Parnasianismo
Este conjunto aborda os principais conceitos, regras estéticas e autores do Parnasianismo na literatura brasileira para estudantes.
Cartões · 52
- A arte pela arte
- Princípio estético que prega a autonomia da obra literária, sem funções sociais, políticas, morais ou religiosas.
- Tríade Parnasiana
- Grupo dos três principais poetas parnasianos do Brasil: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira.
- Rigor formal
- Busca obsessiva pela perfeição métrica, rítmica e rimática na construção de cada verso.
- Preciosimo vocabular
- Emprego deliberado de termos eruditos, raros, arcaicos ou de difícil compreensão para demonstrar virtuosismo.
- Soneto
- Forma poética fixa preferida pelos parnasianos, composta por dois quartetos e dois tercetos.
- Verso decassílabo
- Métrica composta por dez sílabas poéticas, amplamente utilizada na poesia parnasiana tradicional.
- Verso alexandrino
- Verso de doze sílabas poéticas de origem clássica francesa, muito cultivado pelos autores parnasianos.
- Rima rica
- Harmonia fônica estabelecida entre palavras pertencentes a classes gramaticais distintas.
- Rima rara
- Rima que ocorre entre palavras com terminações sonoras incomuns ou difíceis de encontrar na língua.
- Objetivismo
- Postura poética que busca descrever a realidade sem interferência das emoções subjetivas do eu lírico.
- Universalismo
- Foco em temas universais e atemporais em oposição ao regionalismo ou nacionalismo ufanista romântico.
- Culto à forma
- Primazia da estrutura estética e do acabamento técnico do poema em detrimento da mensagem transmitida.
- Descritivismo
- Predomínio de descrições detalhadas e estáticas de objetos, cenas, estátuas e elementos da natureza.
- Paganismo greco-latino
- Retomada temática de deuses, heróis, esculturas e referências mitológicas da Antiguidade Clássica.
- Impassibilidade
- Contenção absoluta de sentimentos pessoais, evitando manifestações de dor, paixão desmedida ou desespero.
- Olavo Bilac
- Poeta mais popular do Parnasianismo brasileiro, eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros em 1907.
- Alberto de Oliveira
- Poeta considerado o mais formal e rígido da Tríade, autor de obras como Meridionais e Sonetos e Poemas.
- Raimundo Correia
- Poeta marcado por reflexões pessimistas, filosóficas e desiludidas sobre a transitoriedade da vida humana.
- Fanfarras (1882)
- Livro de Teófilo Dias considerado o marco inaugural do Parnasianismo na literatura brasileira.
- Vaso Grego
- Famoso soneto de Alberto de Oliveira que exemplifica a descrição minuciosa de objetos decorativos clássicos.
- Vaso Chinês
- Poema de Alberto de Oliveira centrado na apreciação plástica e descritiva de uma peça de porcelana refinada.
- Nel Mezzo del Camin
- Famoso soneto de tom melancólico e reflexivo escrito por Raimundo Correia sobre a passagem do tempo.
- As Pombas
- Poema de Raimundo Correia que traça uma analogia melancólica entre o voo das aves e os sonhos juvenis perdidos.
- Profissão de Fé
- Poema-manifesto de Olavo Bilac que compara o labor do poeta ao trabalho artesanal minucioso de um ourives.
- A Via Láctea
- Célebre sequência de sonetos de Olavo Bilac conhecida pelo famoso verso Ouvir estrelas.
- Poeta como ourives
- Metáfora clássica parnasiana que define o ato de escrever poemas como lapidação minuciosa de joias raras.
- Poesia esculpida
- Conceito que aproxima a composição poética da escultura em mármore, destacando dureza, precisão e acabamento.
- Enjambement (Cavalgamento)
- Recurso métrico em que a frase sintática não termina no fim do verso, continuando no verso seguinte.
- Ordem inversa sintática
- Uso frequente do hipérbato e inversões de orações para adaptar a linguagem aos padrões clássicos e à métrica.
- Francisca Júlia
- Principal poetisa do Parnasianismo brasileiro, elogiada por seu virtuosismo formal e rigor métrico absoluto.
- Mármores (1895)
- Obra de estreia de Francisca Júlia marcada pela impassibilidade e pelo uso expressivo de imagens esculturais.
- Vicente de Carvalho
- Conhecido como o Poeta do Mar, integrou a estética parnasiana com temáticas litorâneas e linguagem elegante.
- Antirromantismo
- Rejeição explícita do sentimentalismo exagerado, do egocentrismo e da espontaneidade formal dos românticos.
- Poesia visual e tátil
- Construção de imagens poéticas focadas na textura, brilho, cor e plasticidade de materiais nobres.
- Influência do Parnasse francês
- Origem do movimento associada à antologia poética Le Parnasse Contemporain, publicada na França no século XIX.
- Monte Parnaso
- Origem mitológica do nome do movimento, referindo-se à montanha grega consagrada a Apolo e às Musas.
- Neoclassicismo estético
- Ressurgimento do apreço pelo equilíbrio, moderação, clareza e modelos estilísticos da tradição greco-romana.
- Simetria
- Busca constante de harmonia visual e equilíbrio estrutural na distribuição estrófica dos poemas.
- Cisão entre forma e engajamento
- Postura que afasta o poema de denúncias sociais da época, como o abolicionismo ou a proclamação republicana.
- Batalha do Parnaso
- Série de debates polêmicos publicados na imprensa brasileira do século XIX opondo românticos e parnasianos.
- Conservadorismo modernista
- Alvo principal das críticas dos poetas da Semana de Arte Moderna de 1922 pela rigidez estilística parnasiana.
- Os Sapos de Manuel Bandeira
- Poema modernista satírico lido em 1922 que ridicularizou diretamente a obsessão formal dos poetas parnasianos.
- Rima pobre
- Rima feita com palavras da mesma classe gramatical, evitada conscientemente pelos autores mais rigorosos.
- Rima esdrúxula
- Rima construída entre palavras proparoxítonas, considerada de alta dificuldade técnica e raridade métrica.
- Hino à Bandeira
- Composição oficial brasileira com letra escrita pelo poeta parnasiano Olavo Bilac em 1906.
- Contenção lírica
- Ato de reprimir a confissão íntima e os impulsos emocionais para manter a elegância e sobriedade formal.
- Estatismo
- Sensação de imobilidade e ausência de ação dramática provocada pela primazia do descritivismo sensorial.
- Hermetismo formal
- Tendência de fechamento técnico da poesia em códigos eruditos acessíveis apenas à elite culta da época.
- Pessimismo reflexivo
- Característica marcante de Raimundo Correia que contrapõe a beleza da arte à decadência da condição humana.
- Sobriedade cromática
- Preferência poética por tons neutros, brancos e reflexos minerais, como ouro, prata, jaspe e alabastro.
- Linguagem castiça
- Adoção rigorosa da norma culta tradicional portuguesa, evitando termos coloquiais ou regionalismos populares.
- Teófilo Dias
- Sobrinho de Gonçalves Dias que iniciou a ruptura com a lírica romântica no Brasil rumo ao Parnasianismo.