Sistema Reprodutor Masculino
Este conjunto aborda a anatomia e a fisiologia do sistema reprodutor masculino, detalhando órgãos e funções biológicas para estudantes de medicina e biologia.
Cartões · 52
- Testículos
- Produzem espermatozoides através da espermatogênese e secretam hormônios androgênios, principalmente a testosterona.
- Bolsa escrotal (escroto)
- Aloja e protege os testículos, mantendo-os a uma temperatura de 2 a 3 °C abaixo da temperatura corporal central.
- Túbulos seminíferos
- Locais específicos dentro dos testículos onde ocorre a proliferação e maturação inicial dos espermatozoides.
- Células de Leydig (intersticiais)
- Localizadas no tecido conjuntivo entre os túbulos seminíferos, são responsáveis pela síntese e secreção de testosterona.
- Células de Sertoli
- Fornecem suporte estrutural, nutricional e regulador aos espermatozoides em desenvolvimento, além de formarem a barreira hematotesticular.
- Barreira hematotesticular
- Isola os espermatozoides em desenvolvimento do sistema imunológico sistêmico para evitar respostas autoimunes contra antígenos meióticos.
- Epidídimo
- Túbulo enovelado onde os espermatozoides adquirem motilidade progressiva, maturam e ficam armazenados até a ejaculação.
- Canal ou ducto deferente
- Transporta os espermatozoides maduros do epidídimo até a uretra durante a emissão por meio de contrações peristálticas.
- Ampola do canal deferente
- Região dilatada do ducto deferente que serve como reservatório adicional de espermatozoides antes da junção com a vesícula seminal.
- Vesículas seminais
- Produzem a maior parte do sêmen (cerca de 60%), secretando um líquido alcalino rico em frutose para nutrição dos espermatozoides.
- Ducto ejaculatório
- Formado pela união do ducto deferente com o ducto da vesícula seminal, conduz o sêmen para a parte prostática da uretra.
- Próstata
- Secreta um fluido ligeiramente alcalino ou neutro contendo ácido cítrico, enzimas e PSA, essencial para a liquefação do coágulo seminal.
- Glândulas bulbouretrais (glândulas de Cowper)
- Secretam muco pré-ejaculatório transparente e alcalino que lubrifica a uretra e neutraliza a acidez residual da urina.
- Uretra prostática
- Segmento da uretra que atravessa a próstata e recebe os espermatozoides e secreções das vesículas seminais e próstata.
- Uretra membranosa
- Porção curta da uretra que atravessa o diafragma urogenital, circundada pelo esfíncter uretral externo.
- Uretra esponjosa (peniana)
- Conduz o sêmen e a urina ao longo do comprimento do pênis até o meato acústico externo na ponta da glande.
- Pênis
- Órgão copulador masculino que realiza a deposição do sêmen no trato reprodutor feminino e permite a excreção da urina.
- Corpos cavernosos
- Colunas dorsais de tecido erétil que se enchem de sangue sob pressão durante o estímulo sexual para produzir a rigidez peniana.
- Corpo esponjoso
- Coluna ventral de tecido erétil que envolve a uretra esponjosa e a mantém aberta durante a ereção para a passagem do sêmen.
- Glande peniana
- Extremidade distal dilatada do corpo esponjoso, rica em terminações nervosas sensoriais que medeiam o reflexo ejaculatório.
- Prepúcio
- Dobra retrátil de pele que cobre e protege a glande peniana contra atritos e dessecação quando o pênis está flácido.
- Frênulo prepucial
- Pequena prega elástica de tecido na face inferior da glande que ancora o prepúcio e auxilia no seu retorno sobre a glande.
- Músculo cremáster
- Eleva ou abaixa os testículos em resposta à temperatura ambiente ou estímulos táteis para auxiliar na termorregulação escrotal.
- Músculo darto
- Camada de músculo liso sob a pele escrotal que contrai para enrugar a pele e reter calor, ou relaxa para dissipá-lo.
- Plexo pampiniforme
- Rede de veias ao redor da artéria testicular que funciona como trocador de calor em contracorrente, resfriando o sangue arterial.
