CGU: Auditoria e Recomendações (Cebraspe)
Questões de certo ou errado focadas nas normas de auditoria e recomendações da CGU para concursos públicos.
Cartões · 50
- As recomendações da CGU têm caráter vinculante e cogente para a gestão auditada.
- Errado. Recomendações têm caráter propositivo e orientador, não impositivo ou coercitivo; compete ao gestor decidir sobre sua implementação.
- A recomendação da CGU deve atacar a causa raiz da fragilidade identificada no achado.
- Certo. Conforme as normas da CGU, as recomendações devem focar nas causas fundamentais dos desvios para evitar sua reincidência.
- Recomendações devem ser viáveis, tempestivas e considerar a relação custo-benefício.
- Certo. São atributos essenciais das recomendações a exequibilidade operacional, o momento oportuno e a razoabilidade econômica.
- O auditor da CGU pode determinar a anulação imediata de contrato administrativo viciado.
- Errado. A CGU recomenda medidas corretivas ao órgão auditado; ela não substitui a competência decisória e executiva do gestor.
- No monitoramento, a recomendação é dita 'implementada' se a ação corretiva foi concluída.
- Certo. A situação 'implementada' indica que a entidade adotou satisfatoriamente as medidas recomendadas para mitigar o risco.
- A classificação 'em implementação' indica que o prazo expirou sem qualquer iniciativa do órgão.
- Errado. 'Em implementação' denota que ações foram iniciadas e estão em andamento dentro de parâmetros razoáveis ou cronograma acordado.
- Uma recomendação pode ser considerada 'superada' se o contexto fático tornar inócua sua adoção.
- Certo. Fatos supervenientes, alterações legais ou extinção de processos podem tornar a recomendação perda de objeto ou inaplicável.
- A situação 'não implementada' ocorre quando o gestor descumpre prazos sem justificativa cabível.
- Certo. Caracteriza-se pela inércia injustificada ou insuficiência deliberada das ações adotadas pela unidade auditada.
- A CGU deve formular recomendações genéricas para permitir ampla discricionariedade ao gestor.
- Errado. Recomendações devem ser específicas, claras e objetivas, evitando proposições vagas como 'cumprir a lei'.
- O plano de ação do gestor deve conter ações, responsáveis e prazos para atender à recomendação.
- Certo. O plano de ação formaliza o compromisso da administração na implementação das melhorias propostas pela CGU.
- A CGU pode aceitar a justificativa do gestor para não implementar uma recomendação.
- Certo. O gestor pode apresentar justificativa plausível de riscos ou custos desproporcionais, levando à baixa ou repactuação.
- O monitoramento visa avaliar o grau de implementação e o impacto efetivo das recomendações.
- Certo. O processo de monitoramento verifica se as causas foram sanadas e se os resultados esperados foram alcançados.
- Ao emitir recomendações, o auditor deve abster-se de praticar atos de gestão direta.
- Certo. A salvaguarda da independência e objetividade veda expressamente a assunção de papéis de gestão pelo auditor interno.
- Recomendações financeiras de ressarcimento dispensam a indicação de responsável individualizado.
- Errado. A caracterização do dano requer a identificação do nexo de causalidade e dos responsáveis pela conduta lesiva.
- A recomendação deve derivar logicamente da evidência e dos critérios expostos no relatório.
- Certo. O encadeamento lógico entre achado, evidência, causa, critério e recomendação é requisito basilar do relatório de auditoria.
- A CGU utiliza sistemas informatizados específicos (como e-Aud) para controlar recomendações.
- Certo. O monitoramento das recomendações no âmbito do Poder Executivo Federal é operacionalizado por meio de plataformas corporativas da CGU.
- Recomendações da CGU substituem a instauração de Tomada de Contas Especial de pronto.
- Errado. Constatado dano ao erário sem ressarcimento tempestivo pelas vias ordinárias, impõe-se a instauração obrigatória de TCE.
- As recomendações podem ter como destinatário órgão diverso daquele diretamente auditado.
- Certo. Podem ser dirigidas a órgãos centrais de sistemas estruturantes quando o problema decorre de falhas normativas gerais.
- A recusa injustificada em atender recomendação da CGU pode ensejar apuração de responsabilidade.
- Certo. A omissão continuada e injustificada configura infração disciplinar e descumprimento de dever funcional do gestor público.
- O ciclo do achado de auditoria encerra-se com a redação final do relatório, sem monitoramento.
- Errado. O monitoramento é fase posterior essencial do processo de auditoria que visa assegurar a eficácia do trabalho.
- Recomendações preventivas focam no aprimoramento dos controles internos para riscos futuros.
- Certo. Enquanto ações corretivas sanam o erro ocorrido, medidas preventivas reforçam a estrutura de governança e controle interno.
- A CGU pode emitir determinações legais cogentes no mesmo padrão decisório conferido ao TCU.
- Errado. O TCU possui prerrogativa constitucional de expedição de determinações mandamentais vinculantes; a CGU emite recomendações.
- A concordância do gestor durante a comunicação dos achados valida a viabilidade da recomendação.
- Certo. A discussão prévia dos achados (comunicação prévia) aprimora o realismo e a aplicabilidade das recomendações finais.
- Uma recomendação pode ser considerada 'parcialmente implementada' se concluída em fração.
- Certo. Denota que parte substancial da recomendação foi atendida, mas ainda restam etapas críticas pendentes de execução.
- Recomendações sem prazo de cumprimento acordado são consideradas nulas de pleno direito.
- Errado. Não há nulidade formal da recomendação pela ausência de prazo, mas sua fixação é boa prática para balizar o monitoramento.
