Termos Técnicos de Enfermagem
Estudo de termos técnicos de enfermagem com definições clínicas e condutas de assistência para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 50
- Normocardia
- Frequência cardíaca dentro da faixa normal (60 a 100 bpm em adultos). Monitorar e registrar em prontuário durante a rotina de sinais vitais.
- Taquicardia
- Frequência cardíaca acima de 100 bpm. Avaliar dor, febre, ansiedade ou hipovolemia, comunicar à equipe e manter paciente em repouso.
- Bradicardia
- Frequência cardíaca abaixo de 60 bpm. Observar sinais de baixo débito como tontura ou síncope e checar medicações de uso contínuo (ex.: betabloqueadores).
- Normotensão
- Pressão arterial dentro dos parâmetros normais (cerca de 120x80 mmHg). Manter registro periódico conforme a prescrição de enfermagem.
- Hipertensão
- Pressão arterial sistólica ou diastólica elevada acima dos limites. Reavaliar a aferição, posicionar confortavelmente e comunicar alterações agudas.
- Hipotensão
- Pressão arterial abaixo dos padrões normais. Manter o paciente deitado com membros inferiores elevados se tolerado e monitorar perfusão.
- Eupneia
- Respiração normal em frequência (12 a 20 rpm em adultos) e ritmo. Registrar como parâmetro basal de estabilidade ventilatória.
- Taquipneia
- Frequência respiratória rápida acima de 20 rpm. Elevar a cabeceira da cama, verificar a saturação de O2 e investigar desconforto respiratório.
- Bradipneia
- Frequência respiratória lenta abaixo de 12 rpm. Avaliar nível de consciência e sedação por opioides; alertar a equipe médica imediatamente.
- Dispneia
- Dificuldade respiratória ou sensação de falta de ar. Colocar o paciente na posição de Fowler, monitorar oximetria e instalar oxigenoterapia prescrita.
- Apneia
- Ausência transitória ou prolongada da respiração. Iniciar estímulo imediato, ventilação de suporte e acionar suporte para vias aéreas.
- Ortopneia
- Dificuldade para respirar na posição horizontal. Manter a cabeceira elevada ou usar múltiplos travesseiros para aliviar a congestão pulmonar.
- Normotermia (Afebril)
- Temperatura corporal normal (entre 36,0 °C e 37,2 °C). Registrar nos controles diários e acompanhar variações térmicas basais.
- Febre (Pirexia)
- Elevação da temperatura acima de 37,8 °C. Promover medidas físicas de arrefecimento, hidratar o paciente e administrar antitérmico prescrito.
- Hipotermia
- Temperatura corporal abaixo de 35,0 °C. Aquecer o paciente com cobertores ou mantas térmicas e infundir líquidos aquecidos se prescrito.
- Cianose
- Coloração azulada da pele e mucosas por má oxigenação. Avaliar via aérea, checar saturação de oxigênio e posicionar em Fowler.
- Icterícia
- Coloração amarelada da pele e escleras por acúmulo de bilirrubina. Avaliar função hepática, observar colúria/acolia e prevenir lesões por prurido.
- Palidez cutânea
- Perda do tom habitual da pele por vasoconstrição ou anemia. Verificar sinais de choque, hemorragia ativa e monitorar pressão arterial.
- Sudorese (Diaforese)
- Transpiração excessiva. Trocar roupas e lençóis úmidos, prevenir hipotermia e monitorar glicemia capilar e sinais vitais.
- Prurido
- Sensação de coceira intensa na pele. Manter a pele hidratada, orientar a não friccionar com unhas e administrar anti-histamínicos se prescritos.
- Anúria
- Diurese ausente ou inferior a 100 mL em 24 horas. Checar permeabilidade da sonda vesical, avaliar volemia e alertar para falência renal.
- Oligúria
- Volume urinário reduzido (abaixo de 400-500 mL/24h ou 0,5 mL/kg/h). Realizar balanço hídrico rigoroso e investigar desidratação ou obstrução.
- Poliúria
- Eliminação de volume urinário excessivo em 24 horas. Monitorar sinais de desidratação, registrar ingestão/eliminação e checar glicemia.
- Disúria
- Dor, ardor ou desconforto ao urinar. Incentivar a ingestão hídrica se não restrita, colher urina para exame e reportar queixas de infecção.
