Semiologia de Cabeça e Pescoço

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto aborda a semiologia médica de cabeça e pescoço, focando em técnicas de exame, achados clínicos e sinais patológicos para estudantes de medicina.

60 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 60

Fácies mixedematosa
Rosto arredondado, pele seca, espessada e pálida, com madarose e edema periorbital que não deixa cacifo; típica do hipotireoidismo grave.
Fácies cushingoide (em lua cheia)
Rosto arredondado com pletora facial, bochechas proeminentes, hirsutismo e acne, associado ao excesso de glicocorticoides.
Fácies acromegálica
Aumento dos arcos superciliares, mandíbula proeminente (prognatismo), nariz alargado e lábios espessados por excesso de hormônio do crescimento.
Fácies de Basedow (hipertireoidismo)
Olhar fixo e assustado, exoftalmia bilateral, retração palpebral e aumento visível ou palpável do volume tireoidiano.
Fácies miastênica
Ptose palpebral bilateral e debilidade dos músculos faciais que se intensifica com a fadiga, comum na miastenia gravis.
Paralisia facial periférica (de Bell)
Acometimento de toda a hemiface homolateral, incluindo incapacidade de enrugar a fronte, fechar o olho e desvio da rima bucal.
Paralisia facial central
Preserva a musculatura da fronte devido à inervação bilateral do córtex, acometendo predominantemente o terço inferior da hemiface contralateral.
Sinal de Bell
Movimento involuntário do globo ocular para cima e para fora na tentativa de fechar o olho, típico da paralisia facial periférica.
Madarose
Perda ou ausência de cílios e sobrancelhas, especialmente do terço distal, comum no hipotireoidismo e na hanseníase.
Ptose palpebral
Queda da pálpebra superior que cobre parcialmente a pupila, causada por lesão do III par craniano, miastenia gravis ou síndrome de Horner.
Síndrome de Horner
Tríade clínica de miose, ptose palpebral leve e anidrose facial ipsilateral decorrente da interrupção da via simpática cervical.
Midríase e Miose
Midríase é a dilatação pupilar (diâmetro > 4-5 mm) e miose é a constrição pupilar (diâmetro < 2 mm).
Anisocoria
Assimetria no diâmetro entre as pupilas esquerda e direita, indicando possíveis lesões neurológicas do sistema autônomo ou par craniano.
Reflexo fotomotor direto e consensual
Incidência de luz na pupila causa constrição da mesma (direto) e da pupila contralateral (consensual), testando os nervos II e III.
Pupila de Argyll Robertson
Pupila pequena e irregular que reage à acomodação e convergência, mas não reage à luz; clássica da neurossífilis.
Arco senil (gerontoxon)
Anel branco-acinzentado ou azulado na periferia da córnea por deposição lipídica; frequente em idosos ou indicativo de dislipidemia precoce.
Anel de Kayser-Fleischer
Anel castanho-dourado ou esverdeado na margem da córnea por deposição de cobre na membrana de Descemet, típico da Doença de Wilson.
Exoftalmia (proptose)
Protrusão anormal anterior do globo ocular para fora da órbita, frequentemente bilateral na Doença de Graves.
Icterícia conjuntival (escleral)
Coloração amarelada da esclera decorrente do aumento da bilirrubina sérica, visível clinicamente quando acima de 2 a 3 mg/dL.
Dacriocistite
Inflamação e infecção aguda ou crônica do saco lacrimal, manifestando-se com dor, eritema e edema no canto medial do olho.
Xantelasma
Placas lipídicas amareladas e planas localizadas nas pálpebras, frequentemente associadas a hiperlipidemias sistêmicas.
Pterígio
Proliferação fibrovascular benigna de tecido conjuntival triangular que cresce sobre a córnea a partir do canto ocular.
Calázio versus Hordéolo
Calázio é uma inflamação granulomatosa crônica indolor da glândula de Meibômio; hordéolo (terçol) é uma infecção bacteriana aguda dolorosa.
Nistagmo
Movimentos oscilatórios involuntários e rítmicos dos olhos, podendo ser fisiológico ou patológico (vestibular ou cerebelar).
Manobra de Valsalva na orofaringe
Expiração forçada contra glote fechada usada para distender espaços anatômicos e evidenciar massas faríngeas ou laringoceles.
Queilite angular (boqueira)
Fissura e eritema nos ângulos labiais, associada à deficiência de ferro, vitaminas do complexo B ou infecção por cândida.
Leucoplasia oral
Placa esbranquiçada aderente na mucosa oral que não se desprende à raspagem, considerada lesão potencialmente maligna.
Candidíase oral (sapinho)
Placas brancas algodonosas na mucosa oral que se destacam facilmente à raspagem, deixando base eritematosa e hemorrágica.
Macroglossia
Aumento anormal do tamanho da língua, achado característico de amiloidose, acromegalia e hipotireoidismo congênito.
Língua geográfica
Áreas despapiladas vermelhas e irregulares circundadas por bordas esbranquiçadas que mudam de localização ao longo do tempo.
