Funções Orgânicas Oxigenadas e Nitrogenadas
Estudo das principais funções orgânicas oxigenadas e nitrogenadas, abordando grupos funcionais, nomenclatura e propriedades para estudantes.
Cartões · 55
- Grupo carboxila
- União de uma carbonila (C=O) com uma hidroxila (-OH) ligadas ao mesmo carbono, formando o grupo -COOH.
- Ácidos carboxílicos
- Compostos orgânicos oxigenados caracterizados pela presença do grupo funcional carboxila (-COOH) na cadeia.
- Nomenclatura IUPAC de ácidos carboxílicos
- Prefixo 'ácido' + prefixo de carbonos + infixo do tipo de ligação + sufixo 'óico' (ex.: ácido metanoico).
- Ácido metanoico
- Ácido carboxílico de menor cadeia (HCOOH), conhecido usualmente como ácido fórmico; presente em picadas de formigas.
- Ácido etanoico
- Composto de fórmula CH3COOH, popularmente chamado de ácido acético, constituinte característico do vinagre.
- Ácido propanoico
- Ácido com três carbonos (CH3CH2COOH), usado como conservante de alimentos contra fungos e bactérias.
- Ácido butanoico
- Ácido com quatro carbonos (CH3(CH2)2COOH), conhecido como ácido butírico, responsável pelo odor característico da manteiga rançosa.
- Ácido benzoico
- Ácido carboxílico aromático mais simples (C6H5COOH), amplamente empregado na forma de sal como conservante alimentar.
- Ácidos dicarboxílicos
- Compostos que contêm duas carboxilas na estrutura; nomeados com o sufixo 'dioico' (ex.: ácido etanodioico ou oxálico).
- Polaridade dos ácidos carboxílicos
- Moléculas polares capazes de formar ligações de hidrogênio intermoleculares fortes, inclusive na forma de dímeros.
- Ponto de ebulição dos ácidos carboxílicos
- Geralmente mais elevado que o de álcoois de massa molar similar devido à formação de ligações de hidrogênio duplas.
- Solubilidade dos ácidos carboxílicos
- Cadeias curtas (até 4 carbonos) são totalmente miscíveis em água; solubilidade diminui com o aumento da cadeia apolar.
- Caráter ácido dos ácidos carboxílicos
- Ácidos fracos, mas mais ácidos que álcoois e fenóis devido à estabilização por ressonância do íon carboxilato formado.
- Efeito indutivo na acidez carboxílica
- Substituintes eletronegativos (como Cl, F) atraem elétrons, dispersam a carga negativa e aumentam a força ácida.
- Sais orgânicos (carboxilatos)
- Compostos iônicos derivados da reação de neutralização de um ácido carboxílico com uma base inorgânica.
- Estrutura geral de um sal orgânico
- R-COO- M+, onde R é uma cadeia carbônica e M+ é um cátion metálico ou amônio.
- Nomenclatura IUPAC de sais orgânicos
- Troca-se a terminação 'óico' do ácido correspondente por 'oato' de + nome do cátion (ex.: etanoato de sódio).
- Etanoato de sódio
- CH3COONa, sal derivado do ácido acético e hidróxido de sódio, usado em bolsas térmicas e como aditivo alimentar.
- Benzoato de sódio
- C6H5COONa, sal derivado do ácido benzoico, largamente utilizado pela indústria alimentícia como antifúngico.
- Propriedades físicas dos sais orgânicos
- Sólidos cristalinos em temperatura ambiente, altos pontos de fusão e elevada solubilidade em solventes polares como a água.
- Sabões
- Sais de sódio ou potássio de ácidos graxos de cadeia longa; possuem extremidade polar e longa cauda apolar.
- Ação emulsificante do sabão
- Forma micelas aquosas ao aprisionar sujidades apolares (gorduras) no interior de sua cauda hidrofóbica.
- Ésteres
- Função oxigenada caracterizada pelo grupo funcional -COO- ligado a duas cadeias carbônicas (R-COO-R').
- Esterificação de Fischer
- Reação reversível entre um ácido carboxílico e um álcool em meio ácido gerando éster e água.
- Nomenclatura IUPAC de ésteres
- Parte do ácido com terminação 'oato' + de + nome do radical do álcool com terminação 'ila' (ex.: etanoato de metila).
- Etanoato de etila
- CH3COOCH2CH3, éster de odor característico amplamente empregado como solvente de tintas e removedor de esmaltes.
- Flavorizantes (aromatizantes)
- Ésteres de baixa massa molar de odor e sabor agradáveis que mimetizam aromas naturais de frutas e flores.
