Romantismo (1ª Fase) e Figuras de Linguagem
Estudo das fases do Romantismo no Brasil e das principais figuras de linguagem com exemplos literários. Indicado para estudantes do ensino médio.
Cartões · 52
- Nacionalismo e Ufanismo (1ª Geração)
- Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. (Gonçalves Dias)
- Indianismo heroico
- Peri, o índio forte e leal, arrisca a própria vida para salvar Ceci em meio às florestas brasileiras. (José de Alencar)
- Mal do Século / Byronismo (2ª Geração)
- Descansa, ó meu amor, no leito estreito, na fria cinza da mansão da morte. (Álvares de Azevedo)
- Condoreirismo e Abolicionismo (3ª Geração)
- Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade tanto horror perante os céus?! (Castro Alves)
- Metáfora
- Minha vida é uma lágrima escorrida na face lívida da noite. (Álvares de Azevedo)
- Comparação (Símile)
- Iracema tinha os cabelos mais negros que as asas da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira. (José de Alencar)
- Antítese
- Amor é um fogo que arde sem se ver, unindo a doçura da alma ao fel da despedida na noite fria.
- Paradoxo
- Quanto mais vivo na escuridão do meu quarto, mais me queima uma luz interior que me consome e destrói.
- Hipérbole
- Chorei rios de lágrimas debruçado sobre a memória de um amor que nunca floresceu.
- Personificação (Prosopopeia)
- A lua espreitava os amantes por entre os ramos, derramando um pranto prateado sobre a relva.
- Sinestesia
- Aquele aroma doce e aveludado da tarde trazia um eco surdo à minha alma solitária.
- Pleonasmo literário
- Vi claramente visto com os próprios olhos a agonia daquele que partia para o infinito.
- Anáfora
- Quando eu morrer... não chores por mim. Quando eu morrer... deixa que o vento me leve.
- Polissíndeto
- E chora, e sofre, e geme, e delira nas sombras da solidão desfeita em tormentos.
- Assíndeto
- Vim, sofri, sonhei, morri no esquecimento das horas mortas.
- Aliteração
- Vozes veladas, veludosas vozes, voluptuosas ventanias vagando no vácuo.
- Assonância
- Sou a onda que chora na praia deserta da alma amargurada.
- Metonímia
- Li Álvares de Azevedo até tarde para alimentar a melancolia do meu peito solitário.
- Catacrese
- Sentou-se ao pé da montanha enquanto as lágrimas escorriam pela asa da xícara esquecida.
- Eufemismo
- A jovem pura fechou os olhos para sempre e entregou a alma ao criador das estrelas.
- Ironia
- Era tão corajoso que tremia como folha seca ao simples roçar de um vestido de mulher.
- Apóstrofe
- Ó mar bravio! Por que sepultas os anseios do meu coração desesperado?
- Gradação (Clímax)
- Uma centelha virou chama, a chama fogueira, a fogueira um incêndio devorador da alma.
- Hipérbato
- Da noite escura nas profundas trevas, dorme o amante desiludido com sua dor.
- Elipse
- Na fronte da virgem, palidez mortal; nos lábios, um suspiro interrompido.
- Zeugma
- Ele preferia as trevas do túmulo; ela, as luzes douradas da alvorada celestial.
- Quiasmo
- No meio do sofrimento achei a poesia; na poesia esqueci meu sofrimento.
- Gonçalves Dias (Canto do Piaga)
- O Piaga adverte a tribo sobre as caravelas brancas que trarão ruína e escravidão às matas nativas.
- I-Juca Pirama (Honra Indígena)
- Meu canto de morte, guerreiros, ouvi: sou filho das selvas, nas selvas cresci, guerreiros, descendo da tribo tupi.
- Álvares de Azevedo (Noite na Taverna)
- Jovens debatem fantasias góticas regadas a vinho, canibalismo e amores necrofílicos entre risos macabros.
- Lira dos Vinte Anos (Dualidade)
- Oscilação poética entre o idealismo platônico puro e o erotismo irônico, carnal e sarcástico.
- Castro Alves (O Navio Negreiro)
- Era um sonho dantesco... o tombadilho que das luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar...
- Castro Alves (Espumas Flutuantes)
- O amor sensual expresso pela mulher real, palpável e livre, longe das virgens intocáveis.
- José de Alencar (Romance Urbano)
- Senhora expõe Aurélia Camargo comprando o marido Seixas para vingar sua honra burguesa desfeita.
- José de Alencar (Romance Regionalista)
- O Gaúcho retrata os costumes pampeanos e o heroísmo rústico sob a estética valorizadora nacional.
- José de Alencar (Romance Histórico)
- As Minas de Prata recria os primórdios da colonização do Brasil com ambição e intriga dramática.
- Sousândrade (Guesa Errante)
- Rompe com o padrão poético de sua época ao usar imagens caóticas sobre o inferno de Wall Street.
- Fagundes Varella (Cântico do Calvário)
- Eras na vida a pomba predileta que sobre um mar de angústias conduzia o ramo da esperança.
- Casimiro de Abreu (Meus Oito Anos)
- Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais!
- Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um Sargento de Milícias)
- Leonardo, herói pícaro suburbano, transita sem moralismos pelas ruas do Rio no tempo do rei.
- Onomatopeia
- O tique-taque incessante do relógio martelava na mente febril do jovem tísico.
- Perífrase (Antononásia)
- O Poeta dos Escravos dedicou versos candentes à liberdade dos cativos nos comícios públicos.
- Sinédoque
- Cem braços escravizados remavam contra as ondas revoltas sob o chicote implacável.
- Anacoluto
- Aquele amor proibido, nada mais resta a ele senão as cinzas de um sepulcro abandonado.
- Neoclassicismo vs. Romantismo
- Rejeição das regras rígidas greco-latinas em favor da emoção transbordante e do gênio criador individual.
- Escapismo Romântico
- Refúgio do poeta romântico na morte, nos sonhos, no sono ou na infância dourada para fugir do mundo real.
- Idealização da Mulher
- A donzela é vista como anjo etéreo, pura, intocável e quase sem corpo físico observável.
- Teocentrismo invertido / Rebeldia titânica
- O herói byroniano desafia Deus e as convenções sociais para abraçar seu destino trágico e solitário.
- Egocentrismo / Subjetivismo
- O universo interior do eu lírico é a única régua válida para julgar a beleza e a dor existencial.
- Oxímoro
- Um silêncio ensurdecedor reinava nas catacumbas onde jazia a sua amada eterna.
- Natureza Expressiva (Romantismo)
- As tempestades furiosas e mares revoltos espelham a tormenta que ruge no peito do poeta.
- Bernardo Guimarães (A Escrava Isaura)
- A donzela branca e cativa sofre perseguições de seu algoz Leôncio antes de alcançar o resgate amoroso.