Fundamentos de Bioquímica

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Este conjunto cobre termos e conceitos fundamentais de bioquímica para estudantes universitários.

53 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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ATP (Trifosfato de adenosina)
Nucleotídeo que atua como principal moeda energética celular, armazenando energia química transitória em suas ligações fosfato de alta energia.
Enzima
Proteína catalisadora que acelera reações químicas metabólicas diminuindo a energia de ativação necessária, sem ser consumida no processo.
Aminoácido
Monômero das proteínas composto por um carbono alfa ligado a um grupo amino, uma carboxila, um hidrogênio e uma cadeia lateral variável.
Ligação peptídica
Ligação covalente formada por desidratação entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amino de outro, unindo a cadeia proteica.
Glicose
Monossacarídeo de seis carbonos que serve como principal combustível metabólico primário para a produção de ATP na maioria dos seres vivos.
Glicogênio
Polissacarídeo de reserva energética abundante em animais, estocado no fígado e nos músculos esqueléticos como polímero ramificado de glicose.
Amido
Polissacarídeo de reserva energética vegetal, composto por cadeias helicoidais lineares de amilose e cadeias ramificadas de amilopectina.
Fosfolipídio
Lipídio anfipático formado por glicerol, dois ácidos graxos e um grupo fosfato polar, constituinte fundamental das membranas celulares.
Colesterol
Lipídio esteroide essencial que regula a fluidez das membranas biológicas e serve de precursor para hormônios esteroides e sais biliares.
Glicólise
Via metabólica anaeróbica no citoplasma que quebra uma molécula de glicose em dois piruvatos, rendendo saldo líquido de 2 ATP e 2 NADH.
Ciclo de Krebs
Série de reações mitocondriais que oxida o acetil-CoA gerando elétrons carreados por NADH e FADH2 para a fosforilação oxidativa.
Fosforilação oxidativa
Produção de ATP na membrana interna mitocondrial impulsionada pela força próton-motriz gerada pela cadeia transportadora de elétrons.
NADH e FADH2
Coenzimas carreadoras de elétrons reduzidas que transportam elétrons de alta energia das vias catabólicas para a cadeia respiratória.
Coenzima
Molécula orgânica não proteica, frequentemente derivada de vitaminas, necessária para o funcionamento catalítico adequado de certas enzimas.
Sítio ativo
Região tridimensional específica da enzima onde o substrato se liga e a catálise química efetivamente ocorre.
Desnaturação proteica
Perda da estrutura tridimensional funcional de uma proteína devido a calor, alterações de pH ou solventes, sem quebrar ligações peptídicas.
Estrutura primária da proteína
Sequência linear linearizada de resíduos de aminoácidos unidos por ligações peptídicas ao longo da cadeia polipeptídica.
Estrutura secundária da proteína
Padrões espaciais locais repetitivos estabilizados por pontes de hidrogênio no esqueleto peptídico, principalmente alfa-hélices e folhas-beta.
Estrutura terciária da proteína
Conformação tridimensional globular final de uma cadeia polipeptídica mantida por interações hidrofóbicas, eletrostáticas e pontes dissulfeto.
Estrutura quaternária da proteína
Arranjo espacial resultante da associação funcional de duas ou mais cadeias polipeptídicas separadas, como na hemoglobina.
Ácidos graxos saturados
Cadeias hidrocarbonetadas sem ligações duplas entre carbonos, geralmente sólidas à temperatura ambiente por apresentarem empacotamento compacto.
Ácidos graxos insaturados
Cadeias hidrocarbonetadas contendo uma ou mais ligações duplas, gerando dobras que conferem maior fluidez aos lipídios à temperatura ambiente.
Triglicerídeos (Triacilgliceróis)
Moléculas formadas por três ácidos graxos esterificados em uma molécula de glicerol, atuando como a principal reserva lipídica de energia.
Gluconeogênese
Via anabólica que sintetiza glicose a partir de precursores não glicídicos como lactato, glicerol e certos aminoácidos glicogênicos.
Via das pentoses fosfato
Via metabólica paralela à glicólise que produz NADPH para reações anabólicas redutoras e ribose-5-fosfato para a síntese de nucleotídeos.
NADPH
Coenzima redutora que atua como doadora de elétrons na síntese de ácidos graxos, colesterol e na proteção celular contra estresse oxidativo.
