Primeiros Socorros

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Este conjunto aborda técnicas de primeiros socorros e procedimentos de emergência para diversos tipos de acidentes e situações críticas.

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Cartões · 50

Avaliação da segurança da cena
Verificar se o local oferece riscos (tráfego, fogo, eletricidade) antes de se aproximar da vítima.
Uso de EPIs em primeiros socorros
Calçar luvas de proteção descartáveis e óculos para evitar contato com fluidos corporais.
Avaliação do nível de consciência (AVDI)
Classificar a vítima em: Alerta, resposta a estímulo Verbal, resposta a estímulo Doloroso ou Inconsciente.
Abertura de vias aéreas sem trauma (manobra)
Realizar a inclinação da cabeça e elevação do queixo (chin-lift).
Abertura de vias aéreas com suspeita de trauma
Aplicar a tração da mandíbula (jaw-thrust) sem hiperestender o pescoço.
Avaliação primária: protocolo CAB
Priorizar Compressões torácicas, Abertura de vias aéreas e Boa ventilação em paradas cardiorrespiratórias.
Avaliação primária no trauma: XABCDE
Conter hemorragia Exsanguinante, estabilizar Vias aéreas e coluna, checar Respiração, Circulação, Déficit neurológico e Exposição.
Posição Lateral de Segurança (PLS)
Colocar a vítima inconsciente que respira de lado para evitar broncoaspiração de secreções ou vômito.
Acionamento do serviço de emergência (SAMU/Bombeiros)
Ligar 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros), informar localização exata, gravidade e número de vítimas.
Reconhecimento de Parada Cardiorrespiratória (PCR)
Vítima não responde, não respira ou apresenta apenas respiração agônica (gasping).
Posicionamento das mãos na RCP em adultos
Colocar o calcanhar de uma mão no centro do peito (metade inferior do esterno) com a outra entrelaçada.
Frequência correta das compressões torácicas na RCP
Manter ritmo contínuo entre 100 e 120 compressões por minuto.
Profundidade das compressões em adultos
Comprimir o tórax a uma profundidade de pelo menos 5 cm e no máximo 6 cm.
Retorno do tórax na RCP
Permitir a descompressão total do tórax entre os golpes sem retirar as mãos do peito.
Relação compressão-ventilação com socorrista leigo
Realizar RCP apenas com as mãos de forma contínua até a chegada do socorro.
Relação compressão-ventilação padrão (com máscara de bolso)
Executar ciclos de 30 compressões torácicas seguidas de 2 ventilações de resgate.
Uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA)
Ligar o aparelho imediatamente, colar as pás no tórax seco e desnudo e seguir os comandos de voz.
Segurança durante o disparo do DEA
Garantir em voz alta que ninguém esteja em contato físico com a vítima antes do choque.
Hemorragia externa ativa: conduta inicial
Aplicar pressão direta contínua sobre a ferida usando compressa estéril ou pano limpo.
Curativo compressivo para sangramento
Enfaixar firmemente sobre as gazes aplicadas mantendo a pressão sem interromper o fluxo distal.
Sangramento através do curativo inicial
Adicionar novas compressas sobre as já saturadas sem jamais remover a primeira camada.
Uso de torniquete de extremidades
Aplicar 5 a 7 cm acima do ferimento no membro, apertar até cessar o pulso e anotar o horário exato.
Hemorragia nasal (epistaxe): conduta
Inclinar a cabeça levemente para a frente e comprimir as narinas com os dedos por 10 a 15 minutos.
Erro comum na epistaxe a evitar
Não reclinar a cabeça para trás para não desviar sangue para o estômago ou vias aéreas.
Sinais de choque hipovolêmico
Palidez, pele fria e pegajosa, pulso rápido e fraco, tontura e respiração acelerada.
Conduta para choque hipovolêmico
Deitar a vítima de costas, elevar as pernas se não houver fratura, aquecê-la e acionar socorro imediato.
Diferença entre fratura fechada e exposta
A fechada preserva a integridade da pele; a exposta rompe o tecido, expondo o osso ao ambiente.
Conduta básica para imobilização de fratura fechada
Imobilizar uma articulação acima e uma abaixo do foco da fratura na posição em que foi encontrada.
Conduta inicial em fratura exposta
Cobrir o osso e ferimento com curativo estéril e úmido sem tentar recolocar o osso para dentro.
Verificação de circulação periférica pós-tala
Checar pulso distal, coloração das unhas e sensibilidade após aplicar qualquer imobilizador.
Suspeita de trauma na coluna vertebral
Manter alinhamento neutro manual da cabeça e pescoço e proibir qualquer movimento brusco da vítima.
Entorses e luxações: conduta imediata
Aplicar gelo protegido por pano por 20 minutos, imobilizar a articulação e não tentar reduzi-la.
Classificação da queimadura de 1º grau
Atinge a epiderme, causando vermelhidão, calor local e dor sem formação de bolhas.
Classificação da queimadura de 2º grau
Atinge epiderme e derme, apresentando dor intensa, vermelhidão e formação de bolhas (flictenas).
Classificação da queimadura de 3º grau
Compromete todas as camadas da pele, com aspecto esbranquiçado ou carbonizado, sem dor local direta.
Primeiro cuidado com queimadura térmica
Resfriar a área com água corrente limpa em temperatura ambiente por 10 a 20 minutos.
O que NÃO fazer em queimaduras
Não aplicar manteiga, pasta de dente, café nem estourar as bolhas formadas na pele.
Queimadura química: procedimento
Remover roupas contaminadas e lavar a área com água corrente abundante por pelo menos 20 minutos.
Queimadura elétrica: conduta
Desligar a fonte de energia antes de tocar na vítima e monitorar parada cardiorrespiratória.
Sinal universal de asfixia/engasgo
A vítima leva ambas as mãos ao pescoço com expressão de desespero e incapacidade de falar.
Obstrução de vias aéreas leve (parcial)
Estimular a vítima a tossir com força e não bater nas costas enquanto ela conseguir respirar.
Manobra de Heimlich em adultos conscientes
Posicionar-se atrás, colocar o punho acima do umbigo e puxar para dentro e para cima em 'J'.
Engasgo em vítima que perde a consciência
Deitar a vítima no chão, acionar o serviço de emergência e iniciar imediatamente as compressões de RCP.
Desengasgo em bebês (menores de 1 ano)
Alternar 5 pancadas firmes nas costas de bruços com a cabeça inclinada para baixo e 5 compressões no peito.
Regra geral sobre transporte de vítimas graves
Não mover nem transportar a vítima exceto diante de risco iminente de morte no local (fogo, desabamento).
Arrastamento de emergência por socorrista único
Puxar a vítima pelas axilas ou pela roupa pelos ombros mantendo o eixo cabeça-tronco alinhado.
Transporte de apoio em marcha (humano)
Passar o braço da vítima consciente sobre o ombro do socorrista, segurando a mão e apoiando a cintura.
Técnica da cadeirinha com dois socorristas
Entrelaçar os pulsos para criar um assento firme para transportar vítima consciente sem lesão de coluna.
Rolamento em bloco (90 ou 180 graus)
Mover a vítima com suspeita de trauma alinhando cabeça, tronco e membros com comando do socorrista da cabeça.
Prevenção de hipotermia pós-trauma
Cobrir a vítima com manta térmica aluminizada ou cobertores para evitar perda do calor corporal.

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