CGU: Viés de Seleção (Cebraspe)
Estudo sobre viés de seleção em avaliação de políticas públicas para candidatos ao concurso da CGU e exames de alto nível.
Cartões · 50
- O viés de seleção surge da diferença sistemática prévia entre tratados e não tratados.
- Certo. Ocorre quando características observáveis ou não tornam o grupo de tratamento diferente do de controle antes da intervenção, confundindo a atribuição causal.
- A aleatorização elimina o viés de seleção ao equalizar médias potenciais entre grupos.
- Certo. Ensaios controlados aleatorizados (RCT) garantem que a atribuição ao tratamento seja ortogonal a características prévias observáveis e não observáveis.
- Comparar voluntários com não participantes não gera viés de seleção na avaliação.
- Errado. A auto-seleção introduz viés severo, pois voluntários costumam ser mais motivados ou informados, atributos que afetam diretamente os resultados.
- O viés de seleção decorre da quebra da hipótese de independência condicional.
- Certo. Sem aleatorização, os resultados potenciais não são estatisticamente independentes da variável indicadora de participação no programa.
- O pareamento por escore de propensão (PSM) elimina viés por variáveis não observáveis.
- Errado. O PSM controla apenas características observáveis incluídas no modelo; vieses gerados por fatores não observados permanecem inalterados.
- Diferenças em Diferenças (DiD) controla fatores não observáveis invariantes no tempo.
- Certo. O método DiD remove vieses fixos no tempo via dupla subtração, exigindo a premissa de tendências paralelas entre os grupos.
- A violação da tendência paralela no método DiD inviabiliza o controle do viés de seleção.
- Certo. Se as trajetórias temporais diferirem na ausência do tratamento, o estimador DiD absorve essa divergência como se fosse efeito do programa.
- Regressão com Descontinuidade (RDD) explora pontos de corte para mitigar viés de seleção.
- Certo. Próximo à nota de corte da regra de elegibilidade, a atribuição ao tratamento é quase aleatória, anulando o viés de seleção localmente.
- No RDD nítido (Sharp RDD), a probabilidade de tratamento muda de 0 para 1 no ponto de corte.
- Certo. A adesão é estritamente determinada pela regra, permitindo identificar o efeito causal médio local sem viés de auto-seleção.
- No RDD difuso (Fuzzy RDD), o viés de seleção é tratado via variáveis instrumentais.
- Certo. Como o ponto de corte apenas altera a probabilidade de adesão, utiliza-se a descontinuidade como instrumento para a participação efetiva.
- Variáveis instrumentais válidas devem ser correlacionadas com o termo de erro do modelo.
- Errado. O instrumento deve ser exógeno (não correlacionado com o erro) e relevante (correlacionado com a variável endógena de tratamento).
- O procedimento de Heckman corrige o viés decorrente de amostras truncadas ou censuradas.
- Certo. O método em dois estágios estima a probabilidade de seleção (razão inversa de Mills) e a inclui na equação de resultado para expurgar o viés.
- A razão inversa de Mills no modelo de Heckman atua como variável de controle de seleção.
- Certo. Derivada de um modelo probit, ela capta a correlação entre os resíduos da equação de seleção e da equação de interesse.
- O viés de sobrevivência é uma manifestação clássica do viés de seleção em painéis.
- Certo. Ocorre quando unidades de observação saem da amostra de forma não aleatória, distorcendo a análise ao avaliar apenas os sobreviventes.
- A atrito amostral não afeta a validade interna de um experimento aleatorizado.
- Errado. O atrito diferencial (perda não aleatória de participantes entre tratados e controles) reintroduz o viés de seleção no experimento.
- Controle sintético combina unidades não tratadas para emular a trajetória do tratado.
- Certo. Constrói um contrafactual ponderado ótimo de unidades de controle para mitigar o viés de seleção em estudos de caso comparativos.
- O efeito fixo em dados em painel elimina viés por variáveis omitidas variantes no tempo.
- Errado. O modelo de efeitos fixos elimina exclusivamente a heterogeneidade não observada constante no tempo; choques temporais mantêm o viés.
- A hipótese de suporte comum no PSM garante sobreposição de características entre grupos.
- Certo. Exige que indivíduos tratados e não tratados tenham probabilidades positivas de receber o tratamento com base em seus atributos.
- A manipulação intencional da variável de elegibilidade invalida o método de RDD.
- Certo. Se indivíduos conseguem fraudar ou forçar sua posição ao redor do corte, perde-se a quase-aleatoriedade e surge viés de seleção.
- Efeito maná (efeito Hawthorne) constitui sinônimo direto para viés de seleção.
- Errado. Efeito Hawthorne refere-se à mudança de comportamento por estar sendo observado, enquanto viés de seleção decorre da composição dos grupos.
- O viés de seleção impede a interpretação causal direta da correlação observada.
- Certo. Sem controle contrafactual adequado, a correlação reflete simultaneamente o efeito do programa e a heterogeneidade prévia dos grupos.
- A presença de spillover (transbordamento) é uma forma de viés de seleção inicial.
- Errado. Transbordamento viola a premissa SUTVA (não contaminação do controle), o que difere da disparidade prévia entre grupos (viés de seleção).
- O estimador de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) é não viesado sob auto-seleção.
- Errado. Havendo auto-seleção correlacionada com fatores não observados na regressão, o estimador de MQO torna-se viesado e inconsistente.
- O teste de McCrary verifica a continuidade da densidade no RDD para checar manipulação.
- Certo. Detecta saltos anômalos na densidade da variável executiva próximo à linha de corte, testando a ausência de viés por manipulação.
