Pós-Modernismo
Este conjunto aborda os principais conceitos, teóricos e características do Pós-Modernismo na literatura e na filosofia. Destina-se a estudantes de humanas e literatura.
Cartões · 30
- Contexto histórico do Pós-Modernismo
- Surgiu na segunda metade do século XX, pós-Segunda Guerra Mundial, marcado pela Guerra Fria, avanço tecnológico e consolidação da sociedade de consumo.
- Metanarrativas (Jean-François Lyotard)
- Lyotard define o pós-modernismo como a incredulidade em relação às grandes metanarrativas (como o progresso iluminista e o marxismo).
- Hiper-realidade (Jean Baudrillard)
- Conceito de que os símbolos e simulações da realidade substituíram a própria realidade, criando o simulacro.
- Fragmentação e descentralização do sujeito
- O indivíduo pós-moderno perde a identidade fixa, tornando-se fragmentado, efêmero e imerso em múltiplas identidades.
- Intertexto e Pastiche (Fredric Jameson)
- Uso recorrente de colagens, citações de obras anteriores e pastiche (imitação sem a intenção satírica da paródia).
- Ironia e Autoficção
- Mistura consciente de realidade e ficção, questionando os limites da verdade e adotando o tom irônico e metaficcional.
- Hibridismo cultural e Ecletismo
- Derrubada das fronteiras entre a alta cultura (erudita) e a cultura de massa (popular).
- Linguistic Turn (Virada Linguística)
- A ideia de que a linguagem não apenas reflete a realidade, mas a constrói e molda ativamente.
- Fredric Jameson
- Teórico marxista que definiu o pós-modernismo como a lógica cultural do capitalismo tardio.
- Jean-François Lyotard
- Filósofo francês autor de A Condição Pós-Moderna (1979), obra seminal sobre o fim das verdades absolutas.
- Jean Baudrillard
- Filósofo e sociólogo francês, autor de Simulacros e Simulação, famoso pelo conceito de hiper-realidade.
- Jacques Derrida e a Desconstrução
- Filósofo que propôs a desconstrução, questionando oposições binárias e a estabilidade do significado no texto.
- Michel Foucault
- Analisou como o poder e o conhecimento se articulam em discursos para controlar e constituir sujeitos.
- Umberto Eco
- Escritor e semiólogo italiano, autor de O Nome da Rosa, famoso pelo uso de metaficção, paródia e intertexto.
- Jorge Luis Borges
- Escritor argentino precursor da literatura pós-moderna com contos labirínticos, jogos de linguagem e bibliotecas infinitas.
- Italo Calvino
- Autor de Se um Viajante numa Noite de Inverno, exemplo emblemático de metaficção e participação ativa do leitor.
- Thomas Pynchon
- Escritor norte-americano expoente do pós-modernismo, conhecido por narrativas densas, paranoia e entropia.
- Don DeLillo
- Autor norte-americano que explora o consumismo, a mídia, o terrorismo e a tecnologia na vida contemporânea.
- Salman Rushdie
- Autor que combina realismo mágico, pós-colonialismo e pós-modernismo em obras como Os Filhos da Meia-Noite.
- José Saramago
- Escritor português que desconstrói a pontuação tradicional e a historiografia oficial com ironia e metaficção.
- Metaficção
- Técnica literária em que o texto chama atenção para sua própria condição de artefato criado e ficcional.
- Efemeridade e Liquidez (Zygmunt Bauman)
- Conceito associado à Modernidade Líquida, destacando as relações interpessoais e estruturas sociais fluidas e inconstantes.
- Arquitetura Pós-Moderna
- Ruptura com o funcionalismo do modernismo, reintroduzindo ornamento, ecletismo histórico e ironia estética.
- Desconfiança em relação à Ciência e Razão
- Questionamento da ideia de que a razão e a ciência trazem progresso moral ou emancipação humana inevitável.
- Pluralismo e Multiculturalismo
- Valorização da diversidade de vozes, identidades locais e minorias em contraposição ao universalismo europeu.
- Cultura de Massa e Consumismo
- A arte pós-moderna abraça elementos do meio publicitário, televisão, cinema e consumo como matérias-primas.
- Desconstrução da História
- A história deixa de ser vista como uma linha evolutiva única e passa a ser entendida como narrativa construída.
- Paródia vs. Pastiche
- A paródia exagera para criticar ou satirizar; o pastiche imita estilos do passado sem tom crítico direto.
- Morte do Autor (Roland Barthes)
- Ideia de que o sentido do texto é produzido pelo leitor na recepção, descentralizando a intenção do autor.
- Relativismo Pós-Moderno
- Concepção de que não existem verdades universais ou objetivas, apenas interpretações situadas.