Métodos Contraceptivos e Planejamento Familiar
Estudo dos métodos contraceptivos e diretrizes de planejamento familiar para estudantes e profissionais da saúde.
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- Índice de Pearl
- Número de gestações não planejadas por 100 mulheres em um ano de uso de determinado método; avalia a eficácia contraceptiva.
- Critérios de Elegibilidade Médica da OMS: Categoria 1
- Condição para a qual não há nenhuma restrição ao uso do método contraceptivo.
- Critérios de Elegibilidade Médica da OMS: Categoria 2
- Condição em que as vantagens do método geralmente superam os riscos teóricos ou comprovados.
- Critérios de Elegibilidade Médica da OMS: Categoria 3
- Condição em que os riscos teóricos ou comprovados geralmente superam as vantagens do método; uso não recomendado de rotina.
- Critérios de Elegibilidade Médica da OMS: Categoria 4
- Condição que representa risco inaceitável à saúde; o método é estritamente contraindicado.
- Anticoncepcional Oral Combinado (AOC): Mecanismo Principal
- Inibição da ovulação por supressão do eixo hipotálamo-hipófise-ovário (queda de LH e FSH).
- Anticoncepcional Oral Combinado (AOC): Efeitos Secundários
- Espessamento do muco cervical, alteração da motilidade tubária e indução de endométrio atrófico desfavorável à nidação.
- AOC: Conduta em caso de esquecimento de 1 comprimido (< 24h)
- Tomar a pílula esquecida assim que lembrar e tomar a próxima no horário habitual, sem necessidade de método de barreira.
- AOC: Conduta em caso de esquecimento de 2 ou mais comprimidos
- Tomar a última pílula esquecida imediatamente, continuar a cartela e usar preservativo por 7 dias consecutivos.
- AOC: Contraindicação absoluta em tabagistas
- Mulheres com 35 anos ou mais que fumam 15 ou mais cigarros por dia (Categoria 4 da OMS).
- AOC: Contraindicação em enxaqueca
- Enxaqueca com aura em qualquer idade é contraindicação absoluta (Categoria 4) pelo risco elevado de acidente vascular cerebral.
- Adesivo Transdérmico Combinado: Modo de uso
- Aplicação semanal de um adesivo durante 3 semanas consecutivas, seguida por 1 semana de pausa sem adesivo.
- Anel Vaginal Combinado: Modo de uso
- Inserido profundamente na vagina, permanece por 3 semanas e é retirado por 1 semana para o sangramento de privação.
- Injetável Mensal Combinado: Administração
- Injeção intramuscular profunda a cada 28 a 30 dias, independentemente do padrão de sangramento menstrual.
- Minipílula de Progestagênio (Noretisterona): Janela de tomada
- Tolerância máxima de atraso de 3 horas; se ultrapassar esse tempo, exige método de barreira por 48 horas.
- Minipílula de Desogestrel (75 mcg): Janela de tomada e ação
- Tolerância de atraso de até 12 horas; atua inibindo consistentemente a ovulação, além de espessar o muco cervical.
- Injetável Trimestral (Acetato de Medroxiprogesterona Depot): Mecanismo
- Bloqueio do pico de LH inibindo a ovulação, espessamento do muco cervical e atrofia endometrial.
- Injetável Trimestral: Efeito adverso sobre a densidade óssea
- Pode causar redução reversível da densidade mineral óssea devido ao hipoestrogenismo mantido prolongadamente.
- Injetável Trimestral: Retorno da fertilidade
- Pode ocorrer atraso médio de 6 a 12 meses no retorno dos ciclos ovulatórios normais após a última aplicação.
- Implante Subdérmico de Etonogestrel: Duração e eficácia
- Aprovado para até 3 anos de uso contínuo; apresenta o menor Índice de Pearl entre todos os métodos reversíveis.
- Implante Subdérmico: Mecanismo de ação
- Supressão rápida da ovulação associada ao aumento da viscosidade do muco cervical para impedir a passagem de espermatozoides.
- DIU de Cobre: Mecanismo de ação
- Reação inflamatória asséptica local com liberação de íons de cobre, espermicida e tóxica aos gametas e embrião.
- DIU de Cobre: Duração de uso
- Validade típica de 10 anos (modelo TCu 380A), podendo ser mantido por até 12 anos em algumas diretrizes clínicas.
- DIU de Cobre: Efeitos adversos comuns
- Aumento do fluxo menstrual (menorragia) e piora de cólicas uterinas (dismenorreia), especialmente nos primeiros meses.
- Sistema Intrauterino Liberador de Levonorgestrel (SIU-LNG): Mecanismo
- Atrofia endometrial intensa e espessamento acentuado do muco cervical; a maioria dos ciclos mantém ovulação espontânea.
- SIU-LNG (52 mg): Duração aprovada
- Aprovado internacionalmente para contracepção por até 8 anos de uso contínuo.