- Espermatogônias
- Células-tronco diploides que se dividem por mitose para manter a linhagem germinativa e dar origem aos espermatócitos.
- Espermatócitos primários
- Células diploides que iniciam a primeira divisão meiótica para reduzir o número de cromossomos pela metade.
- Espermátides
- Células haploides resultantes da meiose II que passam pelo processo de espermiogênese para se transformar em espermatozoides.
- Acrossomo
- Vesícula na cabeça do espermatozoide contendo enzimas hidrolíticas que digerem as barreiras do ovócito durante a fecundação.
- Flagelo do espermatozoide
- Estrutura microtubular móvel que gera propulsão mecânica para conduzir o espermatozoide até o ovócito.
- Peça intermediária do espermatozoide
- Região repleta de mitocôndrias organizadas em espiral que geram ATP para movimentar o flagelo.
- Testosterona
- Principal hormônio sexual masculino, responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e manutenção da espermatogênese.
- Di-hidrotestosterona (DHT)
- Androgênio potente convertido a partir da testosterona, essencial para o desenvolvimento da genitália externa e crescimento da próstata.
- Hormônio Luteinizante (LH)
- Gonadotrofina hipofisária que estimula as células de Leydig a sintetizarem e secretarem testosterona.
- Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)
- Gonadotrofina hipofisária que estimula as células de Sertoli a apoiarem a espermatogênese e secretarem ABP.
- Proteína Ligadora de Androgênios (ABP)
- Secretada pelas células de Sertoli, mantém concentrações elevadas de testosterona no lúmen dos túbulos seminíferos.
- Inibina B
- Hormônio peptídico secretado pelas células de Sertoli que inibe seletivamente a liberação de FSH pela adeno-hipófise via feedback negativo.
- Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH)
- Peptídeo hipotalâmico secretado de forma pulsátil para estimular a adeno-hipófise a produzir LH e FSH.
- Túnica albugínea do testículo
- Cápsula fibrosa densa e esbranquiçada que envolve o testículo e emite septos que o dividem em lóbulos.
- Túnica vaginal
- Membrana serosa derivada do peritônio que recobre parcialmente o testículo, permitindo mobilidade sem atrito dentro da bolsa.
- Rede testicular (Rete testis)
- Rede anastomótica de túbulos no mediastino testicular que drena os túbulos seminíferos retos para os dúctulos eferentes.
- Ductos eferentes
- Canais delgados ciliados que transportam os espermatozoides e absorvem fluido testicular desde a rede testicular até a cabeça do epidídimo.
- Funiculo espermático
- Estrutura em cordão que suspende o testículo e abriga o ducto deferente, artérias, veias, nervos e vasos linfáticos.
- Artéria testicular
- Ramo da aorta abdominal que fornece sangue oxigenado e nutrientes fundamentais para os testículos.
- Esfíncter uretral interno
- Anel de músculo liso no colo da bexiga que se contrai involuntariamente durante a ejaculação para prevenir a ejaculação retrógrada.
- Músculo bulboesponjoso
- Músculo estriado perineal que se contrai ritmicamente durante o orgasmo para impulsionar o sêmen para fora da uretra.
- Músculo isquiocavernoso
- Comprime as raízes dos corpos cavernosos para retardar o retorno venoso e manter a rigidez durante a ereção peniana.
- Óxido nítrico (NO)
- Neurotransmissor liberado por terminações nervosas parassimpáticas que promove o relaxamento do músculo liso vascular, induzindo a ereção.
- Antígeno Prostático Específico (PSA)
- Enzima serina protease secretada pela próstata que atua na liquefação do coágulo de sêmen para permitir o livre nado dos espermatozoides.
- Frutose seminal
- Monossacarídeo secretado pelas vesículas seminais que atua como substrato energético primário para o batimento flagelar dos espermatozoides.
- Prostaglandinas seminais
- Lipídios bioativos que estimulam contrações peristálticas no trato reprodutor feminino para auxiliar na ascensão dos espermatozoides.
- Capacitação espermática
- Alteração fisiológica que o espermatozoide sofre no trato feminino, tornando sua membrana fluida e receptiva à reação acrossômica.