Modelos Atômicos
Este conjunto aborda a evolução histórica dos modelos atômicos, desde a Grécia Antiga até a mecânica quântica moderna, sendo ideal para estudantes do ensino médio.
Cartões · 50
- Átomo na Grécia Antiga (Demócrito e Leucipo)
- Século V a.C.; concepção puramente filosófica de que a matéria era formada por partículas indivisíveis, maciças e eternas denominadas átomos.
- Teoria dos quatro elementos (Aristóteles)
- Grécia Antiga (séc. IV a.C.); opôs-se ao atomismo afirmando que toda matéria era contínua e composta por terra, ar, fogo e água, ideia que perdurou até a Idade Moderna.
- Modelo de Dalton (contexto histórico)
- Proposto por John Dalton em 1808, baseado nas leis ponderais de Lavoisier (conservação da massa) e Proust (proporções definidas).
- Modelo da Bola de Bilhar
- Dalton (1808); átomo concebido como uma esfera maciça, indivisível, indestrutível, homogênea e eletricamente neutra.
- Postulado de Dalton sobre elementos químicos
- Átomos de um mesmo elemento possuem massas e propriedades idênticas; átomos de elementos diferentes diferem em massa e propriedades.
- Reação química segundo Dalton
- Consiste apenas no rearranjo, separação ou combinação de átomos, sem que ocorra a criação ou destruição de novos átomos.
- Limitação do modelo de Dalton
- Não conseguia explicar a natureza elétrica da matéria, a existência de subpartículas nem fenômenos como a radioatividade.
- Experimento dos Raios Catódicos
- Realizado por William Crookes e aprofundado por J.J. Thomson (1897); demonstrou que a matéria continha partículas com carga negativa e massa reduzida.
- Descoberta do elétron
- J.J. Thomson em 1897; primeira partícula subatômica identificada, quebrando o dogma da indivisibilidade do átomo.
- Modelo de Thomson (Pudim de Passas)
- J.J. Thomson (1898); esfera de carga elétrica positiva contínua e não maciça, com elétrons incrustados uniformemente em sua superfície para manter a neutralidade.
- Natureza elétrica no modelo de Thomson
- Primeiro modelo atômico a introduzir a divisibilidade do átomo e a presença de cargas elétricas positivas e negativas.
- Experimento da gota de óleo
- Robert Millikan (1909); determinou experimentalmente o valor da carga fundamental do elétron (-1,6 x 10^-19 C).
- Experimento da folha de ouro (Geiger e Marsden)
- Rutherford (1911); bombardeamento de fina lâmina de ouro com partículas alfa para analisar seus desvios e comprovar a distribuição da massa atômica.
- Observações do experimento de Rutherford
- A maioria das partículas alfa atravessava a lâmina sem desvios, poucas sofriam grandes desvios e raras partículas ricocheteavam.
- Conclusões do experimento de Rutherford
- O átomo é formado por imensos espaços vazios, possuindo um núcleo central muito pequeno, denso e positivo, cercado por elétrons distantes.
- Modelo Planetário de Rutherford
- Ernest Rutherford (1911); núcleo denso positivo cercado por uma eletrosfera com elétrons girando em órbitas circulares concêntricas.
- Descoberta do próton
- Ernest Rutherford (1919); identificação de partículas com carga unitária positiva situadas no núcleo do átomo.
- Falha física do modelo de Rutherford
- Pela eletrodinâmica clássica de Maxwell, cargas aceleradas perdem energia na forma de radiação; assim, os elétrons colapsariam no núcleo.
- Descoberta do nêutron
- James Chadwick (1932); comprovou a presença de partículas sem carga elétrica e com massa próxima à do próton no núcleo atômico.
- Teoria Quântica de Planck (contexto para Bohr)
- Max Planck (1900); estabeleceu que a energia é emitida ou absorvida não de forma contínua, mas em pacotes discretos chamados quanta.
- Modelo de Bohr (Rutherford-Bohr)
- Niels Bohr (1913); aprimorou o modelo de Rutherford aplicando a quantização de energia aos elétrons no átomo de hidrogênio.
- Órbitas estacionárias de Bohr
- Os elétrons giram ao redor do núcleo em níveis circulares bem definidos sem emitir ou absorver radiação enquanto permanecem na mesma órbita.
- Salto quântico
- Bohr (1913); ao absorver um fóton de energia específica, o elétron salta para uma órbita mais externa; ao retornar, emite um fóton de energia idêntica.
