Estrutura de Cetoses e Aldoses 2

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Estudo das estruturas químicas, fórmulas e propriedades de cetoses e aldoses para estudantes de bioquímica.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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Cartões · 52

O que define uma aldose?
Monossacarídeo que contém um grupo funcional aldeído (-CHO) localizado na extremidade da cadeia (carbono 1).
O que define uma cetose?
Monossacarídeo que contém um grupo funcional cetona (C=O), comumente localizado no carbono 2 da cadeia carbônica.
Qual é a aldose mais simples existente?
D-gliceraldeído, uma aldotriose de 3 carbonos com fórmula molecular C3H6O3.
Qual é a cetose mais simples existente?
Di-hidroxiacetona, uma cetotriose de 3 carbonos com fórmula molecular C3H6O3.
A di-hidroxiacetona possui carbonos quirais?
Não, a di-hidroxiacetona é o único monossacarídeo comum que não possui centros de quiralidade.
Quantos centros quirais possui o gliceraldeído?
Possui exatamente 1 centro quiral no carbono 2 (C2).
Fórmula estrutural linear da D-glicose
CHO-(CHOH)4-CH2OH, com a orientação dos grupos -OH em Fischer nos carbonos 2 a 5 sendo: direita, esquerda, direita, direita.
Fórmula estrutural linear da D-frutose
CH2OH-CO-(CHOH)3-CH2OH, com o grupo cetona no C2 e os grupos -OH nos carbonos 3 a 5 sendo: esquerda, direita, direita.
Quantos carbonos quirais possui uma aldo-hexose linear?
Possui 4 carbonos quirais (C2, C3, C4 e C5), permitindo 2 elevado a 4 = 16 estereoisômeros.
Quantos carbonos quirais possui uma ceto-hexose linear?
Possui 3 carbonos quirais (C3, C4 e C5), permitindo 2 elevado a 3 = 8 estereoisômeros.
D-Glicose e D-Galactose são exemplos de quê?
São epímeros em C4, diferindo apenas na orientação espacial da hidroxila no carbono 4.
D-Glicose e D-Manose são exemplos de quê?
São epímeros em C2, diferindo apenas na orientação espacial da hidroxila no carbono 2.
Qual é a diferença estrutural entre glicose e frutose?
São isômeros constitucionais (isômeros de função): glicose é uma aldo-hexose e frutose é uma ceto-hexose.
O que é um anel piranose?
Um anel heterocíclico de 6 membros formado por 5 átomos de carbono e 1 átomo de oxigênio.
O que é um anel furanose?
Um anel heterocíclico de 5 membros formado por 4 átomos de carbono e 1 átomo de oxigênio.
Como se forma o anel piranose na D-glicose?
Por uma reação intramolecular de hemiacetal entre a hidroxila do C5 e o carbono carbonílico do C1.
Como se forma o anel furanose na D-frutose?
Por uma reação intramolecular de hemicetal entre a hidroxila do C5 e o carbono carbonílico do C2.
Qual carbono se torna o carbono anomérico na D-glicose?
O carbono 1 (C1), que era o carbono do grupo aldeído na forma aberta.
Qual carbono se torna o carbono anomérico na D-frutose?
O carbono 2 (C2), que era o carbono do grupo cetona na forma aberta.
O que caracteriza o anômero alfa na projeção de Haworth para D-monossacarídeos?
O grupo hidroxila anomérico (-OH) fica posicionado para baixo, no lado oposto ao grupo -CH2OH terminal.
O que caracteriza o anômero beta na projeção de Haworth para D-monossacarídeos?
O grupo hidroxila anomérico (-OH) fica voltado para cima, no mesmo lado do grupo -CH2OH terminal.
O que é o fenômeno da mutarrotação?
Mudança espontânea na rotação óptica decorrente do equilíbrio interconversível entre as formas anoméricas alfa e beta em solução aquosa.
O que define a série D ou L de um açúcar em projeção de Fischer?
A posição da hidroxila (-OH) ligada ao carbono quiral mais distante da carbonila: à direita para D e à esquerda para L.
A maioria dos monossacarídeos em sistemas vivos pertence a qual série estereoquímica?
À série D (D-açúcares), como D-glicose, D-frutose e D-ribose.
Estrutura da D-Ribose
Aldopentose de 5 carbonos (CHO-CHOH-CHOH-CHOH-CH2OH) com todas as hidroxilas à direita na projeção de Fischer.
Estrutura da 2-desoxi-D-ribose
Aldopentose em que a hidroxila do C2 é substituída por hidrogênio, compondo a estrutura do DNA.
