Sistema Genital Masculino

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Estudo detalhado da anatomia e das funções do sistema genital masculino, destinado a estudantes de medicina e biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Testículos
Gônadas masculinas responsáveis pela produção de espermatozoides e secreção de testosterona.
Escroto (saco escrotal)
Bolsa cutânea e fibromuscular que aloja os testículos e regula sua temperatura para a espermatogênese.
Músculo dartos
Camada de músculo liso no escroto que enruga a pele e ajuda na termorregulação testicular.
Músculo cremáster
Músculo esquelético derivado do oblíquo interno que eleva ou abaixa os testículos conforme a temperatura.
Túnica albugínea
Cápsula de tecido conjuntivo denso e esbranquiçado que envolve diretamente o parênquima testicular.
Túnica vaginal
Membrana serosa derivada do peritônio que recobre a face anterior e lateral dos testículos.
Túbulos seminíferos
Estruturas altamente enoveladas no interior dos lóbulos testiculares onde ocorre a espermatogênese.
Células de Sertoli
Células de sustentação nos túbulos seminíferos que nutrem os espermatozoides e formam a barreira hematotesticular.
Barreira hematotesticular
Junções oclusivas entre células de Sertoli que isolam as células germinativas do sistema imune.
Células de Leydig (intersticiais)
Células localizadas entre os túbulos seminíferos responsáveis pela síntese e secreção de testosterona.
Rede testicular (rete testis)
Rede de canais anastomosados no mediastino testicular que drena os espermatozoides para os dúctulos eferentes.
Dúctulos eferentes
Pequenos canais ciliados que conduzem os espermatozoides da rede testicular para a cabeça do epidídimo.
Epidídimo
Estrutura tubular alongada sobre o testículo dividida em cabeça, corpo e cauda, local de maturação e estocagem dos espermatozoides.
Ducto deferente
Tubo muscular espesso que transporta espermatozoides da cauda do epidídimo até o ducto ejaculatório.
Ampola do ducto deferente
Dilatação terminal do ducto deferente que serve como reservatório adicional de espermatozoides antes da ejaculação.
Funículo espermático
Feixe que suspende o testículo e contém o ducto deferente, artérias, veias, nervos e vasos linfáticos.
Plexo pampiniforme
Rede de veias testiculares que envolve a artéria testicular atuando como trocador de calor contracorrente.
Ducto ejaculatório
Canal formado pela união da ampola do ducto deferente com o ducto da vesícula seminal, penetrando a próstata.
Vesículas seminais
Glândulas que produzem líquido viscoso e alcalino rico em frutose, prostaglandinas e proteínas de coagulação.
Frutose no sêmen
Monossacarídeo secretado pelas vesículas seminais que serve como principal fonte energética para motilidade espermática.
Próstata
Glândula fibromuscular que secreta um líquido leitoso e levemente ácido contendo ácido cítrico e enzimas proteolíticas.
Antígeno prostático específico (PSA)
Enzima produzida pela próstata que liquefaz o coágulo seminal, facilitando a movimentação dos espermatozoides.
Glândulas bulbouretrais (de Cowper)
Glândulas pares que secretam muco alcalino pré-ejaculatório para lubrificar a uretra e neutralizar a acidez residual da urina.
Uretra prostática
Segmento uretral inicial que atravessa a próstata e recebe os ductos ejaculatórios e as aberturas glandulares prostáticas.
Colículo seminal (verumontanum)
Elevação na parede posterior da uretra prostática onde se abrem os ductos ejaculatórios e o utrículo prostático.
Uretra membranosa
Segmento curto e estreito da uretra masculina que atravessa o esfíncter uretral externo e o diafragma urogenital.
Uretra esponjosa (peniana)
Porção mais longa da uretra masculina que percorre todo o interior do corpo esponjoso do pênis até o meato uretral.
Meato acústico/uretral externo
Abertura distal em forma de fenda localizada na ponta da glande peniana por onde saem urina e sêmen.
Corpos cavernosos
Par de colunas de tecido erétil dorsolaterais preenchidas por espaços vasculares que sustentam a ereção ao se encherem de sangue.
Corpo esponjoso
Coluna ventral de tecido erétil que envolve a uretra esponjosa e se expande distalmente para formar a glande.
Glande do pênis
Extremidade distal dilatada e sensível do pênis formada pela expansão do corpo esponjoso.
Prepúcio
Dobra cutânea retrátil de mucosa e pele que recobre e protege a glande peniana.
Freio do prepúcio
Pequena prega de pele na face ventral da glande que ajuda a prender e orientar o movimento do prepúcio.
Corona da glande
Borda proeminente posterior da glande peniana que demarca a transição com o colo do pênis.
Esfíncter uretral interno
Músculo liso involuntário no colo vesical que fecha a bexiga durante a ejaculação, evitando refluxo seminal.
Esfíncter uretral externo
Músculo estriado voluntário no assoalho pélvico que controla conscientemente a micção.
Espermatogênese
Processo contínuo de diferenciação de espermatogônias em espermatozoides maduros dentro dos túbulos seminíferos.
Espermiogênese
Fase final da espermatogênese em que as espermátides se transformam morfologicamente em espermatozoides.
Acrossoma
Vesícula derivada do complexo de Golgi rica em enzimas hidrolíticas que recobre o núcleo do espermatozoide.
Flagelo espermático
Estrutura locomotora microtubular que impulsiona o espermatozoide através do trato genital feminino.
Hormônio Luteinizante (LH) no homem
Hormônio hipofisário que estimula as células de Leydig a sintetizarem e secretarem testosterona.
Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) no homem
Hormônio hipofisário que atua sobre as células de Sertoli estimulando e sustentando a espermatogênese.
Inibina B
Hormônio proteico secretado pelas células de Sertoli que realiza feedback negativo sobre a produção de FSH na hipófise.
Testosterona
Principal andrógeno masculino responsável pelas características sexuais secundárias, libido e espermatogênese.
Di-hidrotestosterona (DHT)
Metabólito ativo da testosterona convertido pela 5-alfa-redutase, crucial para o desenvolvimento da próstata e genitália externa.
Ereção peniana
Evento hemodinâmico mediado pelo sistema nervoso parassimpático que dilata artérias helicinas e ingurgita corpos cavernosos.
Óxido nítrico (NO)
Neurotransmissor gasoso liberado na estimulação sexual que induz relaxamento do músculo liso trabecular peniano.
Emissão seminal
Fase simpática da ejaculação em que sêmen e fluidos são propulsionados para a uretra prostática.
Ejaculação
Expulsão forçada do sêmen para fora da uretra através de contrações rítmicas dos músculos isquiocavernoso e bulbospongioso.
Composição do sêmen
Mistura biológica formada por cerca de 60-70% de fluido seminal, 20-30% de fluido prostático e 2-5% de espermatozoides.

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