Manchas de Koplik
Pequenos pontos brancos cercados por halo avermelhado na mucosa jugal oposta aos molares, patognomônicos do sarampo pré-exantemático.
Torus palatino
Exostose óssea benigna e congênita de consistência pétrea localizada na linha média do palato duro.
Inspeção estática da tireoide
Observação da região cervical anterior para detecção de abaulamentos, deformidades, cicatrizes ou assimetrias visíveis em posição neutra.
Inspeção dinâmica da tireoide
Observação da tireoide durante a deglutição; lesões tireoidianas sobem tipicamente com o movimento laringotraqueal.
Abordagem posterior da tireoide (Manobra de Crile/Pemberton)
Examinador posicionado atrás do paciente sentado, usando as pontas dos dedos indicador e médio de ambas as mãos para palpar os lobos.
Abordagem anterior da tireoide
Examinador de frente para o paciente, usando os polegares para palpar os lobos tireoidianos enquanto os outros dedos apoiam no pescoço.
Ausculta da tireoide
Pesquisa de sopro com a campânula do estetoscópio sobre os lobos tireoidianos, indicando hipervascularização típica da Doença de Graves.
Bócio difuso versus nodular
Difuso apresenta aumento uniforme e simétrico sem nódulos delimitados; nodular apresenta uma ou mais massas circunscritas palpáveis.
Sinal de Pemberton
Aparecimento de pletora facial, estase jugular e estridor ao elevar ambos os braços acima da cabeça, indicando bócio mergulhante volumoso.
Sinal de Chvostek
Contração dos músculos faciais ipsilaterais após percussão suave sobre o nervo facial anterior ao meato acústico, sinal de hipocalcemia.
Sinal de Trousseau
Espasmo carpopedal provocado pela insuflação do esfigmomanômetro acima da pressão sistólica por 3 minutos, indicando hipocalcemia.
Linfonodo de Virchow (Sinal de Troisier)
Linfonodomegalia supraclavicular esquerda pétrea e fixa, frequentemente indicativa de metástase de neoplasias gastrointestinais ou pélvicas.
Linfonodo Delphiano
Linfonodo pré-laríngeo localizado sobre a membrana cricotireóidea, cujo aumento sugere malignidade da laringe ou tireoide.
Cadeias linfonodais cervicais
Submentoniana, submandibular, tonsilar, pré-auricular, retroauricular, occipital, cervical anterior e posterior, e supraclavicular.
Características semiológicas de linfonodo neoplásico
Geralmente endurecido (pétreo), indolor, aderido aos planos profundos, coalescente e sem sinais flogísticos locais.
Características semiológicas de linfonodo inflamatório
Costuma ser doloroso, móvel, de consistência elástica ou fibroelástica, de contornos regulares e com calor ou hiperemia local.
Turgência jugular patológica
Ingurgitamento das veias jugulares a 45 graus, refletindo aumento da pressão venosa central e disfunção ventricular direita.
Refluxo hepatojugular
Aumento sustentado (> 3 cm por mais de 10-15 segundos) da pressão venosa jugular durante compressão firme do hipocôndrio direito.
Sinal de Kussmaul (pescoço)
Aumento paradoxal ou ausência de queda da distensão venosa jugular durante a inspiração, comum na pericardite constritiva.
Rigidez de nuca
Resistência involuntária e dor à flexão passiva da cabeça em direção ao tórax, sinal clássico de irritação meníngea.
Sinal de Brudzinski
Flexão involuntária dos quadris e joelhos em resposta à flexão passiva e rápida do pescoço pelo examinador, indicando meningite.
Sinal de Kernig
Resistência dolorosa e flexão reflexa do joelho contralateral ao tentar estender a perna com a coxa fletida a 90 graus.
Cisto do ducto tireoglosso
Massa cística congênita na linha média anterior do pescoço que se move superiormente durante a deglutição e protrusão da língua.
Cisto branquial
Massa cística congênita localizada na borda anterior do terço superior ou médio do músculo esternocleidomastóideo.
Palpação do pulso carotídeo
Realizada medialmente ao esternocleidomastóideo, um lado de cada vez para evitar redução do fluxo cerebral ou síncope por hipersensibilidade.
Ausculta de sopro carotídeo
Realizada com o diafragma do estetoscópio pedindo ao paciente que sustente uma pausa expiratória, pesquisando estenose aterosclerótica.
Desvio da traqueia
Deslocamento da linha média que pode ser causado por tração (atelectasia maciça) ou empurramento (pneumotórax hipertensivo, derrame).
Sinal de Musset
Movimento rítmico involuntário da cabeça síncrono com a pulsação cardíaca, associado à insuficiência aórtica grave.
Trismo
Contratura dolorosa involuntária dos músculos da mastigação que impede a abertura total da boca, vista no tétano e infecções dentárias.
Sensibilidade dos seios paranasais
Dor desencadeada pela digitopressão sobre os seios frontais e maxilares, sugestiva de rinossinusite aguda.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em Patologia e doenças →