Prosa da 2ª Fase do Modernismo 2
Estudo sobre as principais obras e características da prosa regionalista da Segunda Fase do Modernismo brasileiro, voltado para estudantes.
Cartões · 20
- Contexto histórico da Prosa de 30 (Segunda Fase)
- Marcada pela Crise de 1929, Revolução de 1930 e ascensão do Estado Novo, gerando literatura crítica, engajada e de forte denúncia social.
- A Bagaceira (1928) - José Américo de Almeida
- Obra inaugural da Prosa de 30, retrata o êxodo dos sertanejos retirantes da seca rumo aos engenhos de cana-de-açúcar da Paraíba.
- Estilo e temática de José Américo de Almeida
- Mistura lirismo e realismo documental para retratar o conflito entre o homem sertanejo, a seca e a exploração nos engenhos litorâneos.
- O Quinze (1930) - Rachel de Queiroz
- Romance de estreia que narra o drama da grande seca de 1915 no Ceará através do retirante Chico Bento e do romance entre Vicente e Conceição.
- Características centrais de Rachel de Queiroz
- Linguagem enxuta, tom intimista, foco na psicologia feminina e forte sensibilidade social diante da tragédia dos retirantes nordestinos.
- Memorial de Maria Moura - Rachel de Queiroz
- Romance histórico tardio da autora que recria o sertão do século XIX com uma protagonista forte que lidera um bando armado.
- Ciclo da Cana-de-Açúcar - José Lins do Rego
- Série iniciada com Menino de Engenho (1932) que documenta a decadência dos banguês tradicionais frente à modernização das usinas.
- Fogo Morto (1943) - José Lins do Rego
- Considerada sua obra-prima, retrata a decadência do Engenho Santa Fé por meio de personagens trágicos como Mestre José Amaro e Coronel Lula.
- Estilo narrativo de José Lins do Rego
- Prosa oralizada, memorialista e afetiva, influenciada pelos causos contados pelos velhos do engenho e rica em musicalidade popular.
- Vidas Secas (1938) - Graciliano Ramos
- Narra a trajetória cíclica e miserável da família de Fabiano, expondo a desumanização do sertanejo e a opressão dos poderosos.
- Angústia (1936) - Graciliano Ramos
- Romance psicológico focado no monólogo interior de Luís da Silva, abordando frustração social, ciúme doentio, loucura e crime.
- Linguagem e estilo de Graciliano Ramos
- Estilo conciso, seco e cirúrgico, sem adjetivações excessivas; alia profunda análise psicológica à contundente crítica social.
- O País do Carnaval e Cacau - Jorge Amado
- Obras iniciais com forte viés proletário e comunista, denunciando a exploração dos trabalhadores nas fazendas de cacau de Ilhéus.
- Capitães da Areia (1937) - Jorge Amado
- Retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua em Salvador, destacando sua luta pela sobrevivência, liberdade e consciência social.
- Fase lírica e picaresca de Jorge Amado
- Período posterior marcado pelo sincretismo religioso, sensualismo e tipos populares da Bahia, como em Gabriela, Cravo e Canela.
- Olhai os Lírios do Campo (1938) - Erico Verissimo
- Romance urbano que questiona o materialismo burguês e propõe a solidariedade e a redenção moral através da trajetória de Eugênio.
- O Tempo e o Vento - Erico Verissimo
- Trilogia monumental (O Continente, O Retrato, O Arquipélago) que reconstrói dois séculos da formação histórica e social do Rio Grande do Sul.
- Características da prosa de Erico Verissimo
- Narrativa fluida, humanista e cinematográfica, transitando entre os dramas urbanos da classe média e a épica formação gaúcha.
- Diferença do regionalismo gaúcho para o nordestino
- O nordestino enfoca o flagelo da seca e a decadência agrária; o gaúcho destaca o espírito guerreiro, a disputa de fronteiras e o mito do herói.
- Inovação linguística da Prosa de 30
- Incorporação da oralidade, redução do formalismo acadêmico e adaptação do vocabulário regional à denúncia sociopolítica realista.