Modernismo: 1ª e 2ª Geração

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Estudo sobre a primeira e a segunda geração do Modernismo no Brasil, abordando seus principais autores, obras e contexto histórico. Ideal para estudantes do ensino médio e vestibulares.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Movimentos literários Publicado
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Marco inicial da Primeira Fase do Modernismo
A Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo.
Principal objetivo da Primeira Fase modernista (1922-1930)
Destruir os padrões estéticos tradicionais, romper com o parnasianismo e buscar uma identidade nacional autêntica.
Apelido histórico da 1ª Fase do Modernismo
Fase Heroica ou Fase de Destruição.
Contexto histórico internacional da 1ª Fase modernista
Pós-Primeira Guerra Mundial e ascensão das vanguardas europeias (futurismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo).
Contexto histórico nacional na década de 1920
República Velha, Tenentismo, fundação do Partido Comunista Brasileiro (1922) e Coluna Prestes.
Principais características estilísticas da 1ª Fase
Verso livre, poema-piada, linguagem coloquial, paródia histórica, ironia e ausência de pontuação rígida.
Mário de Andrade: obra inaugural poética do modernismo
Pauliceia Desvairada (1922), que apresenta o Prefácio Interessantíssimo com diretrizes estéticas do movimento.
Mário de Andrade: Macunaíma (1928)
Rapsódia que sintetiza o folclore e a identidade brasileira sob a figura do 'herói sem nenhum caráter'.
Oswald de Andrade: Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924)
Defendia uma poesia de exportação, resgatando a brasilidade ingênua e crítica, sem cópias da Europa.
Oswald de Andrade: Manifesto Antropófago (1928)
Propôs a metáfora de devorar a cultura estrangeira e combiná-la com elementos locais para recriar a arte nacional.
Tarsila do Amaral e o Modernismo
Pintora cuja tela Abaporu (1928) inspirou a criação do Movimento Antropofágico liderado por Oswald de Andrade.
Manuel Bandeira: 'Os Sapos' (1919/1922)
Poema declamado na Semana de 22 que ridicularizava abertamente a métrica rígida e a pompa dos parnasianos.
Manuel Bandeira: 'Poética' (1925)
Manifesto em verso no qual o autor declara estar farto do lirismo comedido e prega a liberdade formal plena.
Revistas modernistas da 1ª Fase
Revista Klaxon (1922), Revista de Antropofagia (1928) e Revista Festa (1927), vitrines das novas ideias.
Movimento Verde-Amarelo / Anta
Vertente modernista nacionalista de direita liderada por Plínio Salgado e Menotti del Picchia, oposta à Antropofagia.
Período cronológico da Segunda Fase do Modernismo
De 1930 até 1945, período marcado pela consolidação e amadurecimento das conquistas formais de 1922.
Apelidos históricos da 2ª Fase do Modernismo
Fase de Consolidação ou Geração de 30.
Contexto histórico nacional da 2ª Fase (década de 1930)
Revolução de 1930, ascensão de Getúlio Vargas e o Estado Novo (1937-1945).
Contexto internacional da Geração de 30
Crise de 1929, ascensão do nazi-fascismo, Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial.
Principais divisões literárias da 2ª Fase modernista
Poesia de 30 (reflexão social, existencial e metafísica) e Romance de 30 (prosa regionalista e engajada).
Características centrais do Romance de 30
Crítica sociopolítica, denúncia da miséria do Nordeste, determinismo social e linguagem direta.
Obra precursora do Romance Regionalista de 30
A Bagaceira (1928), de José Américo de Almeida, antecipando o ciclo das secas e dos canaviais.
Graciliano Ramos: estilo literário
Prosa concisa, seca e despojada de sentimentalismo, voltada à análise psicológica e crítica da opressão.
Graciliano Ramos: Vidas Secas (1938)
Retrata a desumanização de Fabiano e sua família de retirantes, incluindo a cadela Baleia, fustigados pela seca.
Graciliano Ramos: São Bernardo (1934)
Narrativa em primeira pessoa de Paulo Honório, cujo apego obsessivo ao capital destrói suas relações humanas.