- Lipídios (triglicerídeos)
- Triésteres formados pela união do glicerol (triálcool) com três moléculas de ácidos graxos superiores.
- Saponificação
- Hidrólise básica de um éster (geralmente gordura ou óleo vegetal com NaOH/KOH) produzindo sal de ácido graxo e glicerol.
- Polaridade e ponto de ebulição dos ésteres
- São polares, mas não formam pontes de hidrogênio entre si; possuem PE menor que ácidos e álcoois isômeros.
- Diferença: Éster vs. Ácido Carboxílico
- O éster tem o hidrogênio da carboxila substituído por um radical carbônico (R-COO-R' vs. R-COOH).
- Diferença: Éster vs. Sal Orgânico
- O éster possui ligação covalente com um radical orgânico (R-COO-R'), enquanto o sal possui ligação iônica (R-COO- M+).
- Éteres
- Compostos orgânicos em que um átomo de oxigênio atua como heteroátomo ligado entre dois carbonos (R-O-R').
- Nomenclatura IUPAC de éteres
- Prefixo do menor radical + 'óxi' + nome do hidrocarboneto correspondente ao maior radical (ex.: metoxietano).
- Nomenclatura usual de éteres
- Palavra 'éter' + nomes dos radicais em ordem alfabética terminados em 'ílico' (ex.: éter dimetílico).
- Metoxietano
- CH3-O-CH2CH3, éter assimétrico contendo um grupo metil e um etil ligados ao oxigênio.
- Etoxietano
- CH3CH2-O-CH2CH3 (éter dietílico ou éter comum), líquido volátil altamente inflamável usado antigamente como anestésico.
- Éter simétrico vs. Éter assimétrico
- Simétrico possui os dois radicais iguais ligados ao oxigênio (R-O-R); assimétrico possui radicais distintos (R-O-R').
- Ponto de ebulição dos éteres
- Baixo, comparável aos alcanos de massa semelhante, pois não formam ligações de hidrogênio entre suas próprias moléculas.
- Volatilidade e inflamabilidade dos éteres
- Alta volatilidade e vapores altamente inflamáveis que tendem a formar peróxidos explosivos em contato com o ar.
- Solubilidade de éteres em água
- Éteres curtos têm leve solubilidade por aceitarem ligações de hidrogênio da água via par livre do oxigênio.
- Diferença: Éter vs. Éster
- O éter possui apenas o oxigênio ligando carbonos (R-O-R'); o éster possui uma carbonila vizinha ao oxigênio (R-CO-O-R').
- Aminas
- Função orgânica nitrogenada derivada formalmente da amônia (NH3) pela substituição de hidrogênios por radicais orgânicos.
- Amina primária
- Amina em que apenas um átomo de hidrogênio da amônia foi substituído por radical orgânico (R-NH2).
- Amina secundária
- Amina em que dois átomos de hidrogênio da amônia foram substituídos por radicais orgânicos (R-NH-R').
- Amina terciária
- Amina em que os três átomos de hidrogênio da amônia foram substituídos por radicais orgânicos (R3N).
- Nomenclatura IUPAC de aminas
- Nome do hidrocarboneto com o sufixo 'amina' ou nome dos substituintes ligados ao N + terminação 'amina'.
- Metanamina
- CH3NH2, amina primária gasosa de odor pungente semelhante ao da amônia, usada em sínteses industriais.
- Fenilamina (Anilina)
- C6H5NH2, amina aromática primária essencial para a indústria de corantes têxteis e polímeros.
- Trimetilamina
- (CH3)3N, amina terciária volátil responsável pelo odor desagradável característico de peixe em decomposição.
- Caráter básico das aminas
- Comportam-se como bases de Lewis graças ao par de elétrons não ligante disponível no nitrogênio.
- Força básica de aminas alifáticas em meio aquoso
- Secundárias > Primárias > Terciárias, resultado do equilíbrio entre o efeito indutivo dador e o impedimento estérico/solvatação.
- Basicidade de aminas aromáticas
- Menos básicas que as alifáticas e a amônia porque o par de elétrons do nitrogênio se deslocaliza no anel por ressonância.
- Ponto de ebulição das aminas
- Aminas 1ª e 2ª formam pontes de hidrogênio e têm PE intermediário entre alcanos e álcoois; aminas 3ª têm PE mais baixo.
- Diferença: Amina vs. Amida
- Amina liga o nitrogênio diretamente a carbono saturado/aromático; amida liga o nitrogênio diretamente a uma carbonila (C=O).