CPP: Letra da Lei (Cebraspe / Polícia Civil)
Perguntas e respostas sobre o Código de Processo Penal focadas na jurisprudência e letra da lei para concursos da Polícia Civil e banca Cebraspe.
Cartões · 52
- Qual o prazo do inquérito policial se o indiciado estiver preso ou solto na regra geral do CPP?
- 10 dias se estiver preso em flagrante ou preventivamente, e 30 dias se estiver solto, mediante fiança ou sem ela (art. 10).
- Pode a autoridade policial mandar arquivar autos de inquérito policial?
- Não. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito (art. 17).
- Como se inicia o inquérito policial nos crimes de ação pública incondicionada?
- De ofício, mediante requisição da autoridade judiciária ou do MP, ou a requerimento do ofendido/quem tenha qualidade para representá-lo (art. 5º, I e II).
- O inquérito policial é indispensável para o oferecimento da denúncia?
- Não. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa sempre que servir de base a uma ou outra, sendo dispensável se houver elementos suficientes (art. 12).
- Qual o recurso cabível contra o despacho da autoridade policial que indeferir o inquérito?
- Do despacho caberá recurso para o chefe de Polícia (art. 5º, § 2º).
- O que prevê o CPP sobre a incomunicabilidade do preso pelo delegado?
- A incomunicabilidade dependerá sempre de despacho nos autos e só será permitida pelo juiz a requerimento da autoridade policial ou do MP, cessando em até 3 dias (art. 21).
- Nos crimes de ação pública condicionada, o inquérito pode ser iniciado sem representação?
- Não. O inquérito somente poderá ser procedido se houver a representação da pessoa com qualidade para oferecê-la (art. 5º, § 4º).
- Arquivado o inquérito por falta de provas, a autoridade policial pode reabri-lo?
- Sim, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia (art. 18).
- O que a autoridade policial deve fazer logo que tiver conhecimento da prática de infração?
- Dirigir-se ao local, providenciar para que não se alterem o estado e conservação das coisas até a chegada dos peritos e apreender objetos do fato (art. 6º, I e II).
- Quem pode realizar a reprodução simulada dos fatos segundo o CPP?
- A autoridade policial, desde que não contrarie a moralidade ou a ordem pública (art. 7º).
- Qual o prazo decadencial para oferecer representação ou queixa-crime segundo o CPP?
- 6 meses, contados do dia em que o ofendido veio a saber quem é o autor do crime (art. 38).
- O que diz o princípio da indivisibilidade na ação penal privada?
- A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o MP velará pela sua indivisibilidade (art. 48).
- Qual o prazo para oferecimento da denúncia se o réu estiver preso ou solto?
- 5 dias se o réu estiver preso, e 15 dias se o réu estiver solto ou afiançado (art. 46).
- Quando cabe a ação penal privada subsidiária da pública segundo o CPP?
- Será admitida a ação privada subsidiária se a ação pública não for intentada no prazo legal pelo Ministério Público (art. 29).
- A renúncia ao direito de queixa manifestada em relação a um autor aproveita a quem?
- A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos aproveitará (art. 49).
- O perdão oferecido a um dos querelados aproveita aos demais?
- Sim, o perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem que produza efeito em relação ao que o recusar (art. 51).
- Quem tem legitimidade para propor a ação penal pública incondicionada?
- O Ministério Público, mediante denúncia (art. 24).
- Qual é a regra geral para fixação da competência territorial pelo CPP?
- A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar do último ato de execução (art. 70).
- Como se determina a competência quando o local do crime for desconhecido?
- Determinar-se-á pelo domicílio ou residência do réu (art. 72).
- Nos crimes permanentes cometidos em comarcas diversas, como se firma a competência?
- A competência firmar-se-á pela prevenção (art. 71).
- Na competência por conexão, havendo concurso entre júri e outro juízo, quem prevalece?
- Prevalecerá a competência do tribunal do júri (art. 78, I).
- Na conexão entre jurisdição comum e especial, qual jurisdição prepondera?
- A especial prepondera sobre a comum (art. 78, IV).
- O exame de corpo de delito pode ser suprido pela confissão do acusado?
- Não. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, não podendo supri-lo a confissão do acusado (art. 158).
- O que constitui a cadeia de custódia segundo o CPP?