Graciliano Ramos: Memórias do Cárcere (1953)
Relato autobiográfico sobre sua prisão política arbitrária durante a ditadura do Estado Novo de Vargas.
Rachel de Queiroz: O Quinze (1930)
Romance publicado aos 20 anos que foca no drama social da seca de 1915 e nas relações humanas no Ceará.
Pioneirismo de Rachel de Queiroz na ABL
Primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977.
Jorge Amado: temática do ciclo do cacau
Obras como Terras do Sem-Fim e Cacau retratam a disputa violenta de terras e os coronéis no sul da Bahia.
Jorge Amado: Capitães da Areia (1937)
Acompanha um grupo de meninos abandonados nas ruas de Salvador, denunciando a marginalização infantil.
José Lins do Rego: Ciclo da Cana-de-Açúcar
Romances como Menino de Engenho e Fogo Morto mostram a decadência da aristocracia açucareira nordestina.
José Lins do Rego: Fogo Morto (1943)
Obra-prima do autor que cruza as vidas do mestre José Amaro, de coronel Lula de Holanda e do capitão Vitorino.
Érico Veríssimo: enfoque geográfico
Romancista da 2ª Fase voltado para a história e os tipos sociais do Rio Grande do Sul, além do meio urbano.
Érico Veríssimo: Olhai os Lírios do Campo (1938)
Romance de crítica aos valores burgueses e mercantilistas na vida moderna de Porto Alegre.
Érico Veríssimo: O Tempo e o Vento
Trilogia monumental (O Continente, O Retrato, O Arquipélago) que narra dois séculos da formação gaúcha.
Carlos Drummond de Andrade: Alguma Poesia (1930)
Livro de estreia com poemas célebres como 'No meio do caminho' e 'Poema de sete faces', irônico e cotidiano.
Carlos Drummond de Andrade: Sentimento do Mundo (1940)
Fase marcada pela solidariedade social, dor coletiva e angústia diante da Segunda Guerra Mundial.
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo (1945)
Ápice de sua poesia social e engajada contra o fascismo e as injustiças humanas.
Carlos Drummond de Andrade: 'E agora, José?'
Poema icônico que simboliza a solidão, o desamparo e o beco sem saída do homem contemporâneo.
Vinicius de Moraes: fases na Geração de 30
Iniciou com tom místico e transcendental e evoluiu para o lirismo amoroso, a sensualidade e o tom popular.
Cecília Meireles: filiação estilística
Poesia intimista, musical, neossimbolista, com temas como a efemeridade do tempo, transitoriedade e perdas.
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência (1953)
Reconstituição poética da Inconfidência Mineira, unindo lirismo, pesquisa histórica e tom épico.
Murilo Mendes: traços da obra
Poesia surrealista, com justaposição de imagens oníricas, humor sarcástico e profundo misticismo católico.
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu (1952)
Poema épico-lírico hermético e monumental que combina mitologia, misticismo religioso e surrealismo.
Diferença do uso do verso: 1ª Fase vs. 2ª Fase
A 1ª Fase usou o verso livre agressivamente para romper formas; a 2ª Fase o utilizou com equilíbrio e maturidade.
Tratamento do regionalismo: Romantismo vs. 2ª Fase Modernista
O Romantismo idealizava o sertanejo; o Romance de 30 expôs a miséria crua, as tensões de classe e a opressão.
Linguagem e coloquialismo na 1ª Fase
Aproximação radical da língua falada pelo povo brasileiro, rejeitando a subserviência à norma lusitana.
Postura política: 1ª Fase vs. 2ª Fase
A 1ª Fase priorizou a revolução estética e cultural; a 2ª Fase abraçou o engajamento ideológico e social.
Desfecho da Segunda Fase modernista (1945)
Fim do Estado Novo e da Segunda Guerra, abrindo caminho para a Geração de 45 e o pós-modernismo.
Importância da fusão cultural no Modernismo de 22
Reconhecimento das raízes indígenas e africanas como partes fundamentais da identidade nacional autêntica.