Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Conceitos e estrutura das Redes de Atenção à Saúde no SUS para profissionais da saúde e concurseiros.
Cartões · 34
- Conceito de Redes de Atenção à Saúde (RAS)
- Arranjos organizativos de ações e serviços de saúde integrados, com diferentes densidades tecnológicas, que visam garantir a integralidade do cuidado.
- Objetivo principal da RAS
- Superar a fragmentação da atenção e da gestão no SUS, assegurando ao usuário um cuidado contínuo, integral e resolutivo.
- Papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na RAS
- Atuar como centro de comunicação, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços da rede.
- Densidade tecnológica na RAS
- Graduação dos serviços segundo a complexidade de recursos, distribuídos entre APS (baixa densidade), atenção secundária (média) e terciária (alta).
- Portaria de consolidação da RAS
- Portaria de Consolidação nº 3/2017 do Ministério da Saúde, que agrega as diretrizes para a organização das redes no SUS.
- Região de Saúde
- Espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de municípios limítrofes para integrar organização, planejamento e execução de ações.
- Requisitos mínimos para constituir Região de Saúde
- Deve conter APS, urgência/emergência, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar, e vigilância em saúde.
- Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP)
- Acordo de colaboração entre entes federativos para definir responsabilidades, metas, recursos e indicadores na Região de Saúde.
- Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
- Espaço de negociação e pactuação entre a Secretaria Estadual de Saúde e os secretários municipais de saúde (COSEMS).
- Comissão Intergestores Regional (CIR)
- Instância de governança regional vinculada à CIB, com representação do Estado e dos municípios de uma mesma Região de Saúde.
- Comissão Intergestores Tripartite (CIT)
- Instância colegiada nacional integrada por Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS para pactuações de abrangência federal.
- Três elementos constitutivos da RAS
- População e região de saúde definidas, estrutura operacional (nós e fluxos) e modelo de atenção à saúde.
- Componentes da Estrutura Operacional da RAS
- Centro de comunicação (APS), pontos de atenção secundários e terciários, sistemas de apoio, sistemas logísticos e sistema de governança.
- Sistemas de Apoio da RAS
- Lugares institucionais que prestam serviços comuns, como diagnóstico por imagem, laboratório e assistência farmacêutica.
- Sistemas Logísticos da RAS
- Tecnologias de informação e transporte que garantem a integração de fluxos, como prontuário eletrônico e regulação do acesso.
- Sistema de Regulação do Acesso
- Mecanismo que ordena e prioriza a demanda por consultas, exames e leitos com base na equidade e critérios clínicos.
- Linha de Cuidado
- Desenho do itinerário terapêutico que o usuário percorre na rede para atender a uma condição de saúde específica de forma contínua.
- Rede Cegonha / Rede de Atenção Materno-Infantil (RAMI)
- Rede temática focada no planejamento reprodutivo, atenção ao pré-natal, parto seguro e desenvolvimento infantil até 24 meses.
- Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE)
- Rede articulada que engloba SAMU 192, UPAs 24h, portas hospitalares de emergência e leitos de UTI.
- Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
- Rede voltada a pessoas com sofrimento mental e uso prejudicial de drogas, centrada em base comunitária como os CAPS.
- Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD)
- Rede que organiza a reabilitação física, auditiva, visual e intelectual, incluindo os Centros Especializados em Reabilitação (CER).
- Rede de Atenção às Condições Crônicas
- Rede estruturada para manejo integrado de doenças de longa duração, como diabetes, hipertensão e doenças oncológicas.
- Diferença entre modelo fragmentado e RAS
- O fragmentado foca em eventos agudos e resposta reativa; a RAS organiza respostas contínuas e coordenadas a condições agudas e crônicas.
- Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC)
- Modelo proposto por Eugênio Vilaça Mendes baseado na estratificação de risco para planejar o autocuidado e intervenções clínicas.
- Estratificação de risco na RAS
- Classificação da população por níveis de complexidade clínica para direcionar intervenções proporcionais à gravidade.
- Matriciamento (Apoio Matricial)
- Suporte técnico-pedagógico prestado por especialistas a equipes de APS para ampliar sua resolutividade clínica.
- Territorialização na RAS
- Processo de reconhecimento geográfico, social e epidemiológico do território adscrito para planejamento em saúde.
- População adscrita
- Conjunto de pessoas residentes no território de responsabilidade sanitária direta de uma equipe de APS.
- Referência e Contrarreferência
- Mecanismo de encaminhamento formal do usuário para serviços especializados e seu retorno ordenado com orientações à APS.
- Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)
- Documentos oficiais baseados em evidências que padronizam condutas de diagnóstico e tratamento no âmbito do SUS.
- Teleinterconsulta no SUS
- Consulta mediada por tecnologia entre profissionais da APS e especialistas para discutir condutas sem deslocamento do paciente.
- Complexo Regulador em Saúde
- Estrutura operacional que gere as centrais de vagas hospitalares, leitos de urgência e exames especializados na região.
- Integralidade horizontal e vertical na RAS
- Horizontal abrange a articulação multissetorial e promoção; vertical abrange o trânsito fluido entre diferentes níveis de atenção.
- Governança Regional da Saúde
- Capacidade de direção política e técnica compartilhada entre municípios e estado para conduzir a RAS na região.