Ações Corretivas e Preventivas (CAPA)

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Estudo sobre ações corretivas e preventivas, CAPA e ferramentas de gestão da qualidade. O material é voltado para profissionais e estudantes de administração.

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Não conformidade
Não atendimento a um requisito pré-estabelecido. Tem como finalidade identificar desvios em processos, produtos ou serviços para orientar o tratamento adequado.
Ação corretiva
Ação para eliminar a causa de uma não conformidade identificada. Seu objetivo é evitar a repetição ou reincidência do problema no processo.
Ação preventiva
Ação para eliminar a causa de uma potencial não conformidade. Sua finalidade é evitar a primeira ocorrência de uma falha antes que ela se manifeste.
Correção imediata (disposição)
Ação rápida tomada para conter ou sanar os efeitos de um desvio detectado. Serve para minimizar impactos imediatos sem necessariamente atacar a causa raiz.
Causa raiz
Origem fundamental que desencadeou uma falha ou desvio. Sua identificação tem como objetivo garantir que a ação corretiva atue diretamente na fonte do problema.
CAPA (Corrective and Preventive Action)
Sistema de gestão que integra ações corretivas e preventivas. Seu propósito é estruturar o tratamento de desvios e promover a melhoria contínua dos processos.
Ciclo PDCA
Metodologia em quatro etapas (Planejar, Fazer, Checar e Agir). É utilizada para estruturar a implementação, monitoramento e padronização de ações corretivas.
Diagrama de Ishikawa
Ferramenta visual que agrupa possíveis causas de um efeito em categorias como 6M. Sua finalidade é facilitar a análise e a descoberta da causa raiz.
Técnica dos 5 Porquês
Método de questionamento iterativo repetido cinco vezes. Serve para aprofundar a investigação de um desvio até encontrar sua causa fundamental.
Análise de Pareto
Técnica estatística baseada no princípio 80/20. Tem como objetivo priorizar os desvios e causas mais frequentes ou com maior impacto no sistema.
FMEA (Análise de Modos de Falha e Efeitos)
Ferramenta de engenharia que avalia riscos e prioriza falhas potenciais. Seu propósito é guiar a criação de ações preventivas antes da falha ocorrer.
Plano de ação 5W2H
Planilha estruturada que define o que, por que, onde, quando, quem, como e quanto custará. Serve para operacionalizar e acompanhar a execução de medidas.
Verificação de eficácia
Avaliação periódica após a implementação das ações. Tem a finalidade de comprovar se a causa foi realmente extinta e se a falha deixou de se repetir.
Evidência objetiva
Dados e registros verificáveis que comprovam a existência de um fato. Serve para fundamentar a identificação de desvios e a eficácia das ações tomadas.
Auditoria interna
Processo sistemático e documentado de checagem de conformidade. Sua finalidade é identificar gaps e oportunidades para disparar ações corretivas.
Quase-acidente (near miss)
Evento imprevisto que não resultou em dano, mas tinha potencial para tal. Tem o propósito de servir como gatilho para a aplicação de ações preventivas.
Gestão de riscos
Abordagem sistemática para identificar, analisar e mitigar incertezas. Substitui formalmente a ação preventiva em normas modernas como a ISO 9001:2015.
Pensamento baseado em risco
Mentalidade que avalia riscos e oportunidades em cada processo. Visa antecipar cenários desfavoráveis e planejar salvaguardas antes do início das operações.
RNC (Relatório de Não Conformidade)
Documento formal de registro de uma falha detectada. Tem como objetivo iniciar a investigação técnica e rastrear as providências adotadas.
Retrabalho
Ação aplicada a um produto não conforme para torná-lo aceitável. Serve para recuperar o valor de um item sem corrigir a causa do desvio do processo.
Sucata (rejeito)
Decisão de descartar um item que não atende aos requisitos mínimos. Finalidade de impedir a liberação de itens defeituosos e proteger o cliente final.
Concessão (permissão de desvio)
Autorização formal para liberar um produto fora das especificações. Seu propósito é permitir uso condicional com base em avaliação técnica de baixo risco.
Segregação de material
Isolamento físico ou lógico de itens sob suspeita de desvio. Tem como objetivo impedir o uso ou envio acidental de produtos não conformes.
Recall (recolhimento)
Ação para retirar do mercado produtos defeituosos que apresentam risco. Sua finalidade é salvaguardar a segurança do consumidor e cumprir exigências legais.
