Reprodução Assexuada e Sexuada

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Estudo dos conceitos, mecanismos e características da reprodução assexuada e sexuada, destinado a estudantes.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Genética Publicado
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Reprodução
Processo biológico pelo qual organismos geram novos indivíduos, garantindo a perpetuação e continuidade da espécie ao longo das gerações.
Reprodução assexuada
Modalidade reprodutiva que envolve apenas um progenitor, sem fusão de gametas, gerando descendentes geneticamente idênticos (clones).
Reprodução sexuada
Modalidade reprodutiva que envolve a fusão de gametas haploides (fecundação), promovendo variabilidade genética nos descendentes.
Variabilidade genética
Diversidade de combinações genéticas em uma população, ampliada na reprodução sexuada por meiose e fecundação, essencial para adaptação.
Clone
Indivíduo ou população geneticamente idêntico ao progenitor, produzido naturalmente por reprodução assexuada ou por engenharia biológica.
Divisão binária (cissiparidade)
Reprodução assexuada comum em bactérias e protozoários, na qual uma célula duplica seu DNA e divide-se em duas células filhas iguais.
Brotamento (gemiparidade)
Formação de brotos no corpo do genitor que crescem e podem se destacar ou permanecer unidos formando colônias, como em leveduras e hidras.
Esporulação
Produção de células especializadas resistentes (esporos) que se dispersam e germinam em condições favoráveis, comum em fungos e algas.
Fragmentação
Processo em que um organismo se divide em pedaços e cada parte regenera um indivíduo completo, típico de planárias e estrelas-do-mar.
Regeneração
Capacidade biológica de recompor tecidos ou órgãos perdidos; em certas espécies simples, funciona também como método reprodutivo.
Propagação vegetativa
Multiplicação assexuada em plantas a partir de órgãos como caules, folhas e raízes, gerando novas plantas geneticamente iguais à original.
Rizoma
Caule subterrâneo que cresce horizontalmente emitindo nós com raízes e ramos aéreos, atuando na reprodução vegetativa (ex.: gengibre).
Tubérculo
Caule subterrâneo espessado com reservas de nutrientes e gemas ('olhos') capazes de formar novos brotos, como na batata-inglesa.
Bulbo
Estrutura reprodutiva subterrânea formada por caule reduzido e folhas modificadas carnosas (catáfilos), presente em cebolas e alhos.
Estolão
Caule aéreo que rasteja sobre o solo e emite raízes e folhas em nós sucessivos, permitindo a colonização rápida, como no morangueiro.
Estaquia
Técnica artificial de propagação vegetal onde fragmentos de caule, raiz ou folha são plantados para enraizar e formar uma nova muda.
Enxertia
União mecânica dos tecidos de duas plantas (enxerto e porta-enxerto) para que se desenvolvam como um único indivíduo funcional.
Partenogênese
Desenvolvimento embrionário a partir de um óvulo não fecundado, observado em abelhas (gerando zangões), pulgões e alguns répteis.
Vantagens da reprodução assexuada
Baixo gasto energético, rapidez na geração de descendentes e dispensa de busca por parceiro reprodutivo.
Desvantagens da reprodução assexuada
Ausência de variabilidade genética, tornando a população altamente vulnerável a mudanças ambientais e pragas repentinas.
Gametas
Células haploides especializadas na reprodução sexuada (espermatozoide e óvulo) que se fundem durante a fertilização.
Espermatozoide
Gameta masculino, geralmente pequeno, móvel e flagelado, especializado em transportar o material genético paterno até o ovócito.
Óvulo (ou Ovócito secundário)
Gameta feminino, volumoso, imóvel e rico em substâncias nutritivas (vitelo) necessárias para sustentar o início do embrião.
Gônadas
Órgãos produtores de gametas e hormônios sexuais nos animais: testículos nos machos e ovários nas fêmeas.
Meiose
Divisão celular reducional que reduz o número cromossômico pela metade (2n para n) e gera gametas com recombinação gênica.