- O conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado (art. 158-A).
- Quantos peritos oficiais são necessários para a realização da perícia?
- O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por um perito oficial (art. 159).
- Na falta de perito oficial, como é realizada a perícia?
- Por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica (art. 159, § 1º).
- O juiz fica adstrito ao laudo pericial?
- Não. O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte (art. 182).
- Qual o horário legal para o exame de corpo de delito?
- O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora (art. 161).
- Quando o exame de corpo de delito indireto por testemunhas é admitido?
- Não sendo possível o exame direto por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta (art. 167).
- O silêncio do acusado durante o interrogatório pode ser interpretado em seu desfavor?
- Não. O silêncio não importará em confissão e não poderá ser interpretado em prejuízo da defesa (art. 186, parágrafo único).
- A confissão do réu tem valor probatório absoluto?
- Não. O valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova e será confrontada com as demais (art. 197).
- Quem são as testemunhas que podem se recusar a depor segundo o CPP?
- Ascendente, descendente, afim em linha reta, cônjuge, irmão e pai/mãe/filho adotivo do acusado, salvo impossibilidade de outro modo de obter a prova (art. 206).
- Como deve ser feito o reconhecimento de pessoa segundo o CPP?
- A pessoa a ser reconhecida será posta, se possível, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se a apontá-la (art. 226, II).
- Quem pode e quem deve prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito?
- Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito (art. 301).
- Quais são as três hipóteses de flagrante próprio do art. 302 do CPP?
- Considera-se em flagrante delito quem está cometendo a infração penal ou quem acaba de cometê-la (art. 302, I e II).
- O que caracteriza o flagrante impróprio ou quase-flagrante?
- É quem é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação de presumido autor da infração (art. 302, III).
- O que caracteriza o flagrante presumido ou ficto?
- É quem é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração (art. 302, IV).
- Qual o prazo para envio do auto de prisão em flagrante ao juiz e defensoria?
- Em até 24 horas após a realização da prisão (art. 306, § 1º).
- Qual o prazo da realização da audiência de custódia pelo juiz?
- No prazo máximo de até 24 horas após a realização da prisão (art. 310, caput).
- O juiz pode decretar prisão preventiva de ofício na fase de inquérito ou ação?
- Não. O juiz não pode decretar preventiva de ofício; cabe a requerimento do MP, querelante, assistente ou representação policial (art. 311).
- Quais são os fundamentos cautelares da prisão preventiva no CPP?
- Garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal (art. 312).
- A prisão preventiva é admitida em crimes dolosos com que pena máxima?
- Nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 anos (art. 313, I).
- O descumprimento de medidas cautelares diversas autoriza a prisão preventiva?
- Sim, em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por outras medidas cautelares (art. 282, § 4º e art. 312, § 1º).
- De quanto em quanto tempo o órgão emissor deve revisar a necessidade da preventiva?
- A cada 90 dias, mediante decisão fundamentada, sob pena de tornar a prisão ilegal (art. 316, parágrafo único).
- A autoridade policial pode conceder fiança em quais casos de infração penal?
- Apenas nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos (art. 322).
- Em quais casos não será concedida fiança segundo o CPP?
- Racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo, crimes hediondos e ações de grupos armados contra a ordem constitucional (art. 323).
- Como se procede se o acusado se ocultar para não ser citado?
- Certificado pelo oficial de justiça que o réu se oculta, far-se-á a citação com hora certa (art. 362).
- Citado por edital, se o acusado não comparecer nem constituir advogado, o que ocorre?
- Ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção de provas urgentes e preventiva (art. 366).
- Qual o prazo para o réu oferecer resposta à acusação após a citação?
- No prazo de 10 dias (art. 396).
- Quais as hipóteses de absolvição sumária previstas no art. 397 do CPP?
- Existência manifesta de excludente de ilicitude, excludente de culpabilidade (salvo inimputabilidade), fato atípico ou extinção da punibilidade (art. 397).
- Em que hipótese a busca domiciliar pode ser realizada durante a noite?
- Apenas com o consentimento do morador, ou em caso de flagrante delito, desastre, ou prestar socorro (art. 245 c/c CF).
- A busca pessoal depende de mandado em quais circunstâncias?
- Em caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de posse de arma proibida ou corpo de delito, independerá de mandado (art. 244).