Marcapasso Cardíaco

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Este conjunto cobre conceitos, componentes e o funcionamento fisiológico do marcapasso cardíaco para estudantes e profissionais da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Fisiologia Publicado
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Marcapasso cardíaco artificial
Dispositivo eletrônico implantável projetado para emitir impulsos elétricos que regulam e sustentam a frequência cardíaca adequada.
Nó sinoatrial (NSA)
Marcapasso natural do coração situado no átrio direito; gera potenciais de ação espontâneos para iniciar a despolarização cardíaca.
Nó atrioventricular (NAV)
Estrutura condutora que retarda o impulso elétrico vindo dos átrios, permitindo o enchimento ventricular adequado antes da sístole.
Feixe de His
Via de condução especializada que transmite o impulso elétrico do nó atrioventricular para os ramos ventriculares.
Fibras de Purkinje
Rede terminal de condução rápida que distribui a despolarização para as paredes ventriculares, promovendo contração sincronizada.
Gerador de pulsos
Unidade hermética que contém a bateria e os circuitos eletrônicos responsáveis por monitorar o ritmo e emitir estímulos elétricos.
Eletrodo (Cabo-eletrodo)
Fio condutor isolado que conecta o gerador ao miocárdio, transmitindo impulsos elétricos e captando a atividade intrínseca.
Bateria de lítio-iodo
Fonte primária de energia química de longa duração do marcapasso, fornecendo corrente estável por vários anos.
Circuito de detecção (Sensing)
Componente eletrônico que monitora a atividade elétrica miocárdica intrínseca para evitar estímulos em momentos inadequados.
Circuito de estimulação (Pacing)
Sistema eletrônico que descarrega energia programada na forma de voltagem para despolarizar o miocárdio quando necessário.
Eletrodo unipolar
Sistema com o polo negativo na ponta do eletrodo e o polo positivo na carcaça do gerador, produzindo espículas maiores no ECG.
Eletrodo bipolar
Condutor com ambos os polos (positivo e negativo) localizados próximos na ponta cardíaca, minimizando interferências externas.
Fixação passiva do eletrodo
Fixação miocárdica feita por pequenas aletas ou garras plásticas que se entrelaçam nas trabéculas carnosas do endocárdio.
Fixação ativa do eletrodo
Mecanismo com parafuso helicoidal retrátil penetrado no miocárdio, ideal para locais sem trabeculações evidentes.
Marcapasso unicameral
Dispositivo conectado por apenas um eletrodo a uma câmara cardíaca (átrio ou ventrículo) para estimulação e sensibilidade local.
Marcapasso bicameral
Aparelho com dois eletrodos (átrio e ventrículo direitos) que sincroniza a contração atrioventricular fisiológica.
Ressincronizador cardíaco (Marcapasso biventricular)
Sistema com três eletrodos para sincronizar a contração entre o ventrículo direito e o esquerdo em insuficiência cardíaca grave.
Cardioversor desfibrilador implantável (CDI)
Dispositivo capaz de realizar estimulação convencional e disparar choques terapêuticos em caso de taquiarritmias ventriculares fatais.
Marcapasso transcutâneo
Sistema temporário de emergência que aplica estímulos elétricos através de pás adesivas coladas no tórax do paciente.
Marcapasso transvenoso temporário
Eletrodo inserido por acesso venoso central até o endocárdio ligado a um gerador externo em situações clínicas agudas.
Marcapasso sem eletrodos (Leadless)
Cápsula miniaturizada autocontida implantada diretamente dentro do ventrículo direito sem a necessidade de cabos condutores.
Código NBG (Código genérico de marcapasso)
Convenção internacional de cinco letras que descreve o modo de operação, câmara estimulada, sensibilidade e resposta.
Modo VVI
Estimula o ventrículo, detecta o ventrículo e inibe o disparo quando detecta um batimento ventricular intrínseco.
Modo AAI
Estimula o átrio, detecta o átrio e inibe o disparo com atividade atrial própria, preservando a condução AV nativa íntegra.
