Mutações Gênicas e Cromossômicas

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Estudo das mutações gênicas e cromossômicas, suas causas, mecanismos e impactos clínicos, ideal para estudantes de biologia e medicina.

20 cartões Português Nível: Ensino superior Genética Publicado
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Mutação gênica
Alteração pontual na sequência de nucleotídeos do DNA. Pode ser causada por erros de replicação ou agentes mutagênicos, alterando ou não a proteína final.
Mutação cromossômica
Alteração estrutural ou numérica que afeta cromossomos inteiros ou grandes segmentos, decorrente de erros na divisão celular (meiose ou mitose).
Agentes mutagênicos
Fatores físicos (radiação UV, raios X) ou químicos (substâncias tóxicas) que aumentam a taxa de danos no DNA, podendo levar ao desenvolvimento de neoplasias.
Mutação silenciosa
Substituição de base que, pela redundância do código genético, codifica o mesmo aminoácido. Geralmente não causa impacto fenotípico ou clínico.
Mutação com perda de sentido (missense)
Troca de uma base nitrogenada que resulta na troca de um aminoácido na proteína. Exemplo clínico clássico: Anemia Falciforme.
Mutação sem sentido (nonsense)
Substituição de base que gera um códon de parada prematuro, truncando a proteína e geralmente tornando-a não funcional ou degradada.
Mutação por deslocamento de leitura (frameshift)
Inserção ou deleção de bases em número não múltiplo de três, alterando todos os códons seguintes e gerando proteínas disfuncionais graves.
Anemia Falciforme
Causada por mutação missense no gene da cadeia beta da hemoglobina (ácido glutâmico por valina), levando à deformação das hemácias e oclusão vascular.
Fibrose Cística
Geralmente causada pela deleção de três nucleotídeos no gene CFTR, resultando em acúmulo de muco espesso nos pulmões e no trato gastrointestinal.
Deleção cromossômica
Perda de um fragmento do cromossomo que leva à perda de vários genes. Exemplo clínico: Síndrome de Cri-du-Chat (deleção no braço curto do cromossomo 5).
Duplicação cromossômica
Presença de uma cópia extra de um segmento cromossômico, gerando desbalanço na dosagem gênica que pode causar anomalias no desenvolvimento.
Inversão cromossômica
Quebra dupla em um cromossomo seguida de rotação em 180 graus e reinserção do segmento. Pode não ter efeito fenotípico direto, mas afeta a meiose.
Translocação cromossômica
Transferência de segmentos entre cromossomos não homólogos. Exemplo clínico: cromossomo Filadélfia t(9;22), associado à Leucemia Mieloide Crônica.
Aneuploidia
Alteração no número de cromossomos individuais (como trissomia ou monossomia), causada por não-disjunção cromossômica durante a meiose.
Euploidia
Alteração de conjuntos cromossômicos inteiros (poliploidia). É comum e adaptativa em plantas, mas letal e incompatível com o desenvolvimento em humanos.
Síndrome de Down
Trissomia do cromossomo 21 (47,XX,+21 ou 47,XY,+21), decorrente de não-disjunção meiótica, cursando com hipotonia, atraso cognitivo e cardiopatias congênitas.
Síndrome de Turner
Monossomia do cromossomo sexual (45,X0). Causa baixa estatura, disgenesia gonadal, amenorreia primária e infertilidade feminina.
Síndrome de Klinefelter
Presença de um cromossomo X extra em homens (47,XXY). Caracteriza-se por hipogonadismo, ginecomastia, azoospermia e estatura elevada.
Não-disjunção meiótica
Falha na separação dos cromossomos homólogos (meiose I) ou das cromátides-irmãs (meiose II), gerando gametas com cromossomos a mais ou a menos.
Mutações somáticas vs. germinativas
Somáticas ocorrem em células do corpo, não sendo herdadas (ex.: tumores); germinativas afetam óvulos ou espermatozoides e são transmitidas aos descendentes.

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