Ética no Serviço Público e INSS
Estudo de ética no serviço público com foco em questões de concursos públicos e servidores do INSS.
Cartões · 50
- Servidor do INSS mente para encobrir atraso de colega. Violação ao Dec. 1.171/94?
- Sim. O servidor não pode omitir a verdade, mesmo que contrária a interesse de terceiros ou da Administração. A verdade é regra incondicional.
- Servidor embriagado fora de serviço habitualmente pode sofrer censura ética?
- Sim. A embriaguez habitual fora do serviço fere a dignidade e a função pública, refletindo negativamente no exercício do cargo público.
- Servidor que atrasa intencionalmente processo previdenciário comete falta ética?
- Sim. Causar dano moral aos cidadãos ou atrasar a prestação de serviços por desídia constitui grave ofensa aos deveres éticos.
- Servidor aceita presente de requerente de benefício para agilizar perícia. Conduta ética?
- Não. É vedado receber qualquer vantagem indevida, presente, doação ou propina em razão das atribuições que exerce no cargo público.
- Qual é a penalidade máxima que a Comissão de Ética do Dec. 1.171/94 pode aplicar?
- A única penalidade aplicável pela Comissão de Ética é a censura, devendo seu parecer ser anexado à pasta funcional do servidor.
- A Comissão de Ética pode aplicar demissão ou suspensão ao servidor faltoso?
- Não. Sanções como demissão ou suspensão são disciplinares (Lei 8.112/90), e a Comissão de Ética só pode aplicar pena de censura.
- Cidadão busca certidão no INSS e servidor se recusa a fornecer. Qual é a regra?
- Incorreto. A publicidade dos atos administrativos é a regra geral, e o direito de obter certidões para defesa de direitos é constitucional.
- Servidor pode usar informações privilegiadas do INSS para benefício financeiro pessoal?
- Não. O uso de informações privilegiadas obtidas no cargo em proveito próprio ou alheio constitui infração ética gravíssima e improbidade.
- Fila excessiva e mau atendimento ao segurado geram infração ética?
- Sim. O atendimento inadequado ou filas desumanas caracterizam atitude contra a dignidade humana e descumprimento de dever ético.
- Servidor terceirizado ou estagiário responde perante a Comissão de Ética?
- Sim. Para fins do Dec. 1.171/94, equipara-se a servidor público todo aquele que presta serviços, ainda que temporário ou sem remuneração.
- O servidor deve escolher apenas entre o legal e o ilegal na sua atuação?
- Não. A moralidade administrativa exige decidir não apenas entre o legal e o ilegal, mas entre o honesto e o desonesto, o conveniente e o justo.
- Servidor pode utilizar recursos de informática do INSS para fins eleitorais particulares?
- Não. É expressamente vedado usar servidores ou bens públicos para fins particulares, partidários ou sindicais.
- Denúncia anônima pode motivar a abertura de apuração por Comissão de Ética?
- Sim. A comissão pode iniciar investigação de ofício a partir de indícios fundados, mesmo originados de manifestação anônima.
- Servidor do INSS atende parente prioritariamente furando a fila geral. Qual o erro?
- Viola o princípio da impessoalidade e a vedação ética de conceder tratamento de favor ou privilégio indevido a conhecidos.
- A publicidade de atos do INSS pode ser mitigada em quais hipóteses?
- Apenas em situações de segurança nacional, investigações policiais ou relevante interesse superior da Administração resguardado por sigilo.
- Servidor do INSS que trata idosos com rispidez e impaciência sofre qual penalidade ética?
- Pena de censura ética, por violar o dever de cortesia, respeito e consideração com os usuários dos serviços públicos.
- Servidor pode exercer atividade privada incompatível com o horário e a função no INSS?
- Não. É vedado o exercício de atividades incompatíveis com o cargo público ou que gerem conflito de interesses (Lei 12.813/13).
- O servidor tem dever ético de comunicar ato ilícito aos seus superiores?
- Sim. É dever funcional levar ao conhecimento da autoridade competente as irregularidades e atos ímprobos de que tiver ciência no cargo.
- Servidor pode postergar processo deliberadamente por antipatia política contra o segurado?
- Não. É vedado prejudicar deliberadamente a reputação ou os direitos de terceiros com base em convicções políticas ou ideológicas.
- A solidariedade entre colegas de repartição autoriza ocultar desvio de verba pública?
- Não. O dever de integridade com o interesse público e a legalidade prevalece irrestritamente sobre qualquer conivência corporativa.
- Comissão de Ética é composta por quantos servidores e qual a duração do mandato?
- Composta por 3 membros titulares e 3 suplentes, com mandatos não coincidentes de 3 anos, escolhidos entre servidores estáveis.
- Processo ético instaurado assegura contraditório e ampla defesa ao investigado?
