imunológica duradoura.
Imunidade adaptativa
Resposta imune tardia e altamente específica, mediada por linfócitos e capaz de gerar memória imunológica duradoura.
Tempo de resposta da imunidade inata
Ocorre de forma imediata a poucas horas após o contato com o patógeno.
Tempo de resposta da imunidade adaptativa
Demora dias a semanas para se desenvolver plenamente após o primeiro contato com o antígeno.
Especificidade da imunidade inata
Reconhece padrões moleculares compartilhados por classes de micróbios (PAMPs), sem alta especificidade.
Especificidade da imunidade adaptativa
Altamente específica para antígenos individuais por meio de receptores clonais (TCR e BCR).
Memória imunológica na imunidade inata
Praticamente ausente no modelo clássico, apresentando respostas similares em exposições repetidas.
Memória imunológica na imunidade adaptativa
Presente e duradoura, garantindo respostas mais rápidas e potentes em reinfecções.
Barreiras físicas e químicas
Componentes da imunidade inata que incluem pele, mucosas, cílios, suor, lágrimas e ácido gástrico.
Neutrófilos
Fagócitos mais abundantes da imunidade inata, recrutados rapidamente para locais de infecção aguda.
Macrófagos
Células fagocíticas teciduais derivadas de monócitos que atuam na imunidade inata e como apresentadoras de antígeno.
Células dendríticas
Principais células apresentadoras de antígeno (APCs), fazem a ponte crucial entre a imunidade inata e a adaptativa.
Células Natural Killer (NK)
Linfócitos da imunidade inata que destroem células infectadas por vírus e células tumorais sem ativação prévia.
Eosinófilos
Leucócitos da imunidade inata envolvidos na defesa contra parasitas helmintos e em reações alérgicas.
Basófilos
Leucócitos circulantes da imunidade inata que liberam histamina e heparina durante reações inflamatórias.
Mastócitos
Células teciduais da imunidade inata ricas em grânulos de histamina, centrais nas reações alérgicas e de hipersensibilidade.
Linfócitos B
Células da imunidade adaptativa responsáveis pela imunidade humoral e pela produção de anticorpos.
Plasmócitos
Células B diferenciadas e especializadas na secreção ativa de grandes quantidades de anticorpos específicos.
Linfócitos T CD4+ (auxiliares)
Células da imunidade adaptativa que orquestram a resposta imune liberando citocinas ativadoras.
Linfócitos T CD8+ (citotóxicos)
Células da imunidade adaptativa que reconhecem e destroem diretamente células infectadas ou alteradas.
Linfócitos T reguladores (Treg)
Subpopulação de células T responsável por suprimir a resposta imune e manter a autotolerância.
PAMPs (Padrões Moleculares Associados a Patógenos)
Estruturas moleculares conservadas em micróbios, como o LPS bacteriano, reconhecidas pela imunidade inata.
DAMPs (Padrões Moleculares Associados ao Dano)
Sinais de alerta endógenos liberados por células necróticas ou danificadas que ativam a imunidade inata.
PRRs (Receptores de Reconhecimento de Padrão)
Receptores da imunidade inata presentes em fagócitos que detectam PAMPs e DAMPs.
Toll-like Receptors (TLRs)
Família proeminente de PRRs de membrana ou endossomais que ativam vias inflamatórias na resposta inata.
Antígeno
Qualquer substância estranha capaz de se ligar especificamente a receptores de linfócitos T ou B.
Epítopo
Porção molecular específica de um antígeno que é diretamente reconhecida pelo receptor de célula T ou B.
MHC de Classe I
Molécula expressa em todas as células nucleadas que apresenta antígenos intracelulares para células T CD8+.
MHC de Classe II
Molécula expressa em APCs profissionais que apresenta antígenos extracelulares para células T CD4+.
Sistema Complemento
Cascata de proteínas plasmáticas da imunidade inata que promove opsonização, lise celular e inflamação.
Opsonização
Processo de marcação de patógenos por anticorpos ou proteínas do complemento para facilitar a fagocitose.
Citocinas
Proteínas sinalizadoras secretadas por células imunes para regular e coordenar respostas imunes e inflamações.
Quimiocinas
Subconjunto de citocinas responsável por orientar a migração e atração quimiotática de leucócitos.
Imunidade humoral
Braço da imunidade adaptativa mediado por anticorpos solúveis no sangue e mucosas contra alvos extracelulares.
Imunidade celular
Braço da imunidade adaptativa mediado por linfócitos T que atua contra patógenos intracelulares.
Anticorpos (Imunoglobulinas)
Glicoproteínas solúveis produzidas por plasmócitos que neutralizam e marcam antígenos específicos.
Imunoglobulina M (IgM)
Primeiro anticorpo produzido na resposta imune primária, atuando eficientemente na ativação do complemento.
Imunoglobulina G (IgG)
Anticorpo mais abundante no soro, essencial na resposta secundária e o único capaz de atravessar a placenta.
Imunoglobulina A (IgA)
Anticorpo predominante em secreções mucosas como saliva, lágrima e leite materno.
Imunoglobulina E (IgE)
Anticorpo envolvido na defesa contra helmintos e mediador de respostas alérgicas via ligação a mastócitos.
Imunoglobulina D (IgD)
Anticorpo que atua primariamente como receptor de antígeno na superfície de células B virgens maduras.
Receptor de Célula T (TCR)
Receptor de membrana nos linfócitos T que reconhece fragmentos peptídicos apresentados por moléculas de MHC.
Receptor de Célula B (BCR)
Forma ligada à membrana de um anticorpo que reconhece antígenos intactos em sua conformação nativa.
Seleção clonal
Processo no qual o antígeno seleciona e estimula a proliferação exclusiva do clone de linfócito específico.
Inflamação aguda
Resposta estereotipada da imunidade inata caracterizada por rubor, calor, edema, dor e perda de função.
Imunidade ativa
Imunidade adquirida pela produção própria de anticorpos e células de memória após infecção ou vacinação.
Imunidade passiva
Imunidade temporária obtida pela transferência de anticorpos prontos, como via amamentação ou soroterapia.
Autotolerância
Capacidade do sistema imune de não responder destrutivamente contra os próprios tecidos do hospedeiro.
Interferons Tipo I (IFN-alfa e IFN-beta)
Citocinas antivirais da resposta inata que induzem estado de resistência à replicação viral em células vizinhas.
Diferença evolutiva entre as imunidades
A imunidade inata é filogeneticamente antiga e universal; a adaptativa surgiu nos vertebrados mandibulados.

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