Composição das Proteínas
Este conjunto aborda a composição química e os níveis estruturais das proteínas, sendo ideal para estudantes de bioquímica e biologia.
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- Aminoácido
- Unidade monomérica fundamental das proteínas, composta por um carbono alfa ligado a um grupo amina, uma carboxila, um hidrogênio e uma cadeia lateral R.
- Carbono alfa (Cα)
- Átomo de carbono central e quiral na maioria dos aminoácidos, ao qual se ligam o grupo amino, o carboxilato, o átomo de hidrogênio e o grupo R específico.
- Grupo R (Cadeia lateral)
- Porção variável do aminoácido que define suas propriedades químicas únicas, como polaridade, carga elétrica, tamanho e reatividade.
- Ligação peptídica
- Ligação covalente do tipo amida formada por desidratação entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro.
- Caráter de dupla ligação parcial
- Propriedade da ligação peptídica devido à ressonância eletrônica entre o oxigênio carbonílico e o nitrogênio, impedindo a rotação livre.
- Estrutura primária
- Sequência linear única de resíduos de aminoácidos unidos por ligações peptídicas ao longo da cadeia polipeptídica.
- Estrutura secundária
- Arranjos espaciais regulares e locais da cadeia principal polipeptídica, estabilizados principalmente por pontes de hidrogênio.
- Alfa-hélice
- Conformação espiral compacta estabilizada por pontes de hidrogênio intramoleculares entre a carbonila do resíduo n e a amina do resíduo n+4.
- Folha-beta pregueada
- Segmentos distendidos da cadeia polipeptídica dispostos lado a lado, unidos por pontes de hidrogênio laterais paralelas ou antiparalelas.
- Volta beta (ou dobra)
- Elemento de conexão de quatro resíduos que reverte a direção da cadeia polipeptídica, frequentemente contendo prolina e glicina.
- Estrutura terciária
- Enovelamento tridimensional global de um polipeptídeo inteiro, impulsionado pela interação das cadeias laterais com o meio aquoso.
- Efeito hidrofóbico
- Força motriz primordial no enovelamento terciário, na qual cadeias apolares se agregam no interior, minimizando contato com a água.
- Ponte dissulfeto
- Ligação covalente forte formada pela oxidação de dois grupos tiol (-SH) de resíduos de cisteína adjacentes no espaço.
- Interação iônica (Ponte salina)
- Atração eletrostática entre grupos funcionais carregados positivamente e negativamente das cadeias laterais dos aminoácidos.
- Forças de Van der Waals
- Interações atrativas fracas de curto alcance entre dipolos transitórios de átomos compactados no núcleo proteico.
- Estrutura quaternária
- Associação espacial de duas ou mais subunidades polipeptídicas individuais formando um complexo proteico funcional.
- Subunidade (Monômero)
- Cadeia polipeptídica individual com sua própria estrutura terciária que se associa a outras para formar uma proteína oligomérica.
- Glicina
- O menor e mais simples aminoácido, tendo um hidrogênio como cadeia lateral; confere alta flexibilidade conformacional à cadeia.
- Prolina
- Aminoácido cíclico cujo grupo amina secundário é rígido, frequentemente atuando como quebrador de alfa-hélices.
- Cisteína
- Aminoácido contendo enxofre (grupo sulfidrila) capaz de estabelecer pontes covalentes dissulfeto estabilizadoras.
- Metionina
- Aminoácido apolar sulfurado que tipicamente inicia a tradução de cadeias polipeptídicas em organismos eucariotos.
- Aminoácidos apolares alifáticos
- Grupo hidrofóbico que inclui alanina, valina, leucina e isoleucina, essenciais na estabilização do núcleo das proteínas globulares.
- Aminoácidos aromáticos
- Fenilalanina, tirosina e triptofano; possuem anéis carbônicos, são hidrofóbicos e absorvem luz ultravioleta a 280 nm.
- Aminoácidos básicos
- Lisina, arginina e histidina; possuem cadeias laterais nitrogenadas carregadas positivamente em pH fisiológico neutro.
- Aminoácidos ácidos
- Aspartato e glutamato; possuem cadeias laterais com grupos carboxila carregados negativamente em pH fisiológico neutro.
