Tabelas-Verdade e Tautologia

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Conceitos de tabelas-verdade, conectivos lógicos e tautologias para estudantes e concurseiros.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Raciocínio lógico Publicado
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Negação (¬P)
Se 'Está chovendo' é verdade, sua negação 'Não está chovendo' é falsa. Inverte o valor lógico da proposição original.
Dupla negação (¬¬P ↔ P)
'Não é verdade que não fui à aula' equivale logicamente a afirmar categoricamente 'Eu fui à aula'.
Conjunção (P ∧ Q)
'Comprei pão e comprei leite' só é verdadeira se eu realmente tiver comprado ambos os itens na padaria.
Conjunção falsa (P ∧ Q quando um é falso)
'O sol é quente e a neve é preta' é uma sentença falsa porque basta que uma das partes seja mentira para anular o 'e'.
Disjunção inclusiva (P ∨ Q)
'Para a vaga, precisa-se de diploma ou experiência'. Ter um, outro ou ambos qualifica o candidato.
Disjunção inclusiva com ambos falsos
'Viajarei a Marte ou nadarei no Sol hoje'. Como nenhuma das duas ações ocorrerá, a afirmação inteira é falsa.
Disjunção exclusiva (P ⊻ Q)
'No almoço executivo, você ganha café ou sobremesa'. Escolher um impede de receber o outro sem custo adicional.
Condicional material (P → Q): antecedente V e consequente V
'Se você estudar, passará'. Você estudou e passou de ano, logo a promessa do professor foi cumprida.
Condicional material (P → Q): antecedente V e consequente F
'Se chover, levarei guarda-chuva'. Choveu, mas saí sem guarda-chuva; essa é a única situação em que a promessa se quebra.
Condicional material (P → Q): antecedente F
'Se eu for um unicórnio, o céu é verde'. Por partir de uma premissa falsa, a implicação é considerada vacuamente verdadeira.
Bicondicional (P ↔ Q)
'A lâmpada acende se e somente se o interruptor estiver ligado'. Ambos os estados precisam coincidir para ser verdade.
Bicondicional com valores opostos
'Um número é par se e somente se terminar em 3'. Como a relação falha, a declaração bicondicional é falsa.
Princípio do terceiro excluído (P ∨ ¬P)
'Ou esta porta está trancada, ou não está'. Não existe uma terceira opção na lógica binária tradicional.
Princípio da não-contradição ¬(P ∧ ¬P)
'É impossível que Pedro esteja vivo e morto ao mesmo tempo'. Uma proposição e sua negação não coexistem.
Tautologia trivial (P → P)
'Se hoje é segunda-feira, então hoje é segunda-feira'. Uma proposição sempre implica a si mesma.
Modus Ponens ((P → Q) ∧ P) → Q
Se vacinar protege e tomei a vacina, logo estou protegido. É um argumento válido que nunca leva ao erro.
Modus Tollens ((P → Q) ∧ ¬Q) → ¬P
Se o alarme tocou houve invasão; não houve invasão, logo o alarme com certeza não tocou.
Silogismo disjuntivo ((P ∨ Q) ∧ ¬P) → Q
A chave está na bolsa ou na mesa; olhei e não está na bolsa, portanto está na mesa.
Silogismo hipotético ((P → Q) ∧ (Q → R)) → (P → R)
Se treino corro melhor; se corro melhor ganho a prova; logo, se treino ganho a prova.
Lei de De Morgan: ¬(P ∧ Q) ↔ (¬P ∨ ¬Q)
Negar 'comi bolo e sorvete' significa que ao menos um não foi comido: 'não comi bolo ou não comi sorvete'.
Lei de De Morgan: ¬(P ∨ Q) ↔ (¬P ∧ ¬Q)
Negar 'bebo chá ou café' significa rejeitar ambos: 'não bebo chá e não bebo café'.
Contraposição ((P → Q) ↔ (¬Q → ¬P))
'Se é carioca, é brasileiro' equivale exatamente a dizer 'Se não é brasileiro, não pode ser carioca'.
Equivalência condicional (P → Q) ↔ (¬P ∨ Q)
'Se pagar a conta, terá luz' equivale a 'Ou você não paga a conta, ou você tem serviço de luz'.
Negação do condicional ¬(P → Q) ↔ (P ∧ ¬Q)
Dizer que 'Se prometer, cumpro' é mentira significa que: 'Você prometeu e não cumpriu'.
Idempotência da conjunção (P ∧ P ↔ P)
'Está frio e está frio' transmite exatamente o mesmo valor informativo que apenas dizer 'Está frio'.
Idempotência da disjunção (P ∨ P ↔ P)
'Chove ou chove' é semanticamente e logicamente idêntico a dizer unicamente 'Chove'.
