CGU: Viés de Seleção (Cebraspe)

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Estudo sobre viés de seleção em avaliação de políticas públicas para candidatos ao concurso da CGU e exames de alto nível.

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O viés de seleção surge da diferença sistemática prévia entre tratados e não tratados.
Certo. Ocorre quando características observáveis ou não tornam o grupo de tratamento diferente do de controle antes da intervenção, confundindo a atribuição causal.
A aleatorização elimina o viés de seleção ao equalizar médias potenciais entre grupos.
Certo. Ensaios controlados aleatorizados (RCT) garantem que a atribuição ao tratamento seja ortogonal a características prévias observáveis e não observáveis.
Comparar voluntários com não participantes não gera viés de seleção na avaliação.
Errado. A auto-seleção introduz viés severo, pois voluntários costumam ser mais motivados ou informados, atributos que afetam diretamente os resultados.
O viés de seleção decorre da quebra da hipótese de independência condicional.
Certo. Sem aleatorização, os resultados potenciais não são estatisticamente independentes da variável indicadora de participação no programa.
O pareamento por escore de propensão (PSM) elimina viés por variáveis não observáveis.
Errado. O PSM controla apenas características observáveis incluídas no modelo; vieses gerados por fatores não observados permanecem inalterados.
Diferenças em Diferenças (DiD) controla fatores não observáveis invariantes no tempo.
Certo. O método DiD remove vieses fixos no tempo via dupla subtração, exigindo a premissa de tendências paralelas entre os grupos.
A violação da tendência paralela no método DiD inviabiliza o controle do viés de seleção.
Certo. Se as trajetórias temporais diferirem na ausência do tratamento, o estimador DiD absorve essa divergência como se fosse efeito do programa.
Regressão com Descontinuidade (RDD) explora pontos de corte para mitigar viés de seleção.
Certo. Próximo à nota de corte da regra de elegibilidade, a atribuição ao tratamento é quase aleatória, anulando o viés de seleção localmente.
No RDD nítido (Sharp RDD), a probabilidade de tratamento muda de 0 para 1 no ponto de corte.
Certo. A adesão é estritamente determinada pela regra, permitindo identificar o efeito causal médio local sem viés de auto-seleção.
No RDD difuso (Fuzzy RDD), o viés de seleção é tratado via variáveis instrumentais.
Certo. Como o ponto de corte apenas altera a probabilidade de adesão, utiliza-se a descontinuidade como instrumento para a participação efetiva.
Variáveis instrumentais válidas devem ser correlacionadas com o termo de erro do modelo.
Errado. O instrumento deve ser exógeno (não correlacionado com o erro) e relevante (correlacionado com a variável endógena de tratamento).
O procedimento de Heckman corrige o viés decorrente de amostras truncadas ou censuradas.
Certo. O método em dois estágios estima a probabilidade de seleção (razão inversa de Mills) e a inclui na equação de resultado para expurgar o viés.
A razão inversa de Mills no modelo de Heckman atua como variável de controle de seleção.
Certo. Derivada de um modelo probit, ela capta a correlação entre os resíduos da equação de seleção e da equação de interesse.
O viés de sobrevivência é uma manifestação clássica do viés de seleção em painéis.
Certo. Ocorre quando unidades de observação saem da amostra de forma não aleatória, distorcendo a análise ao avaliar apenas os sobreviventes.
A atrito amostral não afeta a validade interna de um experimento aleatorizado.
Errado. O atrito diferencial (perda não aleatória de participantes entre tratados e controles) reintroduz o viés de seleção no experimento.
Controle sintético combina unidades não tratadas para emular a trajetória do tratado.
Certo. Constrói um contrafactual ponderado ótimo de unidades de controle para mitigar o viés de seleção em estudos de caso comparativos.
O efeito fixo em dados em painel elimina viés por variáveis omitidas variantes no tempo.
Errado. O modelo de efeitos fixos elimina exclusivamente a heterogeneidade não observada constante no tempo; choques temporais mantêm o viés.
A hipótese de suporte comum no PSM garante sobreposição de características entre grupos.
Certo. Exige que indivíduos tratados e não tratados tenham probabilidades positivas de receber o tratamento com base em seus atributos.
A manipulação intencional da variável de elegibilidade invalida o método de RDD.
Certo. Se indivíduos conseguem fraudar ou forçar sua posição ao redor do corte, perde-se a quase-aleatoriedade e surge viés de seleção.
Efeito maná (efeito Hawthorne) constitui sinônimo direto para viés de seleção.
Errado. Efeito Hawthorne refere-se à mudança de comportamento por estar sendo observado, enquanto viés de seleção decorre da composição dos grupos.
O viés de seleção impede a interpretação causal direta da correlação observada.
Certo. Sem controle contrafactual adequado, a correlação reflete simultaneamente o efeito do programa e a heterogeneidade prévia dos grupos.
A presença de spillover (transbordamento) é uma forma de viés de seleção inicial.
Errado. Transbordamento viola a premissa SUTVA (não contaminação do controle), o que difere da disparidade prévia entre grupos (viés de seleção).
O estimador de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) é não viesado sob auto-seleção.
Errado. Havendo auto-seleção correlacionada com fatores não observados na regressão, o estimador de MQO torna-se viesado e inconsistente.
O teste de McCrary verifica a continuidade da densidade no RDD para checar manipulação.
Certo. Detecta saltos anômalos na densidade da variável executiva próximo à linha de corte, testando a ausência de viés por manipulação.