Matriz GUT
Ferramenta de priorização baseada em Gravidade, Urgência e Tendência. Serve para hierarquizar a ordem em que os problemas devem receber planos de ação.
Padronização de processos
Atualização e formalização de procedimentos operacionais após melhorias. Seu propósito é consolidar a nova rotina e blindar o processo contra recaídas.
Treinamento e capacitação
Disseminação de conhecimento para operadores sobre novas práticas. Visa eliminar o fator humano como causa de desvios futuros.
Melhoria contínua (Kaizen)
Filosofia de aperfeiçoamento constante e incremental de processos. Serve para otimizar desempenho e reduzir fontes geradoras de não conformidades.
Reanálise crítica pela direção
Avaliação periódica do desempenho do sistema de gestão pela alta gestão. Sua finalidade é direcionar recursos para ações corretivas e preventivas globais.
Reclamação de cliente
Feedback negativo sobre a inadequação de um bem ou serviço entregue. Tem a finalidade de alertar a organização sobre falhas externas e motivar ações corretivas.
Custos da não qualidade
Despesas financeiras decorrentes de falhas internas e externas. Serve para quantificar o impacto de desvios e justificar investimentos em prevenção.
Poka-Yoke (à prova de erros)
Dispositivo ou mecanismo que impede a ocorrência de erros humanos. Sua finalidade é atuar como barreira preventiva absoluta em etapas críticas.
Manutenção preventiva
Intervenção periódica programada em equipamentos e máquinas. Tem o propósito de reduzir a probabilidade de falhas e paradas inesperadas na produção.
Manutenção corretiva
Reparo executado após a ocorrência de uma pane ou quebra funcional. Serve para restaurar a operacionalidade do ativo o mais rápido possível.
Auditoria de conformidade legal
Inspeção sistemática do cumprimento de normas e leis aplicáveis. Sua finalidade é prevenir litígios, autuações e paralisações regulatórias.
Qualificação de fornecedores
Processo de avaliação e homologação de parceiros comerciais. Serve para prevenir o recebimento de matérias-primas e serviços defeituosos.
Controle Estatístico de Processo (CEP)
Monitoramento de variáveis produtivas por meio de gráficos de controle. Seu objetivo é identificar desvios antes que gerem peças fora de especificação.
Barreira de contenção
Medida de curto prazo instalada para conter a propagação de um problema. Visa proteger clientes intermediários ou finais enquanto a causa raiz é investigada.
Metodologia 8D
Abordagem disciplinada em oito etapas para resolução de problemas complexos. Serve para estruturar desde a contenção rápida até a prevenção de reincidências.
Giro do PDCA no fechamento
Etapa do ciclo onde se revisam os resultados e se padroniza a prática. Garante que as melhorias implementadas sejam incorporadas à cultura corporativa.
Lições aprendidas
Registro do conhecimento acumulado durante a resolução de um desvio. Tem o propósito de evitar que outras áreas da empresa cometam o mesmo erro.
Análise de tendências
Estudo de dados históricos para identificar padrões comportamentais. Serve para antecipar desvios e atuar proativamente antes da perda de controle.
Gestão de mudanças (MOC)
Processo formal de avaliação de impactos antes de alterações técnicas. Tem a finalidade de prevenir a introdução de novos riscos ou falhas nos processos.
Não conformidade maior
Desvio grave que compromete a integridade do sistema ou o produto. Serve para exigir tratativas imediatas e intervenção direta da liderança.
Não conformidade menor
Falha pontual e isolada que não compromete diretamente a entrega final. Tem o propósito de ser tratada localmente antes de se tornar sistêmica.
Oportunidade de melhoria (OM)
Situação em conformidade com as regras que ainda pode ser aprimorada. Tem como finalidade elevar a eficiência operacional sem que haja falha prévia.
Retroalimentação (feedback loop)
Retorno contínuo de dados gerados pelos processos operacionais. Serve para manter o sistema de gestão ágil no disparo de ações preventivas e corretivas.
Responsável pela ação
Pessoa formalmente designada para coordenar a execução de uma medida. Tem a finalidade de assegurar prestação de contas e cumprimento de prazos.
Prazo de execução
Data limite estabelecida para a conclusão de uma tarefa de correção. Serve para evitar a postergação e o acúmulo de vulnerabilidades operacionais.
Encerramento formal do CAPA
Ato de arquivar o processo após constatar a eficácia das medidas tomadas. Serve para certificar que o ciclo corretivo foi cumprido de ponta a ponta.