- Variável de confusão é aquela que influencia simultaneamente o tratamento e o resultado.
- Certo. Confundidores geram correlação espúria e viés de seleção quando não são devidamente balanceados ou controlados na estimação.
- Em auditorias da CGU, avaliar apenas órgãos denunciados não gera viés de seleção.
- Errado. Amostras baseadas exclusivamente em denúncias sobre-representam irregularidades, inviabilizando inferências sobre a gestão pública geral.
- A inclusão de covariadas redundantes em regressões elimina totalmente o viés de seleção.
- Errado. Controlar variáveis incorretas (como colisores ou mediadores) pode abrir caminhos espúrios e introduzir novos vieses de seleção.
- No framework de Rubin, o efeito do tratamento é a diferença dos resultados potenciais.
- Certo. O problema fundamental da inferência causal é que apenas um resultado potencial é observado para cada unidade amostral.
- O ATT (Average Treatment Effect on the Treated) é imune ao viés de seleção sem controle.
- Errado. O ATT exige identificar o contrafactual não observado dos tratados, tarefa distorcida caso haja viés de seleção não expurgado.
- A alocação por sorteio público em políticas sociais mitiga o viés de seleção.
- Certo. O sorteio equaliza as distribuições prévias entre selecionados e não selecionados, servindo como experimento aleatório ideal.
- Em painel, primeiras diferenças removem a heterogeneidade não observada individual fixa.
- Certo. A diferenciação temporal elimina o termo de erro constante no tempo, reduzindo o viés de variáveis omitidas invariantes.
- O pressuposto de exogeneidade estrita é irrelevante para mitigar viés de seleção.
- Errado. A exogeneidade estrita garante que erros em qualquer período não se correlacionem com as variáveis explicativas de outros tempos.
- O LATE (Local Average Treatment Effect) estima o efeito médio para a população inteira.
- Errado. O LATE identifica o efeito causal apenas para o subgrupo dos 'compliers' (aqueles induzidos ao tratamento pelo instrumento).
- Amostragem estratificada substitui com perfeição a aleatorização do tratamento.
- Errado. Estratificação é técnica amostral de representatividade populacional, não garantindo equivalência contrafactual entre grupos.
- O teste de placebo ajuda a validar a ausência de viés de seleção residual em DiD.
- Certo. Aplicar DiD em períodos anteriores ao tratamento verifica se falsos impactos surgem antes da implantação da política.
- O viés de autosseleção ocorre com frequência em programas com adesão voluntária.
- Certo. Indivíduos escolhem aderir quando antecipam benefícios maiores, gerando diferenças sistemáticas entre participantes e recusantes.
- O método de Heckman requer restrição de exclusão para evitar multicolinearidade pura.
- Certo. Recomenda-se que ao menos uma variável afete a probabilidade de seleção sem impactar diretamente a equação do resultado final.
- A existência de efeito de transbordamento anula a necessidade de tratar viés de seleção.
- Errado. São problemas distintos; controlar o viés de seleção continua indispensável, somando-se à exigência de ajustar transbordamentos.
- Se o escore de propensão for idêntico, o balanço de variáveis não observadas é assegurado.
- Errado. O escore de propensão equilibra apenas a distribuição das variáveis observáveis que foram incluídas na sua especificação.
- Diferenças pré-existentes entre grupos de comparação configuram viés de seleção.
- Certo. Representam a discrepância contrafactual que ocorreria mesmo sem a existência ou implementação da política pública avaliada.
- No modelo de regressão, omitir variável correlacionada ao tratamento gera viés de seleção.
- Certo. Ocorre o viés de variável omitida, modalidade técnica de viés de seleção que torna a correlação observada inconsistente.
- Controles sintéticos dispensam a exigência de premissa de tendências paralelas comuns.
- Certo. O método relaxa a hipótese rígida do DiD tradicional ao ajustar os pesos com base na trajetória prévia exata das covariadas.
- Amostras truncadas decorrem de regras que excluem unidades fora de certos intervalos.
- Certo. Quando valores acima ou abaixo de certos limiares não são sequer observados na amostra, instala-se viés de seleção sistemático.
- O 'cherry-picking' em auditorias de desempenho introduz viés de seleção na amostragem.
- Certo. A escolha seletiva deliberada de casos favoráveis ou desfavoráveis distorce a representatividade do achado de controle.
- No PSM, o algoritmo de vizinho mais próximo com reposição diminui o viés de estimação.
- Certo. Permitir reposição possibilita emparelhamentos de melhor qualidade com controles mais parecidos, reduzindo o viés relativo.
- O viés de publicação é classificado tecnicamente como uma forma de viés de seleção.
- Certo. Pesquisas com resultados estatisticamente significativos têm maior probabilidade de publicação, selecionando a literatura.
- A aleatorização clusterizada (em conglomerados) previne a perda total de poder estatístico.
- Errado. A aleatorização por conglomerados reduz o poder estatístico devido à correlação intraclasse, exigindo ajustes específicos.
- O viés de atrito surge quando a evasão do tratamento se dá de maneira totalmente aleatória.
- Errado. Perdas puramente aleatórias diminuem a precisão, mas perdas correlacionadas a características dos sujeitos é que criam viés.
- A premissa SUTVA exige que o tratamento de uma unidade não afete os desfechos de outras.
- Certo. O valor estável de tratamento unitário garante ausência de efeitos de rede ou transbordamento que contaminem os grupos.
- Auditorias baseadas em matriz de risco adotam seleção aleatória pura de objetos de controle.
- Errado. Seleção por risco é intencional e focada em materialidade/criticidade, exigindo cautela metodológica ao generalizar achados.