Estrutura de Cetoses e Aldoses

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Este conjunto de flashcards aborda a estrutura química de cetoses e aldoses, incluindo monossacarídeos, fórmulas e exemplos bioquímicos. É ideal para estudantes universitários de bioquímica e biologia.

53 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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Aldose (definição estrutural)
Monossacarídeo que contém um grupo funcional aldeído (-CHO), geralmente localizado no carbono 1 da cadeia.
Cetose (definição estrutural)
Monossacarídeo que contém um grupo funcional cetona (C=O), comumente situado no carbono 2 da cadeia.
Gliceraldeído
Aldotriose mais simples (3 carbonos), com fórmula molecular C3H6O3 e estrutura CHO-CH(OH)-CH2OH.
Di-hidroxiacetona
Cetotriose mais simples (3 carbonos), com fórmula molecular C3H6O3 e estrutura CH2OH-CO-CH2OH, sem carbonos quirais.
D-Glicose (estrutura linear)
Aldo-hexose de fórmula C6H12O6: CHO-(CHOH)4-CH2OH, com configuração D (hidroxila à direita no C-5 na projeção de Fischer).
D-Frutose (estrutura linear)
Ceto-hexose de fórmula C6H12O6: CH2OH-CO-(CHOH)3-CH2OH, apresentando o grupo carbonila no carbono 2.
D-Galactose
Aldo-hexose epímero da glicose no carbono 4 (C-4), essencial na formação do dissacarídeo lactose.
D-Manose
Aldo-hexose epímero da glicose no carbono 2 (C-2), presente em diversas glicoproteínas e polissacarídeos vegetais.
D-Ribose
Aldopentose de fórmula C5H10O5, componente estrutural do RNA e de nucleotídeos como o ATP.
2-Desoxi-D-ribose
Aldopentose modificada pela ausência de um átomo de oxigênio no carbono 2, formando a base do DNA.
D-Ribulose
Cetopentose intermediária do ciclo de Calvin, cuja forma bifosfatada (RuBP) fixa dióxido de carbono na fotossíntese.
D-Xilulose
Cetopentose presente como intermediário fosfatado na via das pentoses-fosfato.
D-Eritrose
Aldotetrose de 4 carbonos (C4H8O4), importante intermediário na rota das pentoses-fosfato e síntese de aminoácidos aromáticos.
D-Eritrulose
Cetotetrose de 4 carbonos, cetose equivalente à eritrose e à treose.
D-Sedoeptulose
Ceto-heptose de 7 carbonos (C7H14O7), intermediário crucial na via das pentoses-fosfato e no ciclo de Calvin.
Formação de Hemiacesseis
Reação intramolecular entre o grupo aldeído de uma aldose e uma hidroxila da mesma molécula para formar anel cíclico.
Formação de Hemicetais
Reação intramolecular entre o grupo cetona de uma cetose e uma hidroxila da mesma molécula para formar anel cíclico.
Piranose
Forma cíclica hemiacetálica de seis membros (cinco carbonos e um oxigênio), típica da D-glicose em solução aquosa.
Furanose
Forma cíclica de cinco membros (quatro carbonos e um oxigênio), comumente adotada pela D-frutose e pela D-ribose.
Carbono Anomérico em Aldoses
Carbono 1 (C-1), originalmente o carbono carbonílico do aldeído, que se torna quiral após a ciclização.
Carbono Anomérico em Cetoses
Carbono 2 (C-2), originalmente o carbono carbonílico da cetona, que se torna quiral após a ciclização.
Anômeros Alfa (α) e Beta (β)
Isômeros ópticos gerados pela ciclização; no anômero α, o grupo -OH anomérico fica em trans com o grupo CH2OH terminal; em β, fica em cis.
Mutarrotação
Mudança gradual na rotação óptica decorrente do equilíbrio entre as formas anoméricas aberta, α e β em solução aquosa.
Classificação D e L
Baseada na orientação do grupo -OH no carbono quiral mais distante do grupo carbonila: à direita é D e à esquerda é L na projeção de Fischer.
Epímeros
Dois monossacarídeos que diferem na configuração estereoquímica de apenas um único carbono assimétrico.
Tautomerização ceto-enólica de açúcares
Rearranjo via intermediário enodiol que permite a interconversão de uma cetose em aldose em meio alcalino.
Açúcares redutores
Carboidratos com grupo hemiacetal ou hemicetal livre capazes de doar elétrons e reduzir agentes como os íons Cu2+ (reação de Benedict/Fehling).
