Sistema Circulatório na Ed. Física
Estudo das respostas e adaptações do sistema circulatório ao exercício físico agudo e crônico para estudantes de educação física e fisiologia.
Cartões · 50
- Frequência cardíaca (FC) no exercício agudo
- Aumenta linearmente com a intensidade do esforço para elevar o débito cardíaco e suprir a demanda de oxigênio muscular.
- Frequência cardíaca de repouso (adaptação crônica)
- Diminui (bradicardia de repouso) devido ao maior tônus vagal e ao aumento do volume sistólico.
- Frequência cardíaca máxima (adaptação crônica)
- Permanece praticamente inalterada ou sofre uma leve redução com o treinamento físico aeróbico sistemático.
- Volume sistólico (VS) no exercício agudo
- Aumenta progressivamente até cerca de 40% a 60% do VO2 máx, estabilizando-se em indivíduos não treinados.
- Volume sistólico (adaptação crônica)
- Aumenta em repouso e no esforço máximo graças à hipertrofia ventricular excêntrica e maior contratilidade.
- Débito cardíaco (DC) no exercício agudo
- Aumenta substancialmente para redistribuir e fornecer mais sangue oxigenado aos músculos ativos.
- Débito cardíaco máximo (adaptação crônica)
- Aumenta de forma expressiva no esforço máximo, impulsionado pelo aumento marcante do volume sistólico.
- Pressão arterial sistólica (PAS) no exercício dinâmico
- Eleva-se progressivamente em resposta ao aumento direto do débito cardíaco e ejeção ventricular.
- Pressão arterial diastólica (PAD) no exercício dinâmico
- Mantém-se estável ou diminui discretamente devido à vasodilatação periférica na musculatura esquelética ativa.
- Pressão arterial (exercício resistido/estático)
- Tanto a PAS quanto a PAD aumentam acentuadamente devido à oclusão mecânica vascular e à manobra de Valsalva.
- Pressão arterial de repouso (adaptação crônica)
- Reduz-se tanto a sistólica quanto a diastólica, prevenindo e auxiliando no tratamento da hipertensão arterial.
- Hipotensão pós-exercício
- Queda aguda da pressão arterial logo após o esforço, decorrente da vasodilatação persistente e menor débito.
- Resistência vascular periférica total (RVPT)
- Diminui agudamente durante o exercício aeróbico dinâmico devido à intensa vasodilatação muscular ativa.
- Retorno venoso no exercício agudo
- Aumenta pela ação da bomba muscular, bomba respiratória e venoconstrição simpática mediada pelo esforço.
- Mecanismo de Frank-Starling
- O maior enchimento ventricular (pré-carga) estira as fibras miocárdicas, gerando contração sistólica mais forte.
- Fração de ejeção
- Aumenta agudamente com o esforço e melhora cronicamente por ganho na força contrátil do miocárdio.
- Diferença arteriovenosa de oxigênio (dif a-vO2)
- Amplia-se progressivamente no exercício agudo, pois o músculo ativo extrai mais oxigênio do sangue arterial.
- VO2 máx (Consumo máximo de oxigênio)
- Aumenta com o treino aeróbico crônico por ganhos centrais (débito cardíaco) e periféricos (extração muscular).
- Hipertrofia cardíaca excêntrica
- Adaptação ao treino de endurance com aumento do diâmetro da cavidade ventricular esquerda e paredes proporcionais.
- Hipertrofia cardíaca concêntrica
- Adaptação ao treino de força/pressórico com espessamento das paredes do ventrículo sem expansão cavitária.
- Redistribuição do fluxo sanguíneo (shunt vascular)
- O fluxo é desviado dos órgãos viscerais e rins diretamente para os músculos esqueléticos ativos e coração.
- Vasodilatação muscular local (autorregulação)
- Produção de metabólitos locais (óxido nítrico, adenosina, CO2, H+) anula a vasoconstrição simpática no músculo.
- Densidade capilar muscular (adaptação crônica)
- Aumenta por meio da angiogênese, facilitando a troca de gases, nutrientes e calor nos tecidos ativos.
- Função endotelial
- Melhora cronicamente através do aumento da biodisponibilidade de óxido nítrico via estímulo de cisalhamento.