DNA (Ácido desoxirribonucleico)
Polímero de desoxirribonucleotídeos em dupla hélice que armazena a informação genética necessária para o desenvolvimento e funcionamento celular.
RNA (Ácido ribonucleico)
Polímero de ribonucleotídeos fita simples que decodifica e transporta a informação do DNA para a tradução e síntese de proteínas.
Nucleotídeo
Unidade básica dos ácidos nucleicos composta por uma pentose, uma base nitrogenada nitrogenada e um ou mais grupos fosfato.
Inibição enzimática competitiva
Interação de uma molécula similar ao substrato com o sítio ativo da enzima, elevando a constante de Michaelis (Km) sem alterar a Vmax.
Inibição enzimática não competitiva
Ligação de um inibidor a um sítio alostérico da enzima, reduzindo a velocidade máxima (Vmax) da reação sem alterar o valor de Km.
Alosterismo
Regulação da atividade enzimática pela ligação de um efetor molecular em um sítio regulador distinto do sítio catalítico primário.
Catabolismo
Conjunto de vias metabólicas degradativas que quebram moléculas complexas em substâncias menores, liberando energia útil na forma de ATP.
Anabolismo
Conjunto de vias metabólicas construtivas que consomem energia para sintetizar macromoléculas complexas a partir de moléculas precursoras simples.
Beta-oxidação
Via catabólica mitocondrial na qual ácidos graxos são degradados em sequências repetidas de reações gerando acetil-CoA, NADH e FADH2.
Corpos cetônicos
Compostos hidrossolúveis (acetoacetato, beta-hidroxibutirato e acetona) produzidos no fígado durante jejum prolongado para suprir tecidos com energia.
Ciclo da ureia
Via metabólica hepática que converte a amônia neurotóxica liberada pela quebra de aminoácidos em ureia menos tóxica para excreção renal.
Glicogenólise
Degradação do glicogênio em glicose-1-fosfato e glicose livre estimulada por hormônios como glucagon e adrenalina quando há hipoglicemia.
Glicogênese
Síntese de glicogênio a partir de monômeros ativados de UDP-glicose, estimulada pela ação do hormônio insulina após as refeições.
Ponto isoelétrico (pI)
Valor de pH específico no qual uma molécula, como um aminoácido ou proteína, tem carga líquida global igual a zero.
Zwitterion
Molécula dipolar que possui grupos funcionais com cargas elétricas positivas e negativas simultâneas, mantendo carga líquida neutra.
Ponte dissulfeto
Ligação covalente forte formada entre os grupos tiol (-SH) de duas cisteínas, crucial para estabilizar a conformação terciária proteica.
Quilomícron
Lipoproteína sintetizada no intestino que transporta lipídios dietéticos absorvidos, principalmente triglicerídeos, através da circulação linfática.
LDL (Lipoproteína de baixa densidade)
Partícula lipoproteica que transporta colesterol do fígado para as células periféricas, rica em ésteres de colesterol.
HDL (Lipoproteína de alta densidade)
Lipoproteína responsável pelo transporte reverso do colesterol dos tecidos periféricos de volta ao fígado para reciclagem ou excreção.
Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)
Moléculas oxidantes instáveis como ânion superóxido e peróxido de hidrogênio geradas no metabolismo, capazes de danificar biomoléculas.
Glutationa
Tripeptídeo antioxidante celular composto por glutamato, cisteína e glicina que neutraliza radicais livres e peróxidos tóxicos.
Insulina
Hormônio peptídico secretado pelas células beta pancreáticas que sinaliza estado de abundância energética e estimula a captação celular de glicose.
Glucagon
Hormônio secretado pelas células alfa pancreáticas que estimula a quebra de glicogênio e gliconeogênese no fígado durante o jejum.
Fermentação láctica
Conversão anaeróbica de piruvato em lactato pela lactato desidrogenase para oxidar NADH e regenerar NAD+ garantindo a continuidade da glicólise.
Acoplamento energético
Mecanismo metabólico em que uma reação desfavorável termodinamicamente (endergônica) é impulsionada por uma reação favorável (exergônica).
Piruvato desidrogenase
Complexo multienzimático mitocondrial que catalisa a descarboxilação oxidativa irreversível do piruvato em acetil-CoA.
Efeito de Bohr
Fenômeno fisiológico no qual aumento de íons H+ e dióxido de carbono diminui a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, facilitando sua liberação tecidual.

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