Carboidratos
Estudo dos carboidratos, abordando suas definicoes bioquimicas, classificacoes e funcoes biologicas. Destinado a estudantes do ensino medio e superior.
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- O que são carboidratos?
- Biomoléculas orgânicas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio, também chamadas de glicídios ou açúcares.
- Fórmula geral empírica dos carboidratos
- Cn(H2O)n, refletindo a proporção aproximada de um carbono para uma molécula de água.
- Definição bioquímica de carboidrato
- Poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas, ou substâncias que liberam esses compostos após hidrólise.
- Principal função biológica dos carboidratos
- Fornecer energia imediata e de curto prazo para as atividades celulares do organismo.
- Função estrutural dos carboidratos
- Compor estruturas de suporte e proteção celular, como celulose vegetal e quitina de artrópodes.
- Classificação por complexidade
- Dividem-se em monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.
- Monossacarídeos
- Açúcares simples formados por uma única unidade de poliidroxialdeído ou cetona, não hidrolisáveis.
- Glicose
- Monossacarídeo do tipo aldoexose, principal substrato energético da maioria dos seres vivos.
- Frutose
- Cetoexose natural encontrada em frutas e mel, fonte de energia celular rápida.
- Galactose
- Aldoexose que, combinada à glicose, forma o açúcar do leite (lactose).
- Ribose
- Aldopentose essencial na formação dos nucleotídeos que compõem o RNA e o ATP.
- Desoxirribose
- Pentose derivada da ribose pela perda de um oxigênio, constituinte fundamental do DNA.
- Aldose
- Monossacarídeo que contém um grupo funcional aldeído no primeiro carbono da cadeia.
- Cetose
- Monossacarídeo que contém um grupo funcional cetona, geralmente no carbono 2.
- Trioses
- Monossacarídeos com três carbonos, como o gliceraldeído e a di-hidroxiacetona.
- Tetroses
- Monossacarídeos compostos por quatro átomos de carbono na estrutura.
- Pentoses
- Monossacarídeos com cinco carbonos, essenciais para a formação dos ácidos nucleicos.
- Hexoses
- Monossacarídeos com seis carbonos, principais fontes energéticas na respiração celular.
- Ciclização de monossacarídeos
- Reação intramolecular em solução aquosa formando anéis hemiacetálicos ou hemicetálicos.
- Forma furanose
- Estrutura em anel de cinco membros formada pela ciclização de certos açúcares.
- Forma piranose
- Estrutura cíclica de seis membros estável formada por aldoexoses como a glicose.
- Carbono anomérico
- Carbono carbonílico que se torna quiral após a ciclização do monossacarídeo.
- Anômeros alfa e beta
- Isômeros cíclicos que diferem apenas na posição da hidroxila no carbono anomérico.
- Ligação glicosídica
- Ligação covalente formada entre a hidroxila anomérica de um açúcar e outro grupo hidroxila.
- Dissacarídeos
- Carboidratos formados pela condensação de dois monossacarídeos com eliminação de água.
- Sacarose
- Dissacarídeo formado por glicose e frutose unidos por ligação alfa-1,beta-2-glicosídica.
- Lactose
- Dissacarídeo presente no leite, constituído por galactose e glicose com ligação beta-1,4.
- Maltose
- Dissacarídeo formado por duas moléculas de glicose unidas por ligação alfa-1,4-glicosídica.
- Açúcares redutores
- Açúcares que possuem o carbono anomérico livre capaz de atuar como agente redutor.
- Polissacarídeos
- Polímeros formados por centenas ou milhares de unidades de monossacarídeos.
- Homopolissacarídeos
- Polissacarídeos compostos pela repetição de um único tipo de unidade monossacarídica.
- Heteropolissacarídeos
- Polissacarídeos que contêm dois ou mais tipos distintos de unidades monossacarídicas.
- Amido
- Polissacarídeo de reserva energética primária dos vegetais, formado por amilose e amilopectina.
- Amilose
- Fração linear do amido formada exclusivamente por resíduos de glicose unidos por ligações alfa-1,4.
- Amilopectina
- Fração ramificada do amido contendo ligações lineares alfa-1,4 e ramificações alfa-1,6.
- Glicogênio
- Polissacarídeo de reserva energética animal, altamente ramificado, armazenado no fígado e músculos.
- Glicogênio hepático
- Reserva de glicose utilizada para manter os níveis adequados de glicemia no sangue.
- Glicogênio muscular
- Reserva de energia utilizada exclusivamente pela própria fibra muscular durante o esforço.
- Celulose
- Polímero linear de glicoses unidas por ligações beta-1,4, principal componente da parede vegetal.
- Digestão da celulose em humanos
- Humanos não a digerem por falta da enzima celulase, atuando como fibra insolúvel benéfica.
- Quitina
- Polissacarídeo estrutural de N-acetilglicosamina presente no exoesqueleto de artrópodes e fungos.
- Peptidoglicano
- Polímero de açúcares e aminoácidos que compõe a parede celular bacteriana, conferindo rigidez.
- Glicosaminoglicanos (GAGs)
- Heteropolissacarídeos longos e carregados presentes na matriz extracelular dos tecidos conjuntivos.
- Ácido hialurônico
- Tipo de glicosaminoglicano que atua como lubrificante articular e preenchedor tecidual.
- Glicoproteínas
- Proteínas ligadas covalentemente a cadeias curtas de carboidratos, atuantes no reconhecimento celular.
- Glicocálix
- Camada de carboidratos ligada à superfície celular externa, envolvida em proteção e adesão.
- Glicólise
- Via metabólica anaeróbica de oxidação da glicose em piruvato, gerando ATP e NADH.
- Gliconeogênese
- Síntese biológica de nova glicose a partir de precursores não glicídicos, como lactato e glicerol.
- Glicogênese
- Processo de polimerização de moléculas de glicose para formação e estocagem de glicogênio.
- Glicogenólise
- Degradação do glicogênio em glicose livre ou glicose-6-fosfato para fornecimento de energia.
- Insulina e metabolismo glicídico
- Hormônio que estimula a captação de glicose celular e a síntese de glicogênio, reduzindo a glicemia.
- Glucagon e metabolismo glicídico
- Hormônio que estimula a quebra do glicogênio no fígado, elevando os níveis de glicose no sangue.