- Volume plasmático (exercício agudo intenso)
- Diminui temporariamente devido à sudorese e ao deslocamento de líquido para os espaços intersticiais musculares.
- Volume sanguíneo total (adaptação crônica)
- Aumenta a longo prazo, principalmente pela expansão do volume plasmático estimulada pelo treino contínuo.
- Hemoconcentração aguda
- Ocorre durante o esforço devido à perda de líquido plasmático, aumentando temporariamente a concentração de hemácias.
- Hemodiluição do atleta (pseudoanemia fisiológica)
- Adaptação crônica onde a expansão plasmática supera a produção de hemácias, reduzindo a viscosidade sanguínea.
- Artérias coronárias no exercício agudo
- Dilatam-se intensamente para elevar o fluxo sanguíneo miocárdico e suprir a alta demanda de O2 do coração.
- Artérias coronárias (adaptação crônica)
- Aumentam seu calibre e vascularização colateral, melhorando a perfusão do miocárdio em repouso e esforço.
- Duplo produto (PAS x FC)
- Eleva-se no exercício agudo, servindo como índice direto do trabalho cardíaco e do consumo de oxigênio do miocárdio.
- Tônus parassimpático (vagal)
- Reduz-se abruptamente no início do exercício agudo e aumenta expressivamente em repouso como adaptação crônica.
- Atividade nervosa simpática
- Aumenta progressivamente com o esforço para elevar a FC, contratilidade cardíaca e vasoconstrição esplâncnica.
- Barorreceptores arteriais
- Sofrem reprogramação imediata durante o esforço para operar em níveis de pressão arterial mais elevados.
- Quimiorreceptores periféricos e centrais
- Detectam alterações de pH, pCO2 e pO2 durante o esforço, modulando respostas respiratórias e vasculares.
- Metaborreflexo muscular (ergorreflexo)
- Fibras aferentes III e IV musculares detectam metabólitos acumulados e elevam a resposta simpática pressórica.
- Fluxo sanguíneo cutâneo
- Aumenta durante o exercício dinâmico prolongado para dissipação de calor por meio da vasodilatação dérmica.
- Fluxo sanguíneo renal e esplâncnico
- Diminui acentuadamente em intensidades altas de esforço por forte vasoconstrição mediada pelo sistema simpático.
- Fluxo sanguíneo cerebral
- Mantém-se autorregulado e estável durante o exercício, reduzindo-se ligeiramente sob hiperventilação máxima.
- Pré-carga ventricular
- Aumenta no exercício com elevação do retorno venoso, estirando a parede ventricular antes da sístole.
- Pós-carga ventricular esquerda
- Reflete a resistência vascular à ejeção e aumenta significativamente durante exercícios isométricos extenuantes.
- Complacência arterial (adaptação crônica)
- Aumenta com o treino aeróbico, reduzindo a rigidez das grandes artérias e facilitando o trabalho do ventrículo.
- Bomba muscular esquelética
- A contração rítmica dos músculos comprime as veias profundas, forçando o sangue de volta ao coração.
- Bomba respiratória
- A maior oscilação de pressão torácica e abdominal durante a ventilação intensa acelera o retorno venoso.
- Tempo de enchimento diastólico
- Encurta-se em frequências cardíacas muito altas, limitando aumentos posteriores do volume sistólico.
- Deriva cardiovascular (cardiovascular drift)
- Em esforço prolongado e calor, a FC sobe gradualmente para compensar a queda no volume sistólico por suor.
- Cinética de recuperação da FC
- Retorna mais rapidamente aos níveis basais em indivíduos treinados devido à rápida reativação parassimpática.
- Variabilidade da frequência cardíaca (VFC)
- Aumenta no repouso como adaptação crônica, indicando melhora na modulação autonômica e predomínio vagal.
- Viscosidade do sangue no repouso (adaptação crônica)
- Reduz-se pela expansão do volume plasmático, facilitando a microcirculação e o fluxo sanguíneo periférico.
- Perfil lipídico plasmático e aterosclerose
- O exercício crônico aumenta o HDL, reduz triglicerídeos e LDL oxidada, prevenindo placas arteriais.