- Hematúria
- Presença visível ou microscópica de sangue na urina. Avaliar fixação e tração da sonda vesical, comunicar aspecto à equipe e monitorar hemoglobina.
- Colúria
- Urina escura com aspecto semelhante a chá ou refrigerante. Registrar características da diurese e atentar para outros sinais de disfunção biliar/hepática.
- Constipação
- Retenção de fezes com evacuação difícil ou infrequente. Estimular ingestão hídrica, fibras e mobilização, além de administrar laxativos se prescritos.
- Diarreia
- Evacuação frequente de fezes líquidas ou amolecidas. Monitorar risco de desidratação, proteger a região perianal e controlar eletrólitos.
- Melena
- Fezes escuras, pastosas e fétidas por sangue digerido do trato alto. Notificar a equipe médica imediatamente, manter jejum e monitorar volemia.
- Enterorragia
- Eliminação de sangue vivo em quantidade pelo ânus. Posicionar o paciente em repouso absoluto, aferir sinais vitais e obter acesso venoso calibroso.
- Hematêmese
- Vômito com sangue vivo ou coágulos. Proteger vias aéreas contra broncoaspiração, manter paciente lateralizado e acionar suporte médico de urgência.
- Disfagia
- Dificuldade para deglutir alimentos ou líquidos. Manter cabeceira elevada a 90° durante a dieta e acionar fonoaudiologia para teste de consistência.
- Regurgitação
- Retorno de alimentos ou secreções gástricas à boca sem esforço. Lateralizar a cabeça para evitar aspiração e avaliar resíduo gástrico se houver sonda.
- Pirose
- Sensação de queimação retroesternal (azia). Evitar deitar o paciente logo após as refeições e administrar antiácidos conforme prescrição.
- Meteorismo
- Acúmulo de gases no estômago ou intestinos com distensão. Estimular a deambulação precoce e avaliar necessidade de sondagem retal descompressiva.
- Hemoptise
- Expectoração de sangue proveniente das vias respiratórias. Manter o paciente calmo em repouso, monitorar a saturação de O2 e avisar a equipe.
- Epistaxe
- Hemorragia nasal. Comprimir as asas nasais contra o septo, inclinar a cabeça levemente para a frente e aplicar compressas frias locais.
- Síncope
- Perda súbita e transitória da consciência por hipoperfusão cerebral. Colocar a vítima em decúbito dorsal com membros elevados e checar glicemia e PA.
- Torpor
- Estado de sonolência profunda responsivo apenas a estímulos vigorosos. Avaliar a escala de coma de Glasgow e monitorar permeabilidade de vias aéreas.
- Parestesia
- Sensação anormal espontânea de formigamento ou dormência. Avaliar perfusão periférica, pulso distal e checar presença de compressão local por curativo.
- Paralisia
- Perda total da função motora voluntária em um ou mais grupos musculares. Realizar mudança de decúbito frequente e manter alinhamento articular no leito.
- Paresia
- Diminuição incompleta da força muscular. Auxiliar nas atividades de vida diária e prevenir quedas durante transferências e deambulação.
- Isquemia
- Deficiência de irrigação sanguínea em determinado tecido. Avaliar pulsos, temperatura local e tempo de enchimento capilar; aliviar pressões externas.
- Necrose
- Morte celular e tecidual irreversível em organismo vivo. Manter o leito da lesão limpo, realizar curativo prescrito e preparar para desbridamento.
- Edema
- Acúmulo anormal de líquido nos tecidos intersticiais. Avaliar o sinal de Cacifo (Godet), elevar o membro afetado e monitorar balanço hídrico.
- Hematoma
- Coleção de sangue extravasado e localizado fora dos vasos. Aplicar compressa fria nas primeiras 24 horas e observar expansão ou sinais de compressão.
- Equimose
- Mancha escura ou arroxeada na pele por infiltração de sangue dérmico. Registrar a extensão da lesão e acompanhar evolução cromática.
- Flebite
- Inflamação da parede de uma veia por cateterismo venoso. Interromper a infusão imediatamente, retirar o acesso e aplicar compressa morna local.
- Deiscência
- Abertura espontânea das bordas de uma sutura cirúrgica. Proteger com curativo estéril umedecido em soro fisiológico e comunicar o cirurgião.
- Exsudato
- Líquido rico em proteínas e células drenado de feridas ou inflamações. Descrever aspecto, cor, odor e quantidade ao realizar a troca do curativo.