Romantismo e Realismo

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Estudo sobre os movimentos literários do Romantismo e do Realismo, abordando contexto histórico, principais autores e obras. Destinado a estudantes do ensino médio e vestibulandos.

65 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Movimentos literários Publicado
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Cartões · 65

Romantismo: contexto histórico inicial
Surgiu no final do século XVIII na Europa (Revolução Francesa e Industrial), valorizando a emoção, o individualismo e a liberdade de criação.
Realismo: contexto histórico inicial
Emergiu na segunda metade do século XIX impulsionado pelo Positivismo, Cientificismo e pela observação objetiva da sociedade burguesa.
Primeira Geração Romântica (Brasil)
Nacionalista e indianista; marcada pela exaltação da natureza pátria e a figuração do indígena como herói nacional idealizado.
Gonçalves Dias
Poeta da 1ª geração romântica brasileira; autor do poema Canção do Exílio e de I-Juca Pirama.
Canção do Exílio
Poema de Gonçalves Dias emblemático do nacionalismo romântico e da exaltação lírica da natureza nativa.
I-Juca Pirama
Poema épico-dramático de Gonçalves Dias sobre a honra e os ritos de um guerreiro tupi.
Gonçalves de Magalhães
Iniciador do Romantismo no Brasil com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades em 1836.
Suspiros Poéticos e Saudades
Obra poética de Gonçalves de Magalhães (1836) que inaugura formalmente o Romantismo no Brasil.
Segunda Geração Romântica (Brasil)
Ultrarromântica ou Mal do Século; caracterizada pelo pessimismo profundo, tédio existencial, egocentrismo e fuga pela morte.
Álvares de Azevedo
Principal voz do ultrarromantismo brasileiro; autor de Noite na Taverna e Lira dos Vinte Anos.
Lira dos Vinte Anos
Coletânea poética de Álvares de Azevedo dividida entre a melancolia idealizada e a ironia cotidiana.
Noite na Taverna
Livro de contos góticos e macabros de Álvares de Azevedo marcado por atmosfera sombria, morte e perversão.
Casimiro de Abreu
Poeta da 2ª geração romântica brasileira; célebre pela nostalgia da infância e da terra natal na obra As Primaveras.
Meus Oito Anos
Poema célebre de Casimiro de Abreu que expressa a saudade pura e ingênua da infância.
Fagundes Varella
Poeta de transição do Romantismo brasileiro; escreveu Cântico do Calvário em luto pela morte do filho pequeno.
Cântico do Calvário
Poema elegíaco comovente de Fagundes Varella dedicado à memória dolorosa de seu filho falecido.
Terceira Geração Romântica (Brasil)
Condoreira ou social; marcada pela poesia libertária, denúncia da escravidão e entusiasmo político e republicano.
Castro Alves
O Poeta dos Escravos, ápice da 3ª geração romântica brasileira; autor de Espumas Flutuantes e Os Escravos.
O Navio Negreiro
Poema épico e abolicionista monumental de Castro Alves denunciando os horrores da travessia escravocrata.
Espumas Flutuantes
Único livro de poesias publicado em vida por Castro Alves, reunindo temas líricos amorosos e de teor cívico.
Sousândrade
Poeta romântico brasileiro inovador; autor de O Guesa, célebre pela linguagem experimental em O Inferno de Wall Street.
O Guesa
Poema épico e vanguardista de Sousândrade baseado no mito andino de um jovem sacrificado ao Sol.
José de Alencar
Principal prosador romântico brasileiro; explorou o romance indianista, urbano, regionalista e histórico.
O Guarani
Romance indianista de José de Alencar que retrata o amor cavalheiresco entre o indígena Peri e Cecília.
Iracema
Romance poético de José de Alencar; lenda da criação do Ceará através da união de Iracema e Martim.
Senhora
Romance urbano de José de Alencar que critica as convenções do casamento por interesse burguês via Aurélia Camargo.
Til
Romance regionalista de José de Alencar ambientado no interior paulista do século XIX.
Manuel Antônio de Almeida
Autor do romance pré-realista Memórias de um Sargento de Milícias, pioneiro na representação do anti-herói popular.
Memórias de um Sargento de Milícias
Obra de Manuel Antônio de Almeida estrelada por Leonardo, rompendo com o idealismo romântico habitual da época.
Bernardo Guimarães
Romancista regionalista romântico brasileiro; autor dos romances A Escrava Isaura e O Seminarista.
A Escrava Isaura
Romance antiescravagista romântico de Bernardo Guimarães focado nos sofrimentos da cativa branca Isaura.
Visconde de Taunay
