Matriciamento e Psicologia Hospitalar no SUS
Conceitos fundamentais sobre matriciamento e atuação da psicologia hospitalar no SUS para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 50
- Apoio Matricial
- Suporte técnico-pedagógico e clínico prestado por especialistas à equipe de referência para ampliar a capacidade resolutiva.
- Equipe de Referência
- Grupo multidisciplinar responsável pela condução cotidiana e longitudinal do plano terapêutico do usuário internado.
- Dimensão Técnico-Pedagógica do Matriciamento
- Ação educativa compartilhada em que o psicólogo capacita a equipe hospitalar em manejo emocional e comunicação empática.
- Dimensão Clínico-Assistencial do Matriciamento
- Atendimento conjunto ou intervenção direta do psicólogo em situações de alta complexidade psíquica no hospital.
- Projeto Terapêutico Singular (PTS)
- Construção coletiva de metas e condutas personalizadas para o paciente, articulando equipe, família e rede do SUS.
- Interconsulta em Psicologia Hospitalar
- Parecer ou intervenção solicitada por outro profissional para avaliar e intervir no sofrimento psíquico do leito.
- Matriciamento vs. Interconsulta Tradicional
- A interconsulta foca na avaliação pontual; o matriciamento visa corresponsabilização e qualificação contínua da equipe.
- Clínica Ampliada
- Abordagem que ultrapassa o diagnóstico biológico, considerando o contexto social, psíquico e subjetivo da internação.
- Corresponsabilização
- Compromisso ético e compartilhado entre diferentes categorias profissionais sobre a integralidade do cuidado.
- Comunicação de Más Notícias
- Manejo compartilhado com a equipe médica para amparar reações emocionais de pacientes e familiares usando protocolos.
- Rounds Multidisciplinares
- Reuniões beira-leito onde o psicólogo traz a dimensão afetiva e cognitiva do paciente para ajustar condutas médicas.
- Desospitalização Humanizada
- Planejamento da alta com a Atenção Primária para garantir continuidade do cuidado e prevenir reinternações.
- Acolhimento no Contexto Hospitalar
- Postura ativa de escuta qualificada e resolutiva desde a admissão no pronto-socorro até as enfermarias.
- Delirium no Paciente Crítico
- Atuação conjunta com enfermagem e medicina para orientar espaço-temporalmente o paciente e acolher a angústia familiar.
- Luto Antecipatório
- Intervenção precoce junto à família de pacientes graves ou em cuidados paliativos para elaboração da perda iminente.
- Cuidados Paliativos e Psicologia
- Foco no alívio da dor total, integrando dimensões físicas, psíquicas, sociais e espirituais da equipe ao leito.
- Adesão ao Tratamento Hospitalar
- Mediação de conflitos entre crenças do paciente e prescrições médicas para pactuar caminhos terapêuticos viáveis.
- Sofrimento Moral da Equipe
- Espaço de escuta matricial aberto pelo psicólogo para acolher angústias dos profissionais diante da morte e finitude.
- Prevenção do Burnout Hospitalar
- Estratégia de matriciamento voltada para a saúde mental dos trabalhadores por meio de rodas de conversa e suporte mútuo.
- Vínculo Terapêutico em Internação
- Construção de confiança rápida e protetiva com o paciente fragilizado pela rotina invasiva do ambiente hospitalar.
- Manejo da Agitação Psicomotora
- Capacitação da enfermagem para desescalonar conflitos e verbalizar acolhimento antes de medidas invasivas de contenção.
- Contenção Mecânica e Ética
- Discussão multidisciplinar para restringir contenções físicas ao estritamente necessário, priorizando escuta e vigilância.
- Articulação Hospital-CAPS
- Pactuação matricial para transferência de cuidados de pacientes em crise de saúde mental admitidos na emergência.
- E-SUS e Prontuário Compartilhado
- Registro de notas psicológicas legíveis e funcionais para guiar condutas práticas de toda a equipe assistencial.
- Passagem de Plantão Qualificada
- Inclusão de alertas psicossociais no momento da troca de turno para continuidade do manejo comportamental.