- Recomendações devem priorizar a conformidade processual estrita em detrimento do custo incorrido.
- Errado. O controle interno moderno considera a economicidade; o custo do controle não deve exceder o benefício que ele protege.
- Na classificação da CGU, a situação 'desconsiderada' decorre de erro manifesto na auditoria.
- Certo. É utilizada quando a recomendação perde validade em razão de inconsistência técnica ou vício original constatado a posteriori.
- A implementação de recomendações deve ser acompanhada exclusivamente por meio de nova auditoria presencial.
- Errado. O monitoramento pode ser realizado por envio documental eletrônico, cruzamento em sistemas de dados ou diligências remotas.
- É vedado emitir recomendação que exija aperfeiçoamento normativo em nível infralegal.
- Errado. Recomendações de revisão de portarias, manuais e atos normativos internos são frequentes quando há vácuo regulatório.
- O não cumprimento de recomendação por insuficiência orçamentária comprovada impede sanção ao gestor.
- Certo. A escassez superveniente e comprovada de recursos materiais exclui a culpabilidade subjetiva do administrador (LINDB, art. 22).
- O auditor pode monitorar recomendações emitidas por ele mesmo sem infringir sua independência.
- Certo. O monitoramento é etapa processual do trabalho de auditoria e não afeta a independência da atividade de avaliação interna.
- Recomendações da CGU direcionadas a estatais dependentes dispensam análise de impacto financeiro.
- Errado. Todas as entidades sujeitas a controle merecem proposições orientadas por razoabilidade, sustentabilidade e impacto fiscal.
- O princípio da oportunidade exige emitir recomendações enquanto há tempo útil para correção.
- Certo. Recomendações tardias perdem utilidade prática e não evitam prejuízos irreparáveis às políticas públicas auditadas.
- Recomendações de auditoria têm eficácia temporal vinculada ao mandato do titular da pasta.
- Errado. A recomendação vincula a instituição pública de forma contínua, independentemente da alternância de seus dirigentes.
- Recomendação com viés corretivo busca restabelecer a legalidade ou anular atos irregulares.
- Certo. Ações corretivas visam reparar ou expurgar falhas existentes, reconduzindo a gestão aos parâmetros de estrita legalidade.
- A CGU adota escala de prioridade (alta, média, baixa) na categorização de suas recomendações.
- Certo. A classificação por risco e impacto orienta a alocação de esforços do gestor na implementação e da CGU no monitoramento.
- Recomendações de alto risco não implementadas demandam comunicação aos escalões superiores.
- Certo. Se a inação em riscos críticos persistir, a CGU reporta aos órgãos de governança superior (ministro de Estado, comitês).
- O auditor da CGU pode desenhar e aprovar os procedimentos operacionais padrão do órgão auditado.
- Errado. Desenhar e homologar rotinas administrativas é ato típico de gestão; o auditor apenas aponta lacunas e sugere melhorias.
- A recomendação da CGU perde objeto se a própria administração auditada anular o ato questionado.
- Certo. Se a ilegalidade for saneada voluntariamente pelo gestor antes da deliberação formal, a proposta torna-se superada.
- O monitoramento encerra-se compulsoriamente após 12 meses, independentemente do status do achado.
- Errado. O monitoramento perdura até o desfecho satisfatório da ação, a constatação de perda de objeto ou a baixa devidamente motivada.
- A recomendação pode apontar a necessidade de apuração correcional quando houver indício disciplinar.
- Certo. Detectada falta funcional correlata ao achado, recomenda-se à autoridade a instauração de PAD ou investigação preliminar.
- A manifestação da unidade auditada sobre a recomendação é facultativa no relatório preliminar.
- Errado. O contraditório prévio é etapa imperiosa das normas da CGU para colher esclarecimentos e validar a exequibilidade das propostas.
- Recomendações para criação de sistemas informatizados dispensam a verificação de requisitos de TI.
- Errado. Propostas de tecnologia da informação devem respeitar diretrizes de governança digital e capacidade orçamentária do órgão.
- O auditor deve propor recomendações que ataquem simultaneamente causa e efeito do desvio.
- Certo. Recomenda-se tratar tanto as causas-raiz (fatores geradores) quanto os efeitos imediatos (danos concretos ocorridos).
- Recomendações conjuntas podem ser pactuadas entre a CGU e outros órgãos de controle como o TCU.
- Certo. No âmbito da cooperação interinstitucional e acordos de controle concomitante, pode haver articulação nas proposições.
- A CGU considera inadmissível qualquer justificativa de não implementação amparada na LINDB.
- Errado. Os artigos 20 a 22 da LINDB impõem ao controlador considerar as dificuldades reais do gestor e os obstáculos práticos.
- O monitoramento visa apenas checar a conformidade formal, e não os benefícios gerados pela ação.
- Errado. A metodologia da CGU foca em auditoria orientada para resultados, mensurando os impactos e a melhoria dos serviços públicos.
- Recomendações não acolhidas pela gestão podem ser convertidas em representação ao TCU pela CGU.
- Certo. Persistindo dano ao erário ou ilegalidade sem providências administrativas, o órgão de controle interno aciona o externo.
- O plano de providências permanentes é um instrumento utilizado no monitoramento da CGU.
- Certo. Trata-se do documento pelo qual a entidade auditada estrutura os cronogramas de implementação das demandas pendentes.
- A redação da recomendação deve utilizar o modo verbal imperativo categórico para denotar coerção.
- Errado. A linguagem de auditoria interna prima pela polidez técnica e caráter recomendatório/propositivo, sem tom arbitrário.