Carboidratos

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Este conjunto aborda a definição, estrutura e funções biológicas dos carboidratos para estudantes de bioquímica e biologia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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Carboidratos
Biomoléculas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio (polidroxialdeídos ou polidroxicetonas); atuam no fornecimento de energia e sustentação estrutural.
Fórmula geral dos monossacarídeos
Apresentam a fórmula estequiométrica básica Cn(H2O)n, com n variando geralmente de 3 a 7.
Monossacarídeos
Unidades fundamentais de carboidratos que não sofrem hidrólise; servem como fonte imediata de energia para o metabolismo celular.
Glicose
Aldoexose que atua como o principal substrato energético para a respiração celular e fonte primária de ATP.
Frutose
Cetoexose abundante em frutas e no mel; convertida em intermediários glicolíticos para obtenção de energia no fígado.
Galactose
Aldoexose constituinte da lactose; fosforilada e convertida em glicose-1-fosfato para a via glicolítica.
Ribose
Aldopentose essencial na estrutura do RNA, ATP, NADH e outros cofatores bioquímicos vitais.
Desoxirribose
Pentose derivada da ribose por perda de oxigênio no carbono 2; compõe a espinha dorsal estrutural do DNA.
Aldose
Monossacarídeo que contém um grupo funcional aldeído em uma extremidade da cadeia carbônica.
Cetose
Monossacarídeo que contém um grupo funcional cetona, geralmente localizado no carbono 2.
Carbono anomérico
Carbono carbonílico que se torna quiral após a ciclização do monossacarídeo em anel de furanose ou piranose.
Anômeros alfa e beta
Isômeros formados na ciclização, diferenciados pela orientação da hidroxila no carbono anomérico em relação ao plano do anel.
Piranose
Forma cíclica hemiacetálica estável de seis membros de um carboidrato, análoga ao anel do pirano.
Furanose
Forma cíclica de cinco membros de um carboidrato, análoga ao anel do furano, comum em pentoses e frutose.
Ligação glicosídica
Ligação covalente formada entre a hidroxila anomérica de um carboidrato e outro grupo, liberando água.
Dissacarídeos
Moléculas formadas pela junção de dois monossacarídeos unidos por ligação glicosídica; fontes energéticas de transporte.
Sacarose
Dissacarídeo formado por alfa-glicose e beta-frutose; principal forma de transporte de energia e açúcar em plantas.
Lactose
Dissacarídeo formado por beta-galactose e beta-glicose; principal carboidrato e fonte de energia no leite dos mamíferos.
Maltose
Dissacarídeo formado por duas unidades de alfa-glicose ligadas por ligação alfa-1,4; produto da digestão do amido.
Açúcar redutor
Carboidrato com carbono anomérico livre capaz de oxidar-se e doar elétrons a agentes químicos como o reagente de Benedict.
Oligossacarídeos
Polímeros de 3 a 10 monossacarídeos frequentemente associados a lipídios ou proteínas; atuam no reconhecimento celular.
Polissacarídeos
Macromoléculas formadas por centenas ou milhares de monossacarídeos; atuam como reserva de energia ou suporte mecânico.
Homopolissacarídeos
Polissacarídeos formados por apenas um único tipo de unidade monossacarídica em sua cadeia.
Heteropolissacarídeos
Polissacarídeos formados por dois ou mais tipos distintos de unidades monossacarídicas.
Amido
Principal polissacarídeo de reserva energética em vegetais, composto por amilose e amilopectina estocadas em amiloplastos.
Amilose
Polímero linear de resíduos de glicose ligados por conexões alfa-1,4; fração menos ramificada do amido.
Amilopectina
Polímero ramificado de glicose ligado por ligações alfa-1,4 e ramificações alfa-1,6 a cada 24-30 resíduos.
Glicogênio
Polímero altamente ramificado de glicose que atua como reserva energética primária no fígado e nos músculos animais.
Glicogenólise
Via de clivagem enzimática do glicogênio em glicose livre ou glicose-6-fosfato para suprir demandas energéticas corporais.
Glicogênese
Síntese celular de glicogênio a partir de monômeros de glicose ativados por UDP para estoque energético.
Celulose
Polímero linear de glicose em ligações beta-1,4, conferindo rigidez e suporte mecânico à parede celular vegetal.
Quitina
Polímero de N-acetilglicosamina em ligações beta-1,4; confere rigidez estrutural ao exoesqueleto de artrópodes e fungos.
Peptidoglicano
Heteropolímero de açúcares e peptídeos que confere forma e resistência osmótica à parede celular bacteriana.
Glicosaminoglicanos (GAGs)
Heteropolissacarídeos lineares carregados negativamente que atraem água e conferem elasticidade à matriz extracelular.
Ácido hialurônico
GAG não sulfatado que confere viscosidade ao líquido sinovial e atua como lubrificante articular e no tecido conjuntivo.
Heparina
Glicosaminoglicano sulfatado de alta densidade de carga negativa com potente atividade anticoagulante.
Proteoglicanos
Macromoléculas formadas por um cerne proteico covalentemente ligado a longas cadeias de GAGs na matriz extracelular.
Glicoproteínas
Proteínas com cadeias de oligossacarídeos anexadas; essenciais na sinalização, imunidade e adesão intercelular.
Glicolipídios
Lipídios de membrana ancorados a carboidratos que definem tipos sanguíneos e medeiam reconhecimento celular externo.
Glicocálix
Revestimento rico em carboidratos na face externa da membrana celular; protege a célula e realiza adesão celular.
Glicólise
Via citossólica que degrada glicose em dois piruvatos, rendendo 2 ATP e 2 NADH para suprimento energético rápido.
Gliconeogênese
Síntese de glicose no fígado a partir de precursores não glicídicos como lactato, glicerol e aminoácidos glicogênicos.
Via das pentoses-fosfato
Via metabólica paralela à glicólise que gera NADPH para biossínteses redutoras e ribose-5-fosfato para nucleotídeos.
Amilase salivar (Ptialina)
Enzima que inicia a clivagem química do amido na cavidade oral, gerando maltose e oligossacarídeos menores.
Amilase pancreática
Enzima secretada no duodeno que completa a digestão do amido em dissacarídeos e maltotriose.
Insulina
Hormônio pancreático que estimula a captação celular de glicose e ativa a glicogênese, reduzindo a glicemia.
Glucagon
Hormônio pancreático secretado no jejum que ativa a degradação hepática do glicogênio para manter a glicemia normal.
Transportadores GLUT
Família de carreadores de membrana que facilitam o influxo de glicose a favor do gradiente de concentração tecidual.
SGLT1
Simporte ativo secundário de sódio e glicose responsável pela absorção intestinal de monossacarídeos contra gradiente.
Fermentação lática
Redução anaeróbica do piruvato em lactato para regenerar NAD+ e sustentar a produção contínua de ATP glicolítico.
Fibra dietética
Carboidratos estruturais indigeríveis por enzimas humanas que modulam o trânsito intestinal e a microbiota fecal.
Índice glicêmico
Medida da velocidade com que os carboidratos de um alimento específico elevam a concentração de glicose no sangue.

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