Psicofisiologia da Ansiedade 2
Estudo sobre a psicofisiologia da ansiedade, cobrindo conceitos, respostas orgânicas e distinções clínicas. Destinado a estudantes de psicologia e saúde.
Cartões · 51
- O que é ansiedade em sua definição primária?
- Resposta normal e adaptativa do organismo diante de ameaça, incerteza ou possibilidade de evento negativo.
- A ansiedade é considerada automaticamente uma doença?
- Não, é uma emoção natural; torna-se doença apenas quando preenche critérios de transtorno clínico.
- Qual é a distinção básica entre emoção/estado e transtorno de ansiedade?
- A emoção é transitória e funcional; o transtorno envolve sintomas persistentes, excessivos e com prejuízo.
- Qual é a sequência básica da resposta de ansiedade no organismo?
- Possibilidade de ameaça, avaliação cerebral, ativação de defesa, alterações psicofisiológicas e evitação/ação.
- Por que a ansiedade não é simplesmente 'pensar demais'?
- Porque é uma experiência psicofisiológica que envolve cognição, cérebro, hormônios e corpo simultaneamente.
- Quais estruturas cerebrais participam da detecção e avaliação de ameaça?
- Amígdala, ínsula, hipocampo e áreas do córtex pré-frontal.
- Qual é o papel do sistema nervoso autônomo na ansiedade?
- Aumentar a frequência cardíaca, respiração, tensão muscular, sudorese e estado geral de alerta.
- Quais são os principais mediadores neuroquímicos e hormonais envolvidos na ansiedade?
- Cortisol, noradrenalina, serotonina, GABA e outros reguladores fisiológicos.
- Como a ansiedade se manifesta na cognição?
- Através de preocupação, antecipação de problemas, dificuldade de desviar pensamentos e hipervigilância a ameaças.
- Quais comportamentos típicos são gerados pela resposta ansiosa?
- Fugir, evitar situações, checar repetidamente, buscar segurança, superpreparação ou vigilância contínua.
- Qual é a principal função adaptativa da ansiedade?
- Atuar como sistema de antecipação que prepara o organismo para possíveis perigos antes que ocorram.
- Quando a ansiedade deixa de ser adaptativa?
- Quando a intensidade, frequência e duração são desproporcionais ou limitam a vida para evitar temores.
- Qual é a diferença conceitual central entre medo e ansiedade?
- Medo responde a perigo presente e real; ansiedade antecipa ameaça futura, potencial ou incerta.
- Exemplo prático de reação de medo
- Reagir a um cachorro agressivo correndo em sua direção no momento presente.
- Exemplo prático de reação de ansiedade
- Preocupar-se se um cachorro agressivo pode aparecer em uma rua que você passará amanhã.
- Como os três níveis conceituais da ansiedade são divididos?
- Ansiedade adaptativa, ansiedade elevada e transtorno de ansiedade.
- O que caracteriza a ansiedade adaptativa?
- Alerta benéfico que ajuda a identificar riscos e impulsiona o planejamento e a preparação.
- O que caracteriza a ansiedade elevada?
- Nível que gera desconforto considerável e começa a interferir negativamente no rendimento diário.
- O que caracteriza o transtorno de ansiedade?
- Padrão excessivo e persistente com sofrimento clinicamente relevante ou incapacitação funcional.
- Exemplo de ansiedade adaptativa diante de uma prova
- Sentir receio e usar esse estado de alerta para focar e estudar mais tempo.
- Exemplo de ansiedade desadaptativa diante de uma prova
- Insônia, ruminação catastrófica persistente e incapacidade de crer na preparação apesar dos estudos.
- Quais critérios os manuais DSM-5-TR e CID-11 exigem para diagnosticar transtorno?
- Intensidade, duração, frequência, prejuízo funcional, sofrimento e falta de controle da preocupação.
- Por que sentir ansiedade não equivale a ter transtorno de ansiedade?
- Porque a emoção isolada não preenche necessariamente os critérios diagnósticos de dano e persistência.
- O que é preocupação no contexto cognitivo?
- Cadeia de pensamentos predominantemente verbal sobre desfechos futuros negativos e busca de prevenção.
- Quando a preocupação se torna prejudicial?
- Quando deixa de gerar soluções práticas e vira ruminação antecipatória sem resolução.
- Qual é a dinâmica do circuito de planejamento funcional?