Autor romântico de Inocência, romance regionalista que retrata o sertão do Mato Grosso e a submissão feminina.
Inocência
Romance trágico de Visconde de Taunay focado no amor proibido entre Cirino e a jovem Inocência.
Franklin Távora
Autor de O Cabeleira; defendeu a literatura do Norte em oposição às temáticas do Sul e sudeste.
O Cabeleira
Romance de Franklin Távora sobre o cangaço pernambucano, precursor da ficção regionalista nordestina.
Almeida Garrett
Introduziu o Romantismo em Portugal com Camões (1825); autor de Viagens na Minha Terra e da peça Frei Luís de Sousa.
Frei Luís de Sousa
Drama romântico-nacional de Almeida Garrett centrado em honra, patriotismo e na tragédia do sebastianismo.
Viagens na Minha Terra
Prosa inovadora e fragmentária de Almeida Garrett mesclando narrativa de viagem, crônica e ficção sentimental.
Alexandre Herculano
Pioneiro do romance histórico romântico em Portugal; autor de Eurico, o Presbítero e O Monge de Cister.
Eurico, o Presbítero
Romance gótico e histórico de Alexandre Herculano focado no celibato e nas lutas hispânicas contra os mouros.
Camilo Castelo Branco
Maior nome do romance passional ultra-romântico português; célebre autor de Amor de Perdição.
Amor de Perdição
Tragédia novelística de Camilo Castelo Branco sobre o amor fatal entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque.
Júlio Dinis
Autor português de transição entre o Romantismo e o Realismo; escreveu As Pupilas do Senhor Reitor.
As Pupilas do Senhor Reitor
Romance rural idílico e de costumes de Júlio Dinis com tom otimista e observação doméstica minuciosa.
Questão Coimbrã (1865)
Polêmica literária que marcou o início da introdução das ideias realistas e positivistas em Portugal contra o academismo.
Antero de Quental
Líder da geração de 70 em Portugal; filósofo e poeta realista-filosófico autor de Sonetos Completos.
Eça de Queirós
Maior romancista realista-naturalista português; autor de O Crime do Padre Amaro e Os Maias.
O Crime do Padre Amaro
Marco inaugural do Realismo em Portugal (1875); sátira contundente à corrupção moral da Igreja provinciana.
O Primo Basílio
Romance realista de Eça de Queirós que disseca o adultério e a hipocrisia pequeno-burguesa de Lisboa.
Os Maias
Obra-prima de Eça de Queirós; afresco crítico da decadência da alta sociedade portuguesa e do drama do incesto.
A Cidade e as Serras
Romance tardio de Eça de Queirós contrastando o artificialismo de Paris com a simplicidade da vida no campo.
Machado de Assis (Fase Romântica)
Primeira fase do autor com intrigas convencionais de costumes; inclui Ressurreição e Helena.
Helena
Romance da fase inicial de Machado de Assis focado na dinâmica familiar burguesa e no sacrifício moral.
Machado de Assis (Fase Realista)
Iniciada em 1881, definida pelo pessimismo filosófico, ironia sofisticada, narrador intrusivo e análise psicológica.
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Obra fundadora do Realismo no Brasil (1881), narrada por um defunto autor que examina sua vida sem hipocrisia.
Quincas Borba
Romance realista de Machado de Assis que satiriza o evolucionismo com a filosofia ficcional do Humanitismo.
Dom Casmurro
Romance psicológico de Machado de Assis narrado por Bento Santiago sobre o ciúme e a dúvida da traição de Capitu.
Esaú e Jacó
Romance alegórico de Machado de Assis sobre a rivalidade de dois irmãos gêmeos durante a transição para a República.
Memorial de Aires
Último romance de Machado de Assis, escrito em formato de diário intimista em tom nostálgico e melancólico.
Raul Pompeia
Escritor brasileiro autor de O Ateneu; combina traços realistas, naturalistas e impressionistas.
O Ateneu
Romance memorialista de Raul Pompeia sobre a vida opressiva de Sérgio em um colégio interno carioca.
Aluísio Azevedo (Vertente Naturalista)
Pioneiro do Naturalismo brasileiro; autor de O Mulato e O Cortiço, marcado pelo determinismo biológico e social.
O Cortiço
Romance naturalista magistral de Aluísio Azevedo onde a habitação coletiva atua como personagem zoomórfico vivo.
Subjetivismo vs. Objetivismo
O Romantismo privilegia o mundo interior e os sentimentos; o Realismo busca a descrição impessoal da realidade empírica.
Idealização vs. Análise Crítica
O Romantismo idealiza a pátria, a mulher e o amor; o Realismo desmonta ilusões e expõe defeitos e convenções sociais.

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