Sistema Financeiro Nacional (SFN)

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Estudo sobre o Sistema Financeiro Nacional, abordando sua estrutura, órgãos normativos, entidades supervisoras e investimentos.

60 cartões Português Nível: Ensino superior Finanças e investimentos Publicado
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Cartões · 60

Sistema Financeiro Nacional (SFN)
Conjunto de órgãos e instituições que viabilizam a intermediação financeira entre agentes superavitários e deficitários.
Estrutura do SFN
Dividido em três níveis: órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores de mercado.
Conselho Monetário Nacional (CMN)
Órgão normativo máximo do SFN, responsável por formular a política da moeda, do crédito e fixar a meta de inflação.
Composição do CMN
Ministro da Fazenda (presidente), Ministro do Planejamento e Orçamento e Presidente do Banco Central do Brasil.
Banco Central do Brasil (Bacen)
Entidade supervisora autônoma responsável por executar a política monetária, emitir moeda e fiscalizar o sistema financeiro.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Entidade supervisora autônoma vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável por disciplinar e fiscalizar o mercado de capitais.
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
Órgão normativo responsável por fixar diretrizes para os mercados de seguros privados, previdência aberta e capitalização.
Superintendência de Seguros Privados (Susep)
Entidade supervisora responsável por fiscalizar as operações de seguros, previdência complementar aberta e capitalização.
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
Órgão normativo responsável por estabelecer políticas e diretrizes para o regime de previdência complementar fechada.
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)
Entidade supervisora autônoma encarregada de fiscalizar e supervisionar os fundos de pensão (previdência fechada).
Bancos Comerciais
Instituições financeiras monetárias focadas na captação de depósitos à vista e concessão de crédito de curto e médio prazo.
Bancos de Investimento
Instituições não monetárias focadas em crédito de médio e longo prazo, subscrição de títulos e assessoria financeira.
Bancos Múltiplos
Instituições financeiras privadas ou públicas que operam com pelo menos duas carteiras, sendo uma delas comercial ou de investimento.
Caixa Econômica Federal
Instituição financeira pública com foco social, operadora do FGTS e líder em concessão de crédito imobiliário.
BNDES
Banco estatal de fomento voltado ao financiamento de longo prazo para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento produtivo.
Cooperativas de Crédito
Sociedades de pessoas sem fins lucrativos que prestam serviços financeiros com taxas diferenciadas exclusivamente aos associados.
Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM)
Instituições que intermediam a compra e venda de títulos e valores mobiliários na bolsa e no mercado de balcão.
Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM)
Instituições autorizadas a intermediar e distribuir títulos e valores mobiliários, atuando de forma equivalente às corretoras.
Mercado Monetário
Mercado de curtíssimo prazo onde o Bacen atua para controlar a liquidez da economia e regular as taxas de juros.
Mercado de Crédito
Ambiente onde instituições financeiras concedem recursos para pessoas físicas e jurídicas suprirem consumo ou capital de giro.
Mercado de Capitais
Mercado voltado ao financiamento de longo prazo das empresas por meio da emissão e negociação de ações, debêntures e bônus.
Mercado Cambial
Ambiente de compra e venda de moedas estrangeiras e liquidação de operações com o exterior, sob regulação do Bacen.
Mercado Primário
Ambiente onde novos ativos são emitidos pela primeira vez e os recursos captados vão diretamente para o emissor.
Mercado Secundário
Ambiente onde investidores negociam títulos e valores mobiliários entre si, proporcionando liquidez aos ativos já emitidos.
B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)
A principal bolsa de valores oficial do Brasil, responsável pela negociação, registro e liquidação de ações e derivativos.
Mercado de Balcão
Ambiente de negociação de títulos e valores mobiliários fora do pregão regular da bolsa, podendo ser organizado ou não organizado.
Copom
Comitê do Banco Central que se reúne a cada 45 dias para definir a taxa de juros básica da economia brasileira (taxa Selic).
Taxa Selic Meta
Taxa básica de juros definida pelo Copom que serve como referência para todas as demais taxas da economia brasileira.
Taxa Selic Over
Média ponderada das operações de empréstimos de um dia lastreadas em títulos públicos federais negociados no Selic.