- Tentativa de Autoextermínio no Hospital
- Protocolo conjunto de segurança, escuta sem julgamento moral e acionamento imediato da rede de atenção psicossocial.
- Pediatria Hospitalar e Ludoterapia
- Uso de recursos lúdicos para explicar procedimentos invasivos à criança e orientar os pais sobre o estresse hospitalar.
- Acompanhante como Parceiro de Cuidado
- Orientação e acolhimento do cuidador familiar para integrá-lo de forma ativa e saudável à rotina da enfermaria.
- Maternidade e Depressão Pós-Parto
- Identificação precoce no puerpério hospitalar e articulação com a Unidade Básica de Saúde para visitas domiciliares.
- Perda Fetal e Óbito Neonatal
- Amparo psicológico imediato, respeito ao tempo da família para ver o bebê e orientação da equipe quanto a rituais de despedida.
- UTI e Humanização
- Flexibilização de horários de visita e facilitação de chamadas de vídeo mediadas pelo psicólogo para diminuir o isolamento.
- Síndrome Pós-Cuidados Intensivos (PICS)
- Acompanhamento transdisciplinar de sequelas cognitivas e emocionais em pacientes que saem da UTI para a enfermaria.
- Recusa de Tratamento
- Avaliação de lucidez e mediação ética sobre a autonomia do usuário frente às decisões terapêuticas hospitalares.
- Diretivas Antecipadas de Vontade
- Diálogo facilitado pelo psicólogo para registrar desejos de terminalidade do paciente junto aos médicos e familiares.
- Amputação e Imagem Corporal
- Preparação psicológica no pré-operatório para diminuir o impacto traumático da perda de membros corporais.
- Violência Doméstica e Notificação
- Identificação conjunta com o serviço social de sinais de violência física e acolhimento protegido à vítima hospitalizada.
- População em Situação de Rua no Leito
- Construção de cuidado horizontal sem estigmas, articulando a alta com o programa Consultório na Rua.
- Síndrome de Abstinência Hospitalar
- Suporte à equipe para diferenciar agitação por abstinência alcoólica de transtorno psiquiátrico na clínica médica.
- Educação Permanente em Saúde (EPS)
- Uso do matriciamento para reflexão crítica sobre a prática diária a partir dos problemas reais vividos no hospital.
- Transplante de Órgãos
- Apoio emocional na tomada de decisão da família para doação e acompanhamento das expectativas do receptor.
- Estratégia de Redução de Danos no Hospital
- Manejo não punitivo do uso de substâncias, adaptando cuidados à realidade e vontade do usuário internado.
- Grupo de Sala de Espera
- Intervenção breve em recepções hospitalares para acolher angústias de parentes durante longas esperas de boletins.
- Alta a Pedido e Evasão Hospitalar
- Investigação dos motivos de fuga do leito, resolvendo impasses sociais ou medos para manter o cuidado com segurança.
- Futilidade Terapêutica e Distanásia
- Discussão matricial para evitar procedimentos dolorosos desnecessários em pacientes em fase terminal sem prognóstico.
- Segurança do Paciente e Fatores Humanos
- Análise psicológica sobre como a sobrecarga e falhas de comunicação da equipe afetam a administração de cuidados.
- Hospital Geral com Leitos de Psiquiatria
- Apoio às enfermarias gerais no acolhimento de crises agudas, reduzindo o preconceito institucional da equipe clínica.
- Terapia de Oxigênio Domiciliar (Oxigenoterapia)
- Preparo emocional e familiar no hospital para a adaptação ao uso contínuo de aparelhos em casa após a alta.
- Consulta Conjunta
- Atendimento realizado ao mesmo tempo pelo psicólogo e médico para integrar aspectos somáticos e psíquicos do paciente.
- Princípio da Integralidade no SUS
- Garantia de que a rotina hospitalar enxergue o doente como sujeito completo, e não apenas o órgão acometido.
- Matriciamento Horizontal
- Troca de saberes igualitária entre especialidades, rompendo com hierarquias rígidas na condução de casos graves.