Enfermagem em Reabilitação (Rede Sarah) 2

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Estudo sobre cuidados e procedimentos de enfermagem em reabilitação motora e neurológica, direcionado a profissionais e técnicos.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Cartões · 50

Mudança de decúbito de 2 em 2 horas
Prevenir lesões por pressão aliviando pontos de apoio ósseo e manter o alinhamento anatômico com coxins.
Posicionamento no leito pós-AVC (lado plégico)
Apoiar o braço afetado sobre travesseiro em leve abdução e manter punho e dedos estendidos para evitar contraturas.
Prevenção do pé equino
Manter tornozelos a 90 graus usando coxins, botas de espuma ou apoios rígidos para evitar flexão plantar fixa.
Exercícios de amplitude de movimento passiva (ADM)
Movimentar suavemente as articulações paralisadas no limite indolor para evitar rigidez e anquilose articular.
Transferência do leito para a cadeira de rodas
Travar a cadeira, posicioná-la a 45 graus do lado são e orientar o paciente a apoiar-se com o membro forte.
Hipotensão postural na verticalização
Elevar a cabeceira gradualmente, sentar o paciente na borda do leito antes de levantar e monitorar tontura e PA.
Prevenção de broncoaspiração na disfagia
Manter cabeceira elevada a 90 graus durante a dieta e por 30 minutos após, respeitando a consistência orientada.
Higiene oral no paciente disfágico ou comatoso
Usar espátula com gaze umedecida e aspirador conectado para evitar aspiração de secreções e resíduos.
Treino de bexiga neurogênica espástica
Oferecer comadre ou papagaio em horários fixos e monitorar diurese para reeducar o esvaziamento vesical.
Cateterismo vesical intermitente limpo (CVI)
Esvaziar a bexiga com técnica asséptica em intervalos programados, prevenindo distensão e infecções urinárias.
Manejo da constipação no paciente neurológico
Registrar evacuações, incentivar ingesta hídrica conforme prescrição e realizar massagem abdominal no sentido horário.
Disreflexia autonômica em lesão medular alta
Identificar pico hipertensivo com cefaleia, sentar o paciente e checar retenção urinária ou fecal imediatamente.
Uso de talas extensoras e órteses
Instalar conforme prescrição, inspecionar a pele sob a órtese a cada retirada e atentar para sinais de fricção.
Mobilização precoce no leito
Estimular o paciente a realizar movimentos ativos no membro são e participar das trocas de postura com ajuda.
Uso de prancha de comunicação alternativa
Disponibilizar a prancha ao alcance visual de pacientes afásicos, incentivando a indicação de desejos e dores.
Prevenção de subluxação de ombro hemiplégico
Nunca tracionar o braço paralisado durante transferências e apoiar o membro em tipóia ou almofada.
Avaliação da Escala de Coma de Glasgow
Checar abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, registrando escores e comunicando quedas ao enfermeiro.
Prevenção de trombose venosa profunda (TVP)
Aplicar meias elásticas de compressão prescritas e inspecionar panturrilhas quanto a edema, calor ou dor.
Massagem de conforto e circulação periférica
Aplicar hidratante suavemente sobre a pele íntegra, evitando massagear proeminências ósseas hiperemiadas.
Treino de independência no autocuidado
Incentivar o paciente a escovar dentes, pentear cabelo e alimentar-se sozinho usando adaptações quando necessário.
Controle de espasticidade muscular
Realizar movimentos lentos e contínuos sem puxar abruptamente, mantendo o ambiente aquecido e calmo.
Segurança no banho de aspersão adaptado
Utilizar cadeira higiênica travada, checar temperatura da água e nunca deixar o paciente sozinho no boxe.
Aplicação de calor ou frio terapêutico
Monitorar a sensibilidade térmica antes da aplicação e proteger a pele com tecido para evitar queimaduras.
Prevenção de quedas no paciente com ataxia
Manter grades elevadas, chão seco e livre de obstáculos e auxiliar sempre que o paciente for deambular.
Cuidados com traqueostomia na reabilitação