- DIU/SIU: Rastreio obrigatório antes da inserção
- Descartar gravidez vigente e infecção genital ativa (cervicite purulenta ou doença inflamatória pélvica recente).
- DIU/SIU: Conduta em caso de DIP diagnosticada com o dispositivo
- Iniciar antibioticoterapia imediata; a remoção só é indicada se não houver melhora clínica após 48 a 72 horas de tratamento.
- Pílula do Dia Seguinte (Levonorgestrel 1,5 mg): Janela terapêutica
- Deve ser administrada o mais precocemente possível, com eficácia comprovada em até 72 horas após a relação sexual.
- Levonorgestrel de emergência: Mecanismo de ação
- Atrasa ou inibe a ovulação impedindo o pico pré-ovulatório de LH; não interrompe gravidez já implantada nem causa aborto.
- Acetato de Ulipristal (30 mg): Indicação e mecanismo
- Modulador seletivo do receptor de progesterona eficaz em até 120 horas (5 dias) após o coito desprotegido, atrasando a ovulação.
- DIU de Cobre como contracepção de emergência
- Método de emergência mais eficaz existente; pode ser inserido em até 5 dias após o intercurso desprotegido.
- Preservativo Masculino: Uso correto
- Colocado no pênis ereto antes de qualquer contato genital, deixando espaço na ponta e retirado logo após a ejaculação.
- Preservativos de Látex: Cuidados com lubrificantes
- Exigem exclusivamente lubrificantes à base de água ou silicone; derivados de petróleo danificam e rompem o látex.
- Preservativo Feminino: Características e colocação
- Bolsa de nitrilo ou poliuretano inserida na vagina até 8 horas antes da relação; protege contra ISTs e gravidez.
- Diafragma Vaginal: Tempo de permanência mínimo e máximo
- Deve ser mantido por no mínimo 6 horas após a última ejaculação e retirado em no máximo 24 horas totais.
- Espermicida (Nonoxinol-9): Risco em uso frequente
- Causa microlesões na mucosa vaginal e cervical, aumentando o risco de transmissão e aquisição do vírus HIV.
- Laqueadura Tubária: Princípio cirúrgico
- Oclusão mecânica, ligadura ou excisão parcial/total das tubas uterinas para impedir o encontro dos gametas.
- Vasectomia: Confirmação de esterilização
- Uso de espermograma de controle após cerca de 3 meses ou 20 ejaculações demonstrando azoospermia completa.
- Método da Amenorreia da Lactação (LAM): 3 critérios obrigatórios
- Amenorreia total pós-parto, amamentação exclusiva em livre demanda e bebê com menos de 6 meses de vida.
- Método Ogino-Knaus (Tabelinha): Cálculo do período fértil
- Subtrai-se 18 dias do ciclo mais curto (início do período) e 11 dias do ciclo mais longo (fim do período fértil).
- Método de Billings (Muco Cervical): Sinal do pico fértil
- Presença de muco transparente, fluido, elástico e escorregadio semelhante a clara de ovo, sob efeito estrogênico.
- Temperatura Basal Corporal: Variação pós-ovulatória
- Elevação térmica de 0,2°C a 0,5°C sustentada por no mínimo 3 dias, decorrente da secreção de progesterona pelo corpo lúteo.
- Método Sintotérmico: Definição
- Combinação da análise do muco cervical, curva de temperatura basal e sintomas secundários (dor pélvica e palpação do colo).
- Coito Interrompido: Causa principal de falha
- Emissão de espermatozoides presentes no fluido pré-ejaculatório ou retirada tardia e incompleta do pênis da vagina.
- Interação medicamentosa: Rifampicina e contraceptivos hormonais
- Potente indutor do citocromo CYP3A4, reduz os níveis séricos de estrogênios e progestagênios, exigindo método de barreira.
- Anticonvulsivantes enzimáticos (ex: Carbamazepina) e AOC
- Induzem o metabolismo hepático dos esteroides sexuais; recomenda-se DIU de cobre, SIU-LNG ou injetável trimestral.
- Contracepção pós-parto imediato em lactantes: Métodos não hormonais
- DIU de cobre pode ser inserido até 48 horas após o parto ou após 4 a 6 semanas de puerpério.
- Contracepção pós-parto em lactantes: Progestagênios isolados
- Podem ser iniciados a partir da 6ª semana pós-parto sem prejuízo comprovado à produção láctea ou ao lactente.
- Uso de contraceptivos hormonais combinados no puerpério imediato
- Contraindicados nas primeiras 3 a 6 semanas após o parto devido ao risco exponencial de tromboembolismo venoso.
- Contracepção de rotina após Pílula de Levonorgestrel
- Pode-se reiniciar a pílula hormonal diária imediatamente, mantendo preservativo por 7 dias.
- Contracepção de rotina após Acetato de Ulipristal
- Aguardar 5 dias para reiniciar pílulas hormonais e usar preservativo até a menstruação subsequente.