- Problema real, planejamento da solução, ação direcionada e encerramento do processo.
- Qual é a dinâmica do circuito de ruminação ansiosa?
- Possibilidade de problema, preocupação, novas hipóteses, busca incessante de certeza e mais angústia.
- Por que pensar mais nem sempre traz mais segurança na ansiedade?
- Porque o foco na busca de certeza absoluta amplia hipóteses de perigo e alimenta o ciclo de alerta.
- O que é intolerância à incerteza?
- Dificuldade psicológica de suportar situações cujo desfecho final é desconhecido ou incontrolável.
- Qual é o ciclo gerado pela intolerância à incerteza?
- Incerteza, percepção de perigo, ansiedade, busca por garantias, alívio efêmero e novas dúvidas.
- Quais comportamentos derivam da busca excessiva por certeza?
- Checagens repetidas, pesquisas obsessivas, perguntas frequentes de confirmação e esquiva.
- Toda checagem ou pesquisa frequente indica transtorno mental?
- Não, o diagnóstico depende sempre do contexto situacional e do grau de sofrimento e incapacitação.
- Por que o corpo pode reagir mesmo quando a mente sabe que o perigo é improvável?
- Porque circuitos automáticos de defesa operam de forma independente do raciocínio analítico consciente.
- Por que a frase 'é só parar de pensar nisso' é cientificamente incorreta?
- Porque a resposta corporal automática não é desligada voluntariamente por decisão puramente lógica.
- Quais alterações fisiológicas imediatas ocorrem na ativação do sistema de alerta?
- Aceleração cardíaca, hiperventilação, redistribuição sanguínea, tensão muscular e sudorese.
- Quais são sintomas corporais comuns da ansiedade?
- Palpitações, tremores, desconforto gástrico, falta de ar, tontura, inquietação e insônia.
- Como se estrutura o ciclo de retroalimentação corporal na ansiedade?
- Sintoma físico é percebido, interpretado como perigo iminente e dispara maior ativação fisiológica.
- Qual mecanismo cognitivo-corporal é central no desencadeamento do ataque de pânico?
- Interpretação catastrófica de sensações físicas normais (ex: palpitação lida como ataque cardíaco).
- Como a ansiedade afeta o processo de atenção do indivíduo?
- Induz viés atencional e hipervigilância, priorizando qualquer estímulo que confirme perigo.
- Exemplo do impacto da hipervigilância na rotina
- Aguardar um resultado monitorando obsessivamente cada notificação do celular e batimento cardíaco.
- Qual é a visão da ciência contemporânea sobre a causa da ansiedade?
- É multifatorial, originada pela interação de fatores biológicos, psicológicos e contextuais.
- Quais fatores interagem na gênese dos transtornos de ansiedade?
- Genética, neurobiologia, histórico de aprendizagem, estresse, sono, personalidade e ambiente.
- Por que atribuir a ansiedade unicamente ao 'pensamento negativo' é um equívoco?
- Porque ignora a determinação neurobiológica, genética e as variáveis ambientais e fisiológicas.
- O que significa 'sentir ansiedade'?
- Vivenciar uma reação emocional passageira e esperada da experiência humana diante do desconhecido.
- O que significa 'ter sintomas ansiosos'?
- Apresentar sinais temporários frente a crises, luto ou privação de sono sem configurar patologia.
- O que significa 'ter transtorno de ansiedade'?
- Apresentar quadro psiquiátrico com critérios diagnósticos rígidos de cronicidade, dor e dano vital.
- Qual é o benefício clínico de diferenciar emoção, sintoma e transtorno?
- Evita patologizar sentimentos normais da vida e impede a negligência de condições patológicas graves.
- Qual é o foco da Psicologia no estudo da ansiedade?
- Padrões de pensamento, aprendizagem, comportamentos de enfrentamento e processos cognitivos.
- Qual é o foco da Neurociência no estudo da ansiedade?
- Circuitos neurais de defesa, neurotransmissores, substrato cerebral e regulação hormonal.
- Qual é o foco da Psiquiatria no estudo da ansiedade?
- Diagnóstico nosológico, manejo do sofrimento clínico e intervenções psicoterapêuticas ou farmacológicas.
- Qual é o objeto de estudo da Psicofisiologia em relação à ansiedade?
- A inter-relação recíproca entre atividades mentais/cognitivas e as respostas orgânicas corporais.