Aspirar secreções conforme necessidade, inspecionar o fixador e manter cânula interna limpa para evitar obstrução.
Estímulo à heminegligência unilateral pós-AVC
Abordar e posicionar objetos no lado afetado para estimular a atenção e reconhecimento do hemicorpo esquecido.
Uso de andadores e bengalas
Ajustar altura na altura do trocânter maior e orientar o avanço do dispositivo junto ao membro afetado.
Troca de fralda em paciente paralisado
Realizar em monobloco com auxílio de lençol móvel, inspecionar a região sacral e aplicar barreira protetora.
Manejo da salivação excessiva (sialorreia)
Manter a pele perioral limpa e seca, aplicar protetor labial e incentivar deglutições voluntárias frequentes.
Cuidado com sonda nasoenteral em pacientes agitados
Verificar fixação externa, conferir marcação na narina antes da dieta e posicionar luvas de contenção se prescrito.
Reconhecimento de sinais de fadiga motora
Suspender exercícios ativos se houver sudorese, taquicardia, tremores ou queixas de exaustão e relatar à equipe.
Administração de antiespásticos (ex: Baclofeno)
Checar horário rigoroso prescrito para evitar piora da rigidez e monitorar sonolência excessiva ou fraqueza.
Alinhamento do tronco na cadeira de rodas
Apoiar a coluna ereta com almofadas laterais e garantir que os pés estejam firmes nos pedais de apoio.
Cuidado no leito com paciente politraumatizado em reabilitação
Girar o paciente sempre em bloco sem flexão de coluna cervical ou lombar até liberação médica.
Reeducação intestinal com supositório ou clister
Administrar no mesmo horário após uma refeição aproveitando o reflexo gastrocólico para induzir evacuação.
Higienização de coto de amputação
Lavar com água e sabão neutro, secar meticulosamente e observar presença de rubor, dor ou deiscência.
Enfaixamento compressivo do coto
Aplicar atadura em formato em oito com pressão decrescente proximal para modelar o coto para a prótese.
Dor fantasma pós-amputação
Acolher a queixa do paciente sem desvalorizar o sintoma, aplicar massagem dessensibilizante e avisar enfermagem.
Prevenção de contratura em flexão no coto
Evitar colocar travesseiros sob o coto na cama e orientar o paciente a deitar em pronação se tolerado.
Monitoramento de crises convulsivas
Proteger a cabeça, lateralizar o corpo, afastar objetos cortantes, cronometrar o tempo e nunca colocar nada na boca.
Ambiente seguro para paciente com demência/Parkinson
Manter boa iluminação, retirar tapetes soltos e deixar campainha e pertences pessoais ao alcance fácil.
Auxílio alimentar na disfagia mista
Ofertar pequenas porções em colher de sobremesa, respeitando o ritmo mastigatório e aguardando deglutição.
Treino de marcha supervisionado
Acompanhar segurando o cinto de transferência por trás e ligeiramente ao lado fraco para estabilizar o paciente.
Avaliação de edema em membro paralisado
Verificar sinal de cacifo, medir circunferência quando indicado e manter o membro ligeiramente elevado.
Alívio de pressão na cadeira de rodas
Auxiliar ou orientar o paciente a aliviar a pressão dos ísquios a cada 15 a 30 minutos por alguns segundos.
Prevenção de queimaduras por perda de sensibilidade
Evitar bolsas térmicas quentes diretas e checar temperatura do banho com termômetro ou membro com sensibilidade.
Apoio emocional na perda funcional súbita
Escutar ativamente, evitar frases de falso consolo e encorajar as pequenas conquistas diárias do paciente.
Registro detalhado de enfermagem em reabilitação
Anotar ganhos de mobilidade, tolerância a posturas, intercorrências e aceitação da dieta e dos treinos.
Posição em decúbito ventral (pronação) terapêutica
Manter pés livres de pressão com coxim sob as canelas e alinhar quadris para alongar flexores de quadril.
Orientações aos familiares e cuidadores
Demonstrar e supervisionar transferências e cuidados de higiene com empatia, estimulando a autonomia mútua.

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