Taxa DI (CDI)
Média diária dos empréstimos interbancários de curtíssimo prazo sem lastro em títulos públicos, usada como benchmark de renda fixa.
IPCA
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE e adotado como a medida oficial da inflação no Brasil.
IGP-M
Índice Geral de Preços do Mercado, medido pela FGV, historicamente muito utilizado para reajuste de contratos de aluguel.
Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Entidade privada que protege correntistas e investidores até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de quebra.
Investimentos de Renda Fixa
Aplicações financeiras em que a rentabilidade ou a fórmula de remuneração é pactuada no momento da contratação.
Título Prefixado
Ativo de renda fixa cuja taxa nominal de retorno anual é exata e fixa desde o momento da compra até o vencimento.
Título Pós-fixado
Ativo de renda fixa cuja remuneração final acompanha o desempenho de um indicador de mercado, como CDI ou Selic.
Título Híbrido
Ativo de renda fixa que combina uma taxa prefixada com a variação da inflação (geralmente IPCA mais uma taxa fixa).
Tesouro Direto
Programa do Tesouro Nacional criado em parceria com a B3 para permitir a compra de títulos públicos por pessoas físicas pela internet.
Tesouro Selic (LFT)
Título público federal pós-fixado indexado à variação da taxa Selic, com baixo risco de mercado e indicado para reserva de emergência.
Tesouro Prefixado (LTN)
Título público federal emitido com rentabilidade nominal fixa definida no momento da compra sem pagamento de cupom.
Tesouro IPCA+ (NTN-B)
Título público federal híbrido que garante rentabilidade real ao pagar a variação da inflação medida pelo IPCA acrescida de juros reais.
Certificado de Depósito Bancário (CDB)
Título privado emitido por bancos para captar recursos de clientes, garantido pelo FGC até o limite regulamentar.
LCI e LCA
Títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar os setores imobiliário e do agronegócio, isentos de IR para pessoa física.
Debêntures
Títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por sociedades anônimas não financeiras para financiar seus projetos.
Debêntures Incentivadas
Títulos de dívida voltados a financiar obras de infraestrutura que oferecem isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
CRI e CRA
Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio emitidos por securitizadoras, isentos de imposto de renda para pessoa física.
Come-cotas
Antecipação semestral do recolhimento de imposto de renda em fundos de investimento abertos, ocorrida em maio e novembro.
Investimentos de Renda Variável
Aplicações em que o retorno não pode ser prefixado e depende das oscilações de mercado e dos resultados da empresa ou ativo.
Ações
Fração mínima do capital social de uma sociedade por ações que concede direitos patrimoniais ou políticos aos acionistas.
Ações Ordinárias (ON)
Ações que conferem aos seus titulares direito de voto nas assembleias de acionistas da companhia.
Ações Preferenciais (PN)
Ações que garantem preferência no recebimento de dividendos e no reembolso de capital, geralmente sem direito a voto.
Dividendos
Parcela do lucro líquido obtido por uma empresa distribuída compulsoriamente aos seus acionistas em dinheiro.
Juros sobre Capital Próprio (JCP)
Forma de distribuição de lucros aos acionistas que concede benefício fiscal à empresa pagadora, sujeita a retenção de 15% de IR.
Oferta Pública Inicial (IPO)
Processo de abertura de capital no qual uma empresa oferece suas ações ao público geral na bolsa de valores pela primeira vez.
Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)
Condomínios de investidores focados na aquisição de imóveis físicos ou papéis do setor imobiliário, cujos rendimentos mensais costumam ser isentos de IR.
Exchange Traded Funds (ETFs)
Fundos de índice negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de uma carteira teórica de ativos de referência.
Brazilian Depositary Receipts (BDRs)
Certificados de depósito emitidos no Brasil que representam ações ou valores mobiliários de empresas listadas no exterior.
Mercado de Derivativos
Mercado cujos contratos e preços derivam do valor de outros ativos subjacentes, muito utilizado para proteção de risco (hedge) e especulação.
Marcação a Mercado (MTM)
Atualização diária do valor contábil de um ativo de investimento com base no preço pelo qual ele seria negociado no mercado no momento.
Reserva de Emergência
Montante equivalente a vários meses de gastos essenciais aplicado em investimentos conservadores de altíssima liquidez e baixo risco.

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