Tratamento Psicanalítico
Estudo sobre os conceitos fundamentais do tratamento e da teoria psicanalítica para estudantes e interessados na área.
Cartões · 50
- O que é psicanálise?
- Método de investigação do inconsciente e abordagem terapêutica criada por Sigmund Freud.
- Qual o papel do paciente na análise?
- Falar livremente tudo o que vier à mente, sem censurar pensamentos, sentimentos ou memórias.
- Associação livre
- Regra fundamental da psicanálise que orienta o paciente a verbalizar qualquer ideia espontaneamente.
- Atenção flutuante
- Postura do analista de escutar sem privilegiar nenhum elemento específico do discurso do paciente.
- Transferência
- Projeção de sentimentos, desejos e conflitos infantis recalcados sobre a figura do analista.
- Contratransferência
- Reações emocionais inconscientes do analista diante da transferência do analisante.
- Resistência
- Forças psíquicas que tentam impedir a conscientização de conteúdos recalcados durante as sessões.
- O que é o inconsciente?
- Instância psíquica com memórias, desejos e pulsões inacessíveis à consciência direta.
- Repressão ou recalque
- Mecanismo de defesa que mantém pensamentos angustiantes afastados da consciência.
- Interpretação
- Intervenção do analista que busca revelar o sentido latente escondido nas falas do paciente.
- Ato falho
- Lapso verbal, de memória ou de escrita que revela um desejo inconsciente em conflito com o ego.
- Função dos sonhos na psicanálise
- Expressão simbólica e realização disfarçada de desejos reprimidos do inconsciente.
- Conteúdo manifesto do sonho
- A narrativa consciente do sonho exatamente como é lembrada e descrita pelo sonhador.
- Conteúdo latente do sonho
- O significado inconsciente oculto por trás das imagens e acontecimentos do sonho.
- Elaboração psíquica (durcharbeiten)
- Trabalho contínuo de superar resistências para integrar novos entendimentos sobre si mesmo.
- O divã é obrigatório?
- Não, mas é usado para reduzir distrações visuais e facilitar a livre associação de ideias.
- Por que o analista costuma ficar em silêncio?
- Para criar um espaço neutro e permitir que o paciente explore seus próprios pensamentos sem interferência.
- Qual a duração média de uma análise?
- É variável e não possui prazo pré-definido, dependendo da profundidade dos objetivos do sujeito.
- Qual a frequência usual das sessões?
- Costuma variar de uma a várias vezes por semana, estabelecendo a regularidade do processo.
- Setting analítico
- Conjunto de regras e condições que estruturam a análise: horário, local, honorários e sigilo.
- Entrevistas preliminares
- Encontros iniciais para avaliar a demanda de sofrimento e estabelecer a relação de transferência.
- Id, Ego e Superego
- Segunda tópica freudiana que divide o aparelho psíquico em impulsos, mediação consciente e censura moral.
- O que é pulsão?
- Força motriz constante de origem biológica que exige trabalho contínuo do aparelho psíquico.
- Pulsão de vida (Eros)
- Pulsão voltada à integração, preservação da vida, amor e vínculos sociais construtivos.
- Pulsão de morte (Tânatos)
- Tendência psíquica de dissolução, retorno ao estado inorgânico e pulsões agressivas.
- O que é sintoma para a psicanálise?
- Solução de compromisso simbólica entre um desejo inconsciente reprimido e a censura moral do ego.
- A psicanálise trata quais tipos de queixa?
- Ansiedade, depressão, repetições destrutivas, inibições emocionais e conflitos existenciais.
- Psicanálise prescreve medicação?
- Não prescreve, mas pode atuar de forma integrada com psiquiatras quando necessário.
- Neurose
- Estrutura clínica marcada por conflitos entre o ego e os impulsos reprimidos mantidos na realidade.
- Psicose
- Estrutura psíquica onde há uma ruptura primária com a realidade compartilhada e criação de delírios.
- Perversão
- Estrutura clínica que nega a castração e busca contornar a lei simbólica para alcançar o gozo.
- Complexo de Édipo
- Momento formativo dos vínculos infantis com as figuras parentais que instaura a lei e a identidade.
- Castração simbólica
- Reconhecimento da incompletude humana, marcando que ninguém pode ter ou ser tudo para o outro.
- Sublimação
- Desvio da energia pulsional para fins socialmente valorizados, como a arte, ciência ou criação.
- Regressão
- Retorno inconsciente a modos de funcionamento e satisfação de fases anteriores do desenvolvimento.
- Projeção
- Atribuição de impulsos, falhas ou desejos próprios e inaceitáveis a outra pessoa.
- Racionalização
- Construção de explicações lógicas e aceitáveis para justificar atitudes geradas por impulsos inconscientes.
- Formação reativa
- Manifestação de uma atitude consciente oposta ao impulso inconsciente reprimido.
- Compulsão à repetição
- Tendência inconsciente de recriar situações traumáticas ou dolorosas do passado no presente.
- Angústia de sinal
- Alerta gerado pelo ego diante do perigo iminente de impulsos inaceitáveis virem à tona.
- Neutralidade do analista
- Postura de não julgar moralmente, orientar escolhas de vida ou impor valores ao paciente.
- Abstinência analítica
- Princípio em que o analista não satisfaz as demandas afetivas ou eróticas dirigidas a ele pelo analisante.
- Corte de sessão (na técnica lacaniana)
- Encerramento da sessão em um ponto crucial da fala para provocar reflexão além do consultório.
- Como saber se a análise está funcionando?
- Pela diminuição do sofrimento sintomático, autonomia emocional e liberdade nas próprias decisões.
- A psicanálise cura definitivamente?
- Não promete perfeição sem conflito, mas transforma a relação do sujeito com a dor e a falta.
- Qual a diferença entre psicólogo e psicanalista?
- O psicólogo possui diploma universitário de psicologia; o psicanalista possui formação analítica específica.
- O psicanalista dá conselhos de vida?
- Não, o analista busca devolver a pergunta ao paciente para que ele encontre suas próprias respostas.
- Acting out
- Ato impulsivo que substitui a rememoração de uma experiência reprimida no curso da análise.
- Luto vs. Melancolia
- O luto elabora a perda consciente de um objeto; a melancolia volta a perda contra o próprio ego.
- Término da análise
- Momento em que o sujeito assume sua singularidade, lida com a falta e desfaz os nós transferenciais.