Sistema Digestório

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Conceitos principais e fisiologia do sistema digestório, ideal para estudantes de medicina, biologia e ciências da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Fisiologia Publicado
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Digestão mecânica
Processo físico de fragmentação do alimento em partículas menores por mastigação e movimentos peristálticos, aumentando a área de contato.
Digestão química
Quebra de macromoléculas complexas em moléculas absorvíveis simples por meio de reações enzimáticas e hidrólise.
Boca
Porta de entrada do sistema digestório, responsável pela ingestão, mastigação, insalivação e início da quebra de amido.
Glândulas salivares
Glândulas exócrinas que produzem e secretam saliva para lubrificar o alimento e iniciar a digestão enzimática de carboidratos.
Amilase salivar (Ptialina)
Enzima digestiva presente na saliva que inicia a hidrólise do amido e glicogênio em maltose sob pH neutro.
Dentes
Estruturas mineralizadas que cortam, trituram e moem o alimento para facilitar a ação enzimática.
Língua
Órgão muscular que manipula o alimento na boca, percebe sabores por meio de papilas gustativas e auxilia na deglutição.
Bolo alimentar
Massa homogênea formada pelo alimento mastigado e misturado à saliva antes de ser deglutido.
Faringe
Canal muscular compartilhado pelos sistemas digestório e respiratório que conduz o bolo alimentar da boca ao esôfago.
Epiglote
Cartilagem que fecha a laringe durante a deglutição, impedindo a entrada de alimento na via aérea.
Deglutição
Ato motor reflexo e voluntário que transporta o bolo alimentar da cavidade oral até o esôfago.
Esôfago
Tubo muscular que conduz o bolo alimentar da faringe ao estômago através de ondas de contração peristáltica.
Peristaltismo
Contrações rítmicas e coordenadas da musculatura lisa que propulsionam e misturam o conteúdo ao longo do trato gastrointestinal.
Esfíncter esofágico inferior (Cárdia)
Válvula muscular na junção do esôfago com o estômago que impede o refluxo do conteúdo gástrico ácido.
Estômago
Órgão muscular em bolsa que armazena alimento, inicia a digestão proteica e converte o bolo alimentar em quimo ácido.
Suco gástrico
Líquido secretado pela mucosa estomacal composto por ácido clorídrico, pepsinogênio, muco e fator intrínseco.
Ácido clorídrico (HCl)
Substância ácida estomacal que reduz o pH, elimina microrganismos invasores e ativa o pepsinogênio em pepsina.
Células parietais
Células das glândulas gástricas responsáveis pela secreção de ácido clorídrico e fator intrínseco.
Células principais
Células da mucosa gástrica que sintetizam e secretam a proenzima pepsinogênio.
Pepsina
Enzima proteolítica ativada em pH ácido que quebra proteínas complexas em cadeias menores de peptídeos.
Muco gástrico
Barreira protetora viscosa rica em bicarbonato que reveste a parede do estômago contra a ação corrosiva do ácido e da pepsina.
Fator intrínseco
Glicoproteína gástrica indispensável para a subsequente absorção da vitamina B12 no íleo terminal.
Quimo
Massa semilíquida e muito ácida formada pela digestão parcial do bolo alimentar dentro do estômago.
Esfíncter pilórico
Anel muscular que controla a passagem regulada e fracionada do quimo do estômago para o duodeno.
Intestino delgado
Principal sítio de digestão enzimática final e de absorção de nutrientes, água e eletrólitos no trato digestório.
Duodeno
Primeira porção do intestino delgado, onde ocorre a neutralização do quimo e a mistura com a bile e o suco pancreático.
Jejuno
Segunda porção do intestino delgado, altamente vascularizada e especializada na absorção intensa de carboidratos e aminoácidos.
Íleo
Terceira porção do intestino delgado, responsável pela absorção de vitamina B12, sais biliares e nutrientes remanescentes.
Vilosidades intestinais
Projeções digitiformes da mucosa intestinal que amplificam significativamente a área de absorção de nutrientes.
Microvilosidades
Dobras microscópicas na membrana apical dos enterócitos formando a borda em escova para absorção e ancoragem de enzimas.
Fígado
Glândula anexa que produz bile, metaboliza nutrientes absorvidos, desintoxica compostos e armazena glicogênio.
Bile
Líquido esverdeado produzido pelo fígado que atua emulsificando gorduras em pequenas micelas para facilitar a digestão lipídica.
Vesícula biliar
Bolsa membranosa que armazena e concentra a bile sintetizada pelo fígado até sua liberação durante as refeições.
Pâncreas exócrino
Glândula que secreta enzimas digestivas e íons bicarbonato no duodeno por meio do ducto pancreático.
Bicarbonato de sódio pancreático
Solução alcalina que neutraliza o quimo ácido estomacal no duodeno, propiciando o pH ótimo para as enzimas intestinais.
Tripsina
Enzima pancreática que hidrolisa ligações peptídicas específicas e ativa diversas outras proenzimas digestivas no lúmen intestinal.
Lipase pancreática
Principal enzima de degradação de lipídios, hidrolisando triglicerídeos emulsificados em ácidos graxos livres e monoglicerídeos.
Amilase pancreática
Enzima do suco pancreático que continua a quebra de amido e glicogênio restantes em oligossacarídeos e dissacarídeos.
Enteroquinase (Enteropeptidase)
Enzima da mucosa duodenal que converte o tripsinogênio inativo na forma enzimática ativa de tripsina.
Quilo
Fluído alcalino e leitoso resultante da ação dos sucos entérico, pancreático e bile, rico em micelas absorvíveis.
Quilomícrons
Lipoproteínas formadas nos enterócitos que transportam gorduras digeridas e colesterol para os vasos linfáticos.
Gastrina
Hormônio peptídico secretado por células G gástricas que estimula a produção de ácido clorídrico e a motilidade gástrica.
Secretina
Hormônio entérico liberado em resposta à acidez duodenal que estimula o pâncreas a secretar fluido rico em bicarbonato.
Colecistoquinina (CCK)
Hormônio estimulado por gorduras e proteínas que induz a contração da vesícula biliar e a secreção de enzimas pancreáticas.
Intestino grosso
Órgão tubular responsável pela absorção de grande volume de água e eletrólitos, fermentação bacteriana e formação de fezes.
Ceco
Bolsa inicial do intestino grosso que recebe o resíduo digestivo vindo do íleo através da válvula ileocecal.
Apêndice cecal
Pequena projeção tubular linfática acoplada ao ceco que serve como reservatório protetor da microbiota comensal.
Cólon
Maior porção do intestino grosso (ascendente, transverso, descendente e sigmoide) focada na reabsorção hídrica e compactação fecal.
Microbiota intestinal
Comunidade de microrganismos simbióticos que sintetiza vitaminas (como K e B12), fermenta fibras e treina o sistema imune.
Reto
Segmento terminal do intestino grosso que armazena fezes antes de deflagrar o reflexo de evacuação.
Ânus
Abertura distal do tubo digestório dotada de esfíncteres musculares interno e externo que controlam a excreção das fezes.
Defecação
Processo fisiológico voluntário e involuntário de expulsão de resíduos não absorvidos e bactérias mortas pelo ânus.

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