- Espectros de emissão atômica
- Linhas discretas de cores emitidas por elementos excitados, explicadas por Bohr através das transições eletrônicas entre níveis de energia quantizados.
- Limitação do modelo de Bohr
- Explicava com precisão apenas sistemas com um único elétron (hidrogênio ou íons hidrogenoides), falhando para átomos polieletrônicos.
- Modelo de Sommerfeld
- Arnold Sommerfeld (1916); propôs a existência de órbitas elípticas além das circulares, introduzindo a ideia de subníveis de energia (s, p, d, f).
- Dualidade onda-partícula
- Louis de Broglie (1924); postulou que toda partícula material em movimento, especialmente o elétron, exibe comportamento corpuscular e ondulatório simultaneamente.
- Princípio da Incerteza de Heisenberg
- Werner Heisenberg (1927); é impossível determinar com precisão e ao mesmo tempo a posição e a quantidade de movimento (velocidade) de um elétron.
- Equação de Schrödinger
- Erwin Schrödinger (1926); equação diferencial que descreve o comportamento probabilístico da função de onda do elétron no espaço tridimensional.
- Conceito de Orbital Atômico
- Modelo Quântico (1926); região tridimensional ao redor do núcleo onde é máxima a probabilidade de se encontrar o elétron (substitui a ideia de órbita fixa).
- Modelo da Nuvem Eletrônica
- Modelo atual da Mecânica Quântica; elétrons não descrevem trajetórias fixas, mas formam uma nuvem difusa de probabilidade ao redor do núcleo.
- Número quântico principal (n)
- Indica o nível de energia e o tamanho médio do orbital (camadas de 1 a 7 ou K a Q).
- Número quântico secundário ou azimutal (l)
- Determina a forma geométrica do orbital e o subnível de energia (s=0, p=1, d=2, f=3).
- Número quântico magnético (ml)
- Indica a orientação espacial do orbital atômico diante de um campo magnético externo.
- Número quântico de spin (ms)
- Representa o momento angular intrínseco do elétron, associado convencionalmente à sua orientação magnética interna (+1/2 ou -1/2).
- Princípio da Exclusão de Pauli
- Wolfgang Pauli (1925); dois elétrons no mesmo átomo nunca podem apresentar os quatro números quânticos rigorosamente iguais.
- Regra de Hund
- Friedrich Hund (1927); em orbitais de mesma energia (degenerados), os elétrons devem ser distribuídos com spins paralelos antes de iniciar o pareamento.
- Diagrama de Linus Pauling
- Método gráfico utilizado para distribuir os elétrons na eletrosfera em ordem crescente de energia dos subníveis atômicos.
- Número Atômico (Z)
- Definido por Henry Moseley (1913); representa a quantidade de prótons no núcleo e define a identidade química do elemento.
- Número de Massa (A)
- Soma da quantidade total de prótons (Z) e de nêutrons (N) presentes no núcleo atômico: A = Z + N.
- Isótopos
- Átomos que possuem o mesmo número de prótons (mesmo elemento químico), mas diferem no número de nêutrons e no número de massa.
- Isóbaros
- Átomos de elementos químicos distintos que possuem o mesmo número de massa (A), mas números atômicos (Z) diferentes.
- Isótonos
- Átomos de elementos químicos distintos que apresentam o mesmo número de nêutrons (N), diferindo em Z e A.
- Espécies Isoeletrônicas
- Átomos ou íons distintos que contêm exatamente a mesma quantidade total de elétrons em suas estruturas.
- Cátion
- Espécie química formada quando um átomo neutro perde um ou mais elétrons, ficando com carga líquida positiva (prótons > elétrons).
- Ânion
- Espécie química formada quando um átomo neutro recebe um ou mais elétrons, ficando com carga líquida negativa (elétrons > prótons).
- Massa atômica
- Média ponderada das massas dos isótopos naturais de um elemento químico, baseada na abundância relativa de cada um deles.
- Força Nuclear Forte
- Interação fundamental de curtíssimo alcance que mantém prótons e nêutrons unidos no núcleo, superando a repulsão eletrostática entre os prótons.
- Quarks
- Murray Gell-Mann (1964); partículas elementares que compõem os hádrons (prótons formados por 'up-up-down' e nêutrons por 'up-down-down').
- Estado fundamental vs. excitado
- O fundamental é a configuração de menor energia permitida; o excitado ocorre quando elétrons absorvem energia e ocupam orbitais mais energéticos.