- Zwitterion
- Forma dipolar eletricamente neutra de um aminoácido onde a amina está protonada (-NH3+) e a carboxila desprotonada (-COO-).
- Ponto isoelétrico (pI)
- Valor de pH específico no qual uma molécula de aminoácido ou proteína não possui carga elétrica líquida superficial.
- Desnaturação proteica
- Perda da conformação nativa tridimensional (secundária, terciária e quaternária) sem rompimento das ligações peptídicas.
- Chaperonas moleculares
- Proteínas auxiliares que facilitam o enovelamento correto de cadeias polipeptídicas recém-sintetizadas, evitando agregação.
- Proteínas globulares
- Cadeias densamente enoveladas em formato esferoide, solúveis em água, atuando comumente como enzimas, anticorpos e transportadores.
- Proteínas fibrosas
- Cadeias estendidas insolúveis em formato filamentoso, fornecendo rigidez mecânica e suporte estrutural aos tecidos.
- Colágeno
- Proteína fibrosa extracelular com estrutura em tripla hélice rica em glicina, prolina e hidroxiprolina, resistente à tração.
- Queratina
- Proteína fibrosa estrutural rica em alfa-hélices e pontes dissulfeto, abundante em cabelos, unhas e epiderme de vertebrados.
- Hemoglobina
- Proteína globular com estrutura quaternária tetramérica (dois dímeros alfa-beta) responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
- Mioglobina
- Proteína globular monomérica de estrutura terciária que estoca oxigênio em tecidos musculares esqueléticos e cardíacos.
- Grupo prostético
- Componente não proteico firmemente fixado por ligação covalente ou não covalente, essencial para a atividade biológica da proteína.
- Apoproteína
- Porção proteica desprovida de seu grupo prostético ou cofator necessário para exibir atividade biológica completa.
- Holoproteína
- Complexo proteico completo, cataliticamente ou funcionalmente ativo, formado pela apoproteína unida ao seu cofator ou grupo prostético.
- Extremidade N-terminal
- Início da cadeia polipeptídica contendo o resíduo de aminoácido com o grupo amina livre não ligado a outro peptídeo.
- Extremidade C-terminal
- Final da cadeia polipeptídica contendo o resíduo de aminoácido com o grupo carboxilato livre não participante de ligação peptídica.
- Ângulo diédrico Phi (Φ)
- Ângulo de rotação na cadeia principal polipeptídica em torno da ligação simples entre o nitrogênio amídico e o carbono alfa.
- Ângulo diédrico Psi (Ψ)
- Ângulo de rotação na cadeia principal polipeptídica em torno da ligação simples entre o carbono alfa e o carbono carbonílico.
- Gráfico de Ramachandran
- Representação bidimensional dos ângulos de torção Phi e Psi permitidos estericamente na cadeia principal das proteínas.
- Domínio proteico
- Unidade estrutural compacta e independente dentro de um polipeptídeo, que se dobra e frequentemente atua de modo autônomo.
- Motivo estrutural (Supersecundária)
- Padrão de combinação reconhecível de múltiplos elementos secundários, como hélice-alça-hélice ou chave grega.
- Glicoproteínas
- Proteínas conjugadas covalentemente a oligossacarídeos, comuns na membrana celular e na matriz extracelular.
- Lipoproteínas
- Complexos esféricos formados por proteínas e lipídios que solubilizam e transportam colesterol e triglicerídeos no plasma.
- Metaloproteínas
- Proteínas que contêm um ou mais íons metálicos coordenados (ex: Fe, Zn, Cu) essenciais para atividade catalítica ou conformação.
- Fibrilas amiloides
- Agregados proteicos filamentosos anormais e insolúveis, ricos em folhas-beta intermoleculares, associados a neurodegeneração.
- Pontes de hidrogênio da cadeia principal
- Interações fracas dipolo-dipolo entre o grupo N-H amídico e o grupo C=O carbonílico que ditam a estrutura secundária.
- Configuração trans peptídica
- Geometria em que os carbonos alfa adjacentes estão em lados opostos da ligação peptídica, minimizando repulsões estéricas.
- Aminoácidos essenciais
- Aminoácidos que os animais não conseguem sintetizar de novo em taxas adequadas e que devem ser adquiridos pela dieta.