Exemplo de uma cetopentose importante na fotossíntese
D-Ribulose, cuja forma difosfato (RuBP) atua na fixação de CO2 mediada pela enzima RuBisCO.
Estrutura da D-Xilulose
Cetopentose isômera da ribulose no C3, importante intermediária na via das pentoses fosfato.
Qual é a classificação da D-Eritrose?
Aldotetrose de 4 carbonos, com dois centros quirais e hidroxilas à direita na projeção de Fischer.
Qual é a classificação da D-Eritrulose?
Cetotetrose de 4 carbonos (CH2OH-CO-CHOH-CH2OH), contendo apenas 1 centro de quiralidade no C3.
Reação de Tollens em aldoses vs cetoses
Aldoses reagem prontamente produzindo prata metálica; cetoses podem reagir mais lentamente após tautomerização cetoenólica.
O que é a tautomerização cetoenólica ou rearranjo de Lobry de Bruyn-Alberda van Ekenstein?
Interconversão reversível em meio básico entre aldose e cetose por meio de um intermediário comum chamado enediol.
Por que a frutose é considerada um açúcar redutor no teste de Benedict?
Porque no meio alcalino do teste ela se isomeriza em glicose ou manose via enediol, reduzindo o cobre cúprico.
Estrutura da D-Galactose
Aldo-hexose com grupos hidroxila na projeção de Fischer orientados em: direita (C2), esquerda (C3), esquerda (C4) e direita (C5).
Estrutura da D-Manose
Aldo-hexose com grupos hidroxila em Fischer orientados em: esquerda (C2), esquerda (C3), direita (C4) e direita (C5).
Principal forma em solução da D-glicose a 25 graus Celsius
Forma beta-D-glicopiranose, representando cerca de 64 por cento do equilíbrio devido à menor repulsão estérica.
Por que a conformação em cadeira beta-D-glicopiranose é a mais estável?
Porque todos os substituintes volumosos (hidroxilas e o grupo hidroximetil) ocupam posições equatoriais.
Estrutura do D-Glicerato e sua relação com aldoses
Ácido carboxílico derivado da oxidação do grupo aldeído do D-gliceraldeído no C1.
O que é um ácido aldônico?
Produto da oxidação seletiva do grupo aldeído (C1) de uma aldose a ácido carboxílico, como o ácido glucônico.
O que é um ácido urônico?
Produto da oxidação da hidroxila terminal primária (C6) de uma aldose mantendo o C1 intacto, como o ácido glucurônico.
O que é um alditol?
Poliol resultante da redução da carbonila de uma aldose ou cetose a álcool; exemplo: D-sorbitol derivado da D-glicose.
A redução da D-frutose produz quais alditóis?
Produz uma mistura de D-sorbitol (D-glucitol) e D-manitol devido à quiralidade gerada no C2 reduzido.
A redução da D-glicose produz qual alditol?
Produz unicamente o D-sorbitol (D-glucitol) como produto de redução no C1.
Qual ligação hemiacetálica une a sacarose?
Ligação alfa-1,beta-2-glicosídica entre o C1 anomérico da alfa-D-glicopiranose e o C2 anomérico da beta-D-frutofuranose.
Por que a sacarose é um dissacarídeo não redutor?
Porque ambos os carbonos anoméricos da glicose (aldose) e frutose (cetose) estão envolvidos na ligação glicosídica.
Qual dissacarídeo é formado por duas aldoses unidas por alfa-1,4?
Maltose, constituída por duas unidades de D-glicopiranose ligadas entre C1 e C4.
Qual dissacarídeo é formado por galactose e glicose com ligação beta-1,4?
Lactose, composta por beta-D-galactopiranose unida ao C4 da D-glicopiranose.
Estrutura da D-Tagatose
Ceto-hexose epímera da frutose no carbono 4, comumente usada como adoçante de baixa caloria.
Estrutura da D-Sorbose
Ceto-hexose intermediária na síntese industrial da vitamina C (ácido ascórbico).
Como identificar se um açúcar cíclico é derivado de aldose ou cetose?
Aldoses ciclizadas têm hidrogênio ligado ao carbono anomérico; cetoses ciclizadas têm um grupo hidroximetil (-CH2OH) no carbono anomérico.
Classificação do D-Sedo-heptulose
Ceto-heptose de 7 carbonos fundamental na via das pentoses fosfato e no ciclo de Calvin.
O que distingue aldoses e cetoses no teste de Seliwanoff?
Cetoses desidratam rapidamente com resorcinol produzindo cor vermelho-cereja; aldoses reagem muito mais lentamente com tom rosado.

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