Números Imaginários
Estudo dos números imaginários, abrangendo a unidade imaginária, suas potências e propriedades algébricas.
Cartões · 53
- Unidade imaginária (definição)
- Elemento denotado por i definido formalmente pela propriedade i² = -1.
- Definição de número imaginário puro
- Número da forma bi, onde b é um número real diferente de zero e i é a unidade imaginária.
- Notação da unidade imaginária na engenharia elétrica
- Representado pela letra j para evitar confusão com o símbolo de corrente elétrica (i).
- Valor de i elevado a 0
- 1, pois qualquer número não nulo elevado a zero resulta em 1.
- Valor de i elevado a 1
- i, qualquer número elevado a 1 é ele mesmo.
- Valor de i elevado a 2
- -1, que decorre diretamente da definição da unidade imaginária.
- Valor de i elevado a 3
- -i, obtido pelo produto i² · i = (-1) · i = -i.
- Valor de i elevado a 4
- 1, obtido pelo produto i² · i² = (-1) · (-1) = 1.
- Ciclo das potências inteiras de i
- As potências de i repetem-se em ciclos de 4 valores: 1, i, -1 e -i.
- Regra para calcular i^n com n natural
- Divide-se n por 4; o resultado i^n é igual a i^r, onde r é o resto da divisão (0, 1, 2 ou 3).
- Valor de i^25
- i, pois 25 dividido por 4 deixa resto 1 (i¹ = i).
- Valor de i^42
- -1, pois 42 dividido por 4 deixa resto 2 (i² = -1).
- Valor de i^100
- 1, pois 100 dividido por 4 deixa resto 0 (i⁰ = 1).
- Valor do inverso da unidade imaginária (1/i)
- -i, pois (1/i) · (i/i) = i / i² = i / (-1) = -i.
- Valor de i elevado a -1
- -i, equivalente a 1/i.
- Valor de i elevado a -2
- -1, equivalente a 1/(i²) = 1/(-1) = -1.
- Soma de quatro potências consecutivas de i
- Sempre igual a 0, pois i^0 + i^1 + i^2 + i^3 = 1 + i - 1 - i = 0.
- Adição de números imaginários puros: bi + di
- (b + d)i, somando-se os coeficientes reais.
- Subtração de números imaginários puros: bi - di
- (b - d)i, subtraindo-se os coeficientes reais.
- Multiplicação de números imaginários puros: (bi) · (di)
- -bd, pois bi · di = bd(i²) = bd(-1) = -bd, resultando num número real.
- Divisão de números imaginários puros: (bi) / (di)
- b / d, com d ≠ 0, cancelando a unidade imaginária e resultando em um número real.
- Raiz quadrada de número real negativo: √(-a) com a > 0
- i√a, pois √(-a) = √(a · (-1)) = √a · √(-1) = i√a.
- Erro comum na multiplicação: √(-4) · √(-9)
- Não aplicar a regra do produto antes de extrair i: (2i) · (3i) = 6i² = -6, e não √(36) = 6.
- Forma algébrica de um número complexo
- z = a + bi, onde a é a parte real e b é a parte imaginária (a, b ∈ ℝ).
- Notação da parte imaginária: Im(z)
- Indica o coeficiente de i no número z = a + bi; portanto, Im(z) = b (um número real).
- Notação da parte real: Re(z)
- Indica o termo real isolado em z = a + bi; portanto, Re(z) = a.
- Condição para z ser puramente imaginário
- Re(z) = 0 e Im(z) ≠ 0.
- Condição para z ser puramente real
- Im(z) = 0.
- O número 0 é imaginário?
- O zero tem parte imaginária nula (0 = 0 + 0i), sendo considerado real, não imaginário puro.
- Conjugado de um número imaginário puro: conj(bi)
- -bi, invertendo o sinal da parte imaginária.
- Módulo de um número imaginário puro: |bi|
- |b|, o valor absoluto do coeficiente real b.
- Argumento principal de bi com b > 0
- π/2 radianos (ou 90°), localizado no semi-eixo imaginário positivo.
- Argumento principal de bi com b < 0
- -π/2 radianos (ou -90° / 270°), localizado no semi-eixo imaginário negativo.
- Representação de bi no Plano de Argand-Gauss
- Ponto (afixo) sobre o eixo vertical (eixo das ordenadas), com coordenadas (0, b).
- Eixo imaginário no Plano Complexo
- O eixo vertical (geralmente eixo Y), onde estão representados todos os múltiplos reais de i.
- Origem histórica da unidade imaginária
- Surgiu na resolução de equações cúbicas com Cardano e Bombelli no século XVI.
- Quem introduziu a notação do símbolo i?
- Leonhard Euler, no século XVIII.
- Fórmula de Euler aplicada a i
- e^(iθ) = cos(θ) + i sen(θ).
- Expressão de i na forma exponencial polar
- i = e^(iπ/2), pois módulo = 1 e argumento = π/2.
- Expressão de -i na forma exponencial polar
- -i = e^(-iπ/2) ou e^(i 3π/2).
- Identidade de Euler
- e^(iπ) + 1 = 0, relacionando os números e, i, π, 1 e 0.
- Valor de i elevado a i (i^i)
- e^(-π/2) ≈ 0,20788, um número puramente real no ramo principal.
- Cálculo de i^i pelo ramo principal
- i^i = (e^(iπ/2))^i = e^(i² π/2) = e^(-π/2).
- Raiz quadrada principal da unidade imaginária (√i)
- (√2 / 2) + i(√2 / 2), equivalente a e^(iπ/4).
- Quadrado de (1 + i)
- 2i, pois (1 + i)² = 1 + 2i + i² = 1 + 2i - 1 = 2i.
- Quadrado de (1 - i)
- -2i, pois (1 - i)² = 1 - 2i + i² = 1 - 2i - 1 = -2i.
- Logaritmo natural principal de i: ln(i)
- i(π/2), derivado da identidade polar i = e^(iπ/2).
- Interpretação geométrica da multiplicação por i
- Equivale a uma rotação de 90° (π/2 rad) no sentido anti-horário em torno da origem.
- Interpretação geométrica da multiplicação por -i
- Equivale a uma rotação de 90° no sentido horário em torno da origem.
- Os números imaginários possuem relação de ordem natural (< ou >)?
- Não, o corpo dos números complexos não pode ser ordenado de maneira compatível com suas operações.
- Comutatividade da soma e do produto com números imaginários
- Válida: z + w = w + z e z · w = w · z para quaisquer números complexos ou imaginários.
- Soluções da equação x² + 1 = 0
- x = i e x = -i.
- Soluções da equação x² + k² = 0 com k real
- x = ± ki.