Romantismo no Brasil

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Estudo sobre o Romantismo no Brasil, abordando o contexto histórico, as três gerações poéticas e seus principais autores para estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Movimentos literários Publicado
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Marco inicial do Romantismo brasileiro
1836, com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades por Gonçalves de Magalhães.
Contexto histórico do Romantismo brasileiro
Independência do Brasil (1822), busca por identidade nacional e afirmação cultural pós-colonial.
Quantas gerações poéticas compõem o Romantismo brasileiro?
Três gerações: 1ª (Nacionalista/Indianista), 2ª (Ultrarromântica/Mal do Século) e 3ª (Condoreira/Social).
1ª Geração Romântica: denominação principal
Geração Nacionalista ou Indianista.
1ª Geração Romântica: principais temas
Nacionalismo ufanista, exaltação da natureza tropical, religiosidade e o índio como herói nacional.
1ª Geração Romântica: figura do indígena
Idealizado como o bom selvagem rousseauniano e equivalente ao cavaleiro medieval europeu.
Gonçalves Dias: geração e papel
1ª Geração; principal poeta lírico e épico do indianismo e nacionalismo brasileiro.
Gonçalves Dias: principais obras poéticas
Primeiros Cantos, Segundos Cantos, Últimos Cantos e o poema épico Os Timbiras.
Canção do Exílio: autor e geração
Gonçalves Dias (1ª Geração); poema célebre que expressa saudade da pátria e exaltação da natureza.
I-Juca Pirama: autor e temática
Gonçalves Dias (1ª Geração); canto épico-dramático sobre honra, bravura e tradição indígena tupi.
Gonçalves de Magalhães: relevância histórica
1ª Geração; introdutor oficial do Romantismo no Brasil com Suspiros Poéticos e Saudades.
A Confederação dos Tamoios: autor e gênero
Gonçalves de Magalhães (1ª Geração); poema épico de exaltação patriótica e indígena.
Araújo Porto-Alegre: geração e atuação
1ª Geração; cofundador da revista Niterói, poeta cívico e incentivador das artes plásticas.
2ª Geração Romântica: denominações
Geração Ultrarromântica, Byroniana ou Mal do Século.
2ª Geração Romântica: principais temas
Subjetivismo extremo, tédio, pessimismo, culto à morte, evasão, melancolia e amor platônico.
Mal do Século: significado
Sentimento de desilusão e dor existencial que levava ao escapismo, morbidez e tuberculose.
Influência de Lord Byron no Brasil
Inspirou o tom boêmio, cético, rebelde e noturno típico da 2ª Geração Romântica.
Álvares de Azevedo: geração e alcunha
2ª Geração; considerado o principal expoente do Ultrarromantismo e o 'Byron brasileiro'.
Lira dos Vinte Anos: autor e estrutura
Álvares de Azevedo (2ª Geração); dividida em face sentimental (platônica) e irônica (sarcástica).
Noite na Taverna: autor e temática
Álvares de Azevedo (2ª Geração); prosa gótica com relatos de crime, incesto, morte e orgia.
Macário: autor e gênero
Álvares de Azevedo (2ª Geração); drama teatral satânico e existencialista de tom byroniano.
Casimiro de Abreu: geração e tom lírico
2ª Geração; poesia caracterizada pela saudade ingênua da infância, tom pueril e pátria distante.
As Primaveras: autor e geração
Casimiro de Abreu (2ª Geração); único livro publicado em vida pelo poeta fluminense.
Meus Oito Anos: temática central
Poema de Casimiro de Abreu (2ª Geração) que retrata a nostalgia idílica e pura da infância perdida.
Fagundes Varela: geração e transição
2ª Geração; uniu o ultrarromantismo ao lirismo rural e prenunciou o condoreirismo da 3ª Geração.
Cântico do Calvário: autor e motivação
Fagundes Varela (2ª Geração); elegia fúnebre dedicada à morte prematura de seu filho pequeno.
Junqueira Freire: geração e características
2ª Geração; temática de conflito religioso, clausura monástica e obsessão pelo sofrimento da morte.
Inspirações do Claustro: autor
Junqueira Freire (2ª Geração); obra marcada por agonia existencial e revolta contra o celibato.
3ª Geração Romântica: denominações
Geração Condoreira ou Hugoana.
3ª Geração Romântica: principais temas
Abolicionismo, republicanismo, crítica social, liberdade e engajamento político e oratório.
Símbolo do Condor na 3ª Geração
Ave andina de voo altíssimo que representa a visão ampla e a busca pelos ideais de liberdade.
Influência de Victor Hugo no Brasil
Inspirou o engajamento cívico, a linguagem grandiloquente e a defesa dos oprimidos na 3ª Geração.
Castro Alves: alcunha e geração
3ª Geração; conhecido como 'O Poeta dos Escravos' pelo ardor de sua lírica abolicionista.
O Navio Negreiro: autor e mensagem
Castro Alves (3ª Geração); poema dramático denunciando o horror e a desumanidade da escravidão.
Espumas Flutuantes: relevância
Único livro publicado em vida por Castro Alves (3ª Geração), reunindo poesia lírica, sensual e cívica.
Os Escravos: obra e autoria
Livro póstumo de Castro Alves (3ª Geração) que reúne seus poemas mais contundentes contra o cativeiro.
Erotismo na lírica amorosa de Castro Alves
Diferente da 2ª Geração, retrata a mulher real, acessível, carnal e concretamente amada.
Sousândrade: geração e originalidade
3ª Geração; autor inovador e precursor da vanguarda com linguagem ousada e crítica ao capitalismo.
O Guesa: autor e tema
Sousândrade (3ª Geração); poema épico-filosófico baseado em mito quéchua e crítica cosmopolita.
O Inferno de Wall Street: contexto e autor
Canto de O Guesa por Sousândrade (3ª Geração); sátira visionária da ganância da bolsa de valores.
Visão da mulher: 1ª Geração
Mulher idealizada, etérea, associada à pureza cristã e à beleza natural brasileira.
Visão da mulher: 2ª Geração
Mulher intangível, virgem, inalcançável, descrita frequentemente em leitos de morte ou sonhos.
Visão da mulher: 3ª Geração
Mulher real, de carne e osso, parceira de lutas e objeto de desejo erótico concreto.
José de Alencar e o indianismo romântico
Na prosa da 1ª Geração, criou mitos de fundação nacional em O Guarani, Iracema e Ubirajara.
Romance urbano romântico no Brasil
Retrata costumes e hipocrisias da burguesia carioca; principais exemplos: Senhora e Lucíola.
Romance regionalista romântico no Brasil
Revela o interior do país além da corte; obras célebres: O Gaúcho (Alencar) e Inocência (Taunay).
Manuel Antônio de Almeida: obra e distinção
Autor de Memórias de um Sargento de Milícias; romance atípico com herói malandro e tom pré-realista.
Joaquim Manuel de Macedo: obra-chave
A Moreninha (1844); primeiro grande sucesso popular do romance burguês romântico brasileiro.
Bernardo Guimarães: obra e geração ideológica
Autor de A Escrava Isaura; prosa romântica de fundo regionalista e apelo antiescravista.
Fim do Romantismo no Brasil
1881, com a publicação simultânea de Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Mulato.

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