Teste de Benedict em Cetoses
Positivo, pois a tautomerização alcalina via enodiol converte temporariamente cetoses em aldoses redutoras.
D-Glicose vs. D-Frutose (relação isomérica)
Isômeros estruturais (constitucionais) de função: a glicose é uma aldo-hexose e a frutose é uma ceto-hexose.
D-Galactose vs. D-Glicose (relação estereoquímica)
Epímeros no carbono 4 (C-4), onde o grupo -OH aponta para a esquerda na galactose e para a direita na glicose em Fischer.
D-Manose vs. D-Glicose (relação estereoquímica)
Epímeros no carbono 2 (C-2), divergindo apenas na posição espacial da hidroxila no segundo átomo de carbono.
Projeção de Haworth
Representação plana bidimensional da forma em anel fechado dos açúcares (piranoses e furanoses).
Conformação em Cadeira da Glicopiranose
Conformação tridimensional mais estável da β-D-glicopiranose, com todos os grupos volumosos (-OH e -CH2OH) em posições equatoriais.
Ligação O-Glicosídica
Ligação covalente formada entre a hidroxila anomérica de um monossacarídeo e um grupo hidroxila de outro monossacarídeo.
Sacarose (composição estrutural)
Dissacarídeo não redutor composto por uma unidade de α-D-glicopiranose ligada a uma β-D-frutofuranose via ligação α(1→2)β.
Lactose (composição estrutural)
Dissacarídeo redutor formado por β-D-galactopiranose unida à D-glicopiranose por ligação glicosídica β(1→4).
Maltose (composição estrutural)
Dissacarídeo redutor constituído por duas moléculas de D-glicose conectadas por ligação do tipo α(1→4).
D-Gliceraldeído vs. L-Gliceraldeído
Enantiômeros: o D tem o grupo -OH no C-2 voltado para a direita e o L tem o grupo -OH no C-2 voltado para a esquerda.
Número de estereoisômeros em aldoses de n carbonos
Calculado por 2^(n-2), pois o carbono do aldeído e o terminal CH2OH não são quirais.
Número de estereoisômeros em cetoses de n carbonos
Calculado por 2^(n-3), pois o carbono carbonílico (C-2) e os dois CH2OH terminais não são centros assimétricos.
Centros quirais em uma aldo-hexose
Contém 4 centros quirais (C-2, C-3, C-4 e C-5), totalizando 16 estereoisômeros possíveis (8 formas D e 8 formas L).
Centros quirais em uma ceto-hexose
Contém 3 centros quirais (C-3, C-4 e C-5), totalizando 8 estereoisômeros possíveis (4 formas D e 4 formas L).
Ácido Aldônico
Derivado de oxidação suave do grupo aldeído de uma aldose a ácido carboxílico (ex.: ácido D-glicônico).
Ácido Urônico
Derivado de oxidação do carbono terminal primário (CH2OH) de uma aldose a ácido carboxílico (ex.: ácido D-glicurônico).
Ácido Aldárico
Derivado de oxidação forte simultânea do aldeído (C-1) e do álcool primário (C-6) a ácidos dicarboxílicos.
Alditol
Polialcool formado pela redução do grupo carbonila (aldeído ou cetona) de um monossacarídeo (ex.: D-glucitol ou sorbitol).
Sorbitol
Polialcool obtido pela redução química ou enzimática do grupo carbonila da D-glicose ou da D-frutose.
Teste de Seliwanoff
Ensaio colorimétrico rápido com resorcinol e HCl usado para diferenciar cetoses (vermelho vivo rápido) de aldoses (reação lenta/rosa).
Fosforilação da Glicose na Glicólise
Primeira etapa glicolítica catalisada pela hexocinase: D-glicose é convertida em glicose-6-fosfato à custa de ATP.
Isomerização de Fosfoglicose
Conversão reversível da aldose glicose-6-fosfato na cetose frutose-6-fosfato pela enzima fosfoglicose isomerase.
Fosforilação da Frutose-6-fosfato
Etapa chave da glicólise catalisada pela fosfofrutocinase-1 (PFK-1), gerando frutose-1,6-bisfosfato.
Clivagem pela Aldolase
Frutose-1,6-bisfosfato é clivada em duas trioses fosfatadas: di-hidroxiacetona-fosfato (cetose) e gliceraldeído-3-fosfato (aldose).
Triose-fosfato Isomerase (TPI)
Enzima que interconverte a cetose di-hidroxiacetona-fosfato na aldose gliceraldeído-3-fosfato durante a glicólise.

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