Comutatividade da conjunção (P ∧ Q ↔ Q ∧ P)
'Trouxe caneta e caderno' é totalmente equivalente a afirmar 'Trouxe caderno e caneta'.
Comutatividade da disjunção (P ∨ Q ↔ Q ∨ P)
'Aceitamos cartão ou dinheiro' possui a mesma validade de 'Aceitamos dinheiro ou cartão'.
Absorção: P ∧ (P ∨ Q) ↔ P
'Tenho um carro e (tenho um carro ou um barco)'. Se a primeira parte é verdade, o todo depende só de ter carro.
Absorção: P ∨ (P ∧ Q) ↔ P
'Vou à praia ou (vou à praia e tomo sorvete)'. Basta você ir à praia para toda a afirmação ser verdadeira.
Dilema construtivo
Se chover levo capa e se fizer sol levo boné; como vai chover ou fazer sol, levarei capa ou boné.
Dilema destrutivo
Se corro canso, se grito fico rouco; não estou cansado ou não estou rouco, logo não corri ou não gritei.
Adição disjuntiva (P → (P ∨ Q))
Se sei que 'Tenho 10 reais', posso afirmar categoricamente com verdade que 'Tenho 10 reais ou sou milionário'.
Simplificação conjuntiva ((P ∧ Q) → P)
Se é verdade que 'Tenho carro e casa', então é logicamente inescapável deduzir que 'Tenho carro'.
Transitividade da equivalência ((P ↔ Q) ∧ (Q ↔ R)) → (P ↔ R)
Se água congela a 0°C e 0°C é 32°F, então a água congela a 0°C se e só se estiver a 32°F.
Exportação/Importação ((P ∧ Q) → R) ↔ (P → (Q → R))
'Se comprar o ingresso e for ao cinema, verá o filme' equivale a 'Se comprar, então se for ao cinema, verá'.
Lei do absurdo (Reductio ad absurdum)
Se supor que o réu é culpado leva a uma impossibilidade física, conclui-se com certeza que ele é inocente.
Distributividade de ∧ sobre ∨
Estudo e (trabalho ou descanso) equivale a dizer: 'Estudo e trabalho, ou estudo e descanso'.
Distributividade de ∨ sobre ∧
Almoço ou (janto e durmo) equivale a dizer: '(Almoço ou janto) e (almoço ou durmo)'.
Tautologia: (P ∧ Q) → (P ∨ Q)
Se João é médico e professor, é garantido dizer que João é médico ou professor.
Contradição eliminada em condicional (Contradição → Qualquer coisa)
Ex falso quodlibet: de uma contradição lógica aceita como premissa, qualquer absurdo se torna deduzível.
Resolução lógica ((P ∨ Q) ∧ (¬P ∨ R)) → (Q ∨ R)
Vou ao mercado ou feira; não vou ao mercado ou compro peixe. Logo, vou à feira ou compro peixe.
Equivalência de bicondicional ((P ↔ Q) ↔ ((P → Q) ∧ (Q → P)))
Dizer que x cresce se e só se y crescer significa: se x cresce y cresce, e se y cresce x cresce.
Elemento neutro da conjunção (P ∧ Verdade ↔ P)
Afirmar 'O gato mia e 2+2=4' depende puramente da veracidade do gato miar, já que a matemática é garantida.
Elemento absorvente da disjunção (P ∨ Verdade ↔ Verdade)
'Vou errar o teste ou a Terra é redonda'. Como o segundo termo é verdade absoluta, a frase inteira já é verdadeira.
Elemento absorvente da conjunção (P ∧ Falso ↔ Falso)
'Ganhei na loteria e círculos são quadrados'. Não importa se ganhei, o absurdo geométrico torna a sentença falsa.
Elemento neutro da disjunção (P ∨ Falso ↔ P)
'Choveu hoje ou vacas voam'. Como vacas voarem é falso, a frase toda depende exclusivamente de ter chovido.
Tautologia: P → (Q → P)
'Se está calor, então mesmo que chova continuará fazendo calor em relação à afirmação original'.
Tautologia: ¬P → (P → Q)
Se Pedro não viajou, afirmar hipoteticamente que 'Se Pedro viajou, comprou doces' é verdadeiro por vacuidade.
Negação da bicondicional ¬(P ↔ Q) ↔ (P ⊻ Q)
Negar que duas pessoas têm idades idênticas significa dizer que exatamente uma delas é mais velha.
Lei de Clavius ((¬P → P) → P)
Se admitir que a prova não existe força concluir que ela existe, então a prova indubitavelmente existe.
Conjunção com a negação ((P ∧ ¬P) → Q)
Uma declaração autocontraditória implica formalmente qualquer consequente desejado em lógica clássica.

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