Modo DDD
Estimula e detecta ambas as câmaras com capacidade de inibição e deflagração, mantendo o sincronismo atrioventricular ideal.
Modo VVIR / DDDR (Sensibilidade de frequência)
Modo com biossensor adicional que eleva a frequência de disparo durante atividade física para atender à demanda metabólica.
Modo assíncrono (VOO/DOO)
Estimulação em frequência fixa pré-programada sem capacidade de detecção intrínseca, frequentemente ativada com ímã.
Limiar de estimulação (Capture threshold)
Menor intensidade de energia elétrica (voltagem e largura de pulso) capaz de despolarizar o miocárdio de forma consistente.
Limiar de sensibilidade (Sensing threshold)
Menor amplitude de sinal elétrico intrínseco intracardíaco que o gerador reconhece confiavelmente como despolarização nativa.
Largura de pulso
Duração temporal de cada impulso elétrico emitido pelo eletrodo, normalmente medida em frações de milissegundo.
Impedância do eletrodo
Resistência total oferecida pelo cabo e pela interface eletrodo-tecido à passagem da corrente elétrica emitida.
Captura miocárdica
Despolarização bem-sucedida e contração mecânica do tecido cardíaco geradas diretamente pelo estímulo elétrico do marcapasso.
Perda de captura
Falha do estímulo elétrico em despolarizar o miocárdio, geralmente causada por deslocamento de cabo ou aumento do limiar.
Falha de comando (Undersensing)
Incapacidade de reconhecer a atividade intrínseca do coração, levando o aparelho a disparar estímulos desnecessários ou perigosos.
Sobredetecção (Oversensing)
Detecção incorreta de sinais espúrios como ruído muscular ou onda T, fazendo o marcapasso se inibir inadequadamente.
Espícula do marcapasso
Deflexão vertical estreita visível no traçado do eletrocardiograma que marca o instante do disparo do estímulo elétrico.
Período refratário do marcapasso
Janela temporal pós-estímulo na qual o circuito de sensibilidade fica temporariamente cego a sinais para evitar contagens duplas.
Histerese de frequência
Recurso programável que permite que a frequência intrínseca caia abaixo da frequência base antes de iniciar a estimulação.
Sensor de acelerômetro
Mecanismo interno que detecta vibrações e movimento corporal para elevar a frequência de estimulação no esforço físico.
Sensor de ventilação minuto
Biossensor que mede variações na impedância transtorácica para estimar esforço respiratório e modular a frequência cardíaca.
Intervalo AV programável
Tempo definido eletronicamente entre o estímulo atrial e o ventricular, simulando o atraso fisiológico do nó AV.
Frequência cardíaca basal
Limite mínimo de frequência de estimulação programado no marcapasso em repouso absoluto ou sono.
Frequência máxima de rastreamento
Limite superior de estimulação ventricular permitida em resposta à taquicardia sinusal ou atrial acelerada.
Síndrome do marcapasso
Sintomas de baixo débito decorrentes da perda de sincronia atrioventricular em marcapassos ventriculares monocamerais.
Taquicardia mediada pelo marcapasso (TMM)
Circuito de reentrada induzido por condução retrógrada ventriculoatrial repetidamente rastreada pelo eletrodo atrial do aparelho.
Bloqueio atrioventricular de terceiro grau (BAVT)
Indicação clássica de marcapasso na qual nenhum impulso atrial alcança os ventrículos, exigindo estimulação ventricular artificial.
Disfunção do nó sinusal
Incapacidade patológica do nó sinusal em gerar frequência cardíaca compatível com a demanda tecidual, exigindo suporte de ritmo.
Resposta ao ímã
Comportamento programado em que a aplicação de um ímã forte sobre a loja força o modo assíncrono para testar bateria e limiar.
Indicador de substituição eletiva (ERI)
Aviso emitido pelo circuito quando a voltagem da bateria atinge nível crítico, sinalizando troca programada do gerador.
Estimulação fisiológica do sistema de condução
Técnica moderna de posicionamento de eletrodo no feixe de His ou ramo esquerdo para ativar o miocárdio pela via nativa rápida.

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