Variável de confusão é aquela que influencia simultaneamente o tratamento e o resultado.
Certo. Confundidores geram correlação espúria e viés de seleção quando não são devidamente balanceados ou controlados na estimação.
Em auditorias da CGU, avaliar apenas órgãos denunciados não gera viés de seleção.
Errado. Amostras baseadas exclusivamente em denúncias sobre-representam irregularidades, inviabilizando inferências sobre a gestão pública geral.
A inclusão de covariadas redundantes em regressões elimina totalmente o viés de seleção.
Errado. Controlar variáveis incorretas (como colisores ou mediadores) pode abrir caminhos espúrios e introduzir novos vieses de seleção.
No framework de Rubin, o efeito do tratamento é a diferença dos resultados potenciais.
Certo. O problema fundamental da inferência causal é que apenas um resultado potencial é observado para cada unidade amostral.
O ATT (Average Treatment Effect on the Treated) é imune ao viés de seleção sem controle.
Errado. O ATT exige identificar o contrafactual não observado dos tratados, tarefa distorcida caso haja viés de seleção não expurgado.
A alocação por sorteio público em políticas sociais mitiga o viés de seleção.
Certo. O sorteio equaliza as distribuições prévias entre selecionados e não selecionados, servindo como experimento aleatório ideal.
Em painel, primeiras diferenças removem a heterogeneidade não observada individual fixa.
Certo. A diferenciação temporal elimina o termo de erro constante no tempo, reduzindo o viés de variáveis omitidas invariantes.
O pressuposto de exogeneidade estrita é irrelevante para mitigar viés de seleção.
Errado. A exogeneidade estrita garante que erros em qualquer período não se correlacionem com as variáveis explicativas de outros tempos.
O LATE (Local Average Treatment Effect) estima o efeito médio para a população inteira.
Errado. O LATE identifica o efeito causal apenas para o subgrupo dos 'compliers' (aqueles induzidos ao tratamento pelo instrumento).
Amostragem estratificada substitui com perfeição a aleatorização do tratamento.
Errado. Estratificação é técnica amostral de representatividade populacional, não garantindo equivalência contrafactual entre grupos.
O teste de placebo ajuda a validar a ausência de viés de seleção residual em DiD.
Certo. Aplicar DiD em períodos anteriores ao tratamento verifica se falsos impactos surgem antes da implantação da política.
O viés de autosseleção ocorre com frequência em programas com adesão voluntária.
Certo. Indivíduos escolhem aderir quando antecipam benefícios maiores, gerando diferenças sistemáticas entre participantes e recusantes.
O método de Heckman requer restrição de exclusão para evitar multicolinearidade pura.
Certo. Recomenda-se que ao menos uma variável afete a probabilidade de seleção sem impactar diretamente a equação do resultado final.
A existência de efeito de transbordamento anula a necessidade de tratar viés de seleção.
Errado. São problemas distintos; controlar o viés de seleção continua indispensável, somando-se à exigência de ajustar transbordamentos.
Se o escore de propensão for idêntico, o balanço de variáveis não observadas é assegurado.
Errado. O escore de propensão equilibra apenas a distribuição das variáveis observáveis que foram incluídas na sua especificação.
Diferenças pré-existentes entre grupos de comparação configuram viés de seleção.
Certo. Representam a discrepância contrafactual que ocorreria mesmo sem a existência ou implementação da política pública avaliada.
No modelo de regressão, omitir variável correlacionada ao tratamento gera viés de seleção.
Certo. Ocorre o viés de variável omitida, modalidade técnica de viés de seleção que torna a correlação observada inconsistente.
Controles sintéticos dispensam a exigência de premissa de tendências paralelas comuns.
Certo. O método relaxa a hipótese rígida do DiD tradicional ao ajustar os pesos com base na trajetória prévia exata das covariadas.
Amostras truncadas decorrem de regras que excluem unidades fora de certos intervalos.
Certo. Quando valores acima ou abaixo de certos limiares não são sequer observados na amostra, instala-se viés de seleção sistemático.
O 'cherry-picking' em auditorias de desempenho introduz viés de seleção na amostragem.
Certo. A escolha seletiva deliberada de casos favoráveis ou desfavoráveis distorce a representatividade do achado de controle.
No PSM, o algoritmo de vizinho mais próximo com reposição diminui o viés de estimação.
Certo. Permitir reposição possibilita emparelhamentos de melhor qualidade com controles mais parecidos, reduzindo o viés relativo.
O viés de publicação é classificado tecnicamente como uma forma de viés de seleção.
Certo. Pesquisas com resultados estatisticamente significativos têm maior probabilidade de publicação, selecionando a literatura.
A aleatorização clusterizada (em conglomerados) previne a perda total de poder estatístico.
Errado. A aleatorização por conglomerados reduz o poder estatístico devido à correlação intraclasse, exigindo ajustes específicos.
O viés de atrito surge quando a evasão do tratamento se dá de maneira totalmente aleatória.
Errado. Perdas puramente aleatórias diminuem a precisão, mas perdas correlacionadas a características dos sujeitos é que criam viés.
A premissa SUTVA exige que o tratamento de uma unidade não afete os desfechos de outras.
Certo. O valor estável de tratamento unitário garante ausência de efeitos de rede ou transbordamento que contaminem os grupos.
Auditorias baseadas em matriz de risco adotam seleção aleatória pura de objetos de controle.
Errado. Seleção por risco é intencional e focada em materialidade/criticidade, exigindo cautela metodológica ao generalizar achados.