Crossing-over (permuta gênica)
Troca de segmentos entre cromátides homólogas durante a prófase I da meiose, gerando novas combinações de alelos.
Fecundação
Encontro e fusão do núcleo do espermatozoide com o do óvulo, reconstituindo o número diploide e formando o zigoto.
Zigoto
Primeira célula diploide resultante da fecundação, que sofrerá sucessivas mitoses para originar um organismo pluricelular.
Fecundação externa
Gametas são liberados no ambiente aquático onde se encontram, típica de muitos peixes, anfíbios e invertebrados marinhos.
Fecundação interna
A união dos gametas ocorre dentro do corpo da fêmea, protegendo o zigoto contra dessecação e predadores externos.
Organismos dioicos
Espécies que possuem sexos separados, com indivíduos exclusivamente masculinos e outros femininos.
Organismos monoicos (hermafroditas)
Indivíduos que possuem órgãos reprodutores masculinos e femininos no mesmo corpo, como caracóis e minhocas.
Fecundação cruzada
Processo em que dois hermafroditas trocam espermatozoides mutuamente, evitando autofecundação e elevando a variabilidade genética.
Autofecundação
União de gametas produzidos pelo mesmo indivíduo hermafrodita, viável em algumas plantas e tênias, com menor diversidade genética.
Dimorfismo sexual
Presença de diferenças morfológicas, anatômicas ou comportamentais visíveis entre machos e fêmeas da mesma espécie.
Oviparidade
Desenvolvimento do embrião fora do corpo materno, no interior de ovos com casca e reservas nutritivas (ex.: aves e répteis).
Viviparidade
Desenvolvimento do embrião dentro do útero materno, recebendo nutrientes e oxigênio diretamente da mãe (ex.: maioria dos mamíferos).
Ovoviviparidade
Ovos permanecem retidos no trato reprodutivo materno até a eclosão, nutrindo-se do vitelo e não da mãe (ex.: certos tubarões e cobras).
Desenvolvimento direto
O filhote nasce ou eclode com anatomia semelhante à do adulto, apenas crescendo de tamanho, sem passar por fase larval.
Desenvolvimento indireto
O organismo eclode como larva, distinta do adulto em forma e hábito de vida, sofrendo metamorfose para se tornar adulto.
Polinização
Transferência de grãos de pólen da antera até o estigma da flor, podendo ocorrer por vento, água ou animais polinizadores.
Anemofilia
Polinização mediada pelo vento, comum em gramíneas e pinheiros, com produção de grandes volumes de pólen leve e seco.
Entomofilia
Polinização realizada por insetos atraídos por néctar, odores e cores conspícuas das flores.
Dupla fecundação
Mecanismo exclusivo de angiospermas onde um núcleo fecunda a oosfera (origina o zigoto) e outro fecunda os núcleos polares (origina o endosperma).
Endosperma triploide (3n)
Tecido de reserva nutritiva da semente de angiospermas formado pela fusão de um núcleo espermático com dois núcleos polares.
Alternância de gerações (metagênese)
Ciclo de vida que alterna uma fase multicelular haploide produtora de gametas e outra diploide formadora de esporos.
Gametófito
Fase haploide (n) nos vegetais responsável por produzir gametas por mitose no ciclo com alternância de gerações.
Esporófito
Fase diploide (2n) nos vegetais que origina esporos haploides (n) por meiose esporogênica.
Conjugação bacteriana
Transferência horizontal de plasmídeos entre bactérias via pili sexual; não gera novos indivíduos, mas amplia a variabilidade genética.
Vantagens da reprodução sexuada
Alta diversidade genética entre descendentes, fornecendo matéria-prima para a seleção natural e adaptação ecológica.
Desvantagens da reprodução sexuada
Maior gasto de energia e tempo para encontrar parceiro, risco de predadores e menor velocidade populacional comparada à assexuada.
Custo do sexo (custo duplo dos machos)
Conceito evolutivo que descreve a desvantagem numérica da sexuada, pois machos sozinhos não produzem descendentes diretamente.

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