- Sim. Em qualquer fase do processo perante a Comissão de Ética são plenamente assegurados o contraditório e a ampla defesa.
- Servidor que atua como intermediário em concessão de benefício comete qual desvio ético?
- Comete ilícito funcional e desvio ético, pois é expressamente proibido atuar como procurador ou intermediário junto ao órgão em que atua.
- Servidor recusa prestar socorro ou informação básica a segurado sob alegação de greve?
- Incorreto. O direito de greve não desobriga a manutenção dos serviços essenciais e o atendimento respeitoso à dignidade do cidadão.
- O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade define qual princípio ético basilar?
- O princípio da moralidade administrativa, onde a finalidade do ato deve ser sempre o bem comum e o interesse público.
- Servidor do INSS que perde repetidamente prazos legais por mero desleixo comete falta ética?
- Sim. Desídia e desatenção caracterizam atitude contrária à eficiência e geram lesão ao direito fundamental à boa administração.
- É permitido ao servidor aceitar convite particular de almoço pago por requerente de recurso?
- Não. Receber qualquer hospitalidade ou cortesia que possa suscitar suspeição de imparcialidade é vedado pela ética pública.
- Cidadão pede vista de processo próprio no INSS; servidor pode negar sem fundamentação?
- Não. O acesso às informações de interesse pessoal é garantia constitucional, sendo ilícita a negativa imotivada pelo servidor.
- O parecer final da Comissão de Ética com aplicação de censura é sigiloso para sempre?
- Não. Concluído o processo, a decisão final é pública e constará do assentamento funcional do servidor para fins disciplinares futuros.
- Como a CF/88 define a responsabilidade civil do servidor por dano causado a segurado?
- O Estado responde objetivamente; o servidor responde perante a Administração em ação regressiva caso tenha agido com dolo ou culpa.
- Servidor usa vestimenta inadequada que choca a ordem pública no atendimento do INSS?
- Constitui infração ética. O servidor deve apresentar-se adequadamente trajado, condizente com a dignidade da função pública.
- Qual o valor supremo que norteia a atuação do servidor de acordo com o Dec. 1.171/94?
- A dignidade da pessoa humana e o bem comum dos cidadãos, aos quais o poder público deve servir permanentemente.
- Se o superior der uma ordem manifestamente ilegal, qual deve ser a conduta do servidor?
- O servidor tem o dever de não cumprir ordem manifestamente ilegal e deve representá-la perante as instâncias competentes.
- Servidor aposentado pode ser investigado pela Comissão de Ética por ato na ativa?
- Sim. A censura ética pode ser aplicada por atos praticados durante o período de exercício funcional, constando em seu registro.
- Qual princípio impede o servidor de favorecer segurado por afinidade religiosa?
- O princípio da impessoalidade e da isonomia, vedando qualquer preconceito ou discriminação de cunho pessoal ou confessional.
- Servidor acumula cargo público sem permissão constitucional. Qual a infração?
- Violação expressa ao art. 37, XVI da CF/88 e falta de probidade e zelo ético com a legislação administrativa vigente.
- Servidor do INSS pode receber homenagem com placa comemorativa sem valor econômico?
- Sim. Prêmios ou homenagens de cunho estritamente honorífico e sem valor comercial representativo não configuram vantagem indevida.
- A comissão de ética pode aplicar multa pecuniária ao servidor infrator?
- Não. A Comissão de Ética não tem competência para arbitrar multas ou sanções financeiras, apenas a penalidade de censura.
- O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como:
- Como um acréscimo ao seu próprio bem-estar, pois sua remuneração provém dos tributos pagos por todos os cidadãos.
- Servidor utiliza selo ou símbolo oficial da autarquia em cartas privadas. Conduta vedada?
- Sim. É vedado o uso de símbolos ou prerrogativas da repartição para assuntos estranhos ao serviço público e de interesse individual.
- Qual órgão central do Poder Executivo coordena a aplicação do Código de Ética?
- A Comissão de Ética Pública (CEP), vinculada diretamente à Presidência da República.
- Falso testemunho prestado perante a Comissão de Ética acarreta qual desdobramento?
- Remessa de cópia das peças ao Ministério Público e à Corregedoria para instauração de ação penal e processo administrativo.
- Servidor do INSS pode dificultar acesso de advogado a autos de processo de segurado?
- Não. É prerrogativa profissional do advogado o acesso a autos administrativos, e a recusa injustificada constitui ilícito funcional.
- O princípio da eficiência (art. 37 da CF/88) impõe qual padrão de trabalho ao servidor?
- A realização de tarefas com presteza, economicidade, rendimento e qualidade, evitando desperdício de tempo e recursos estatais.
- O atraso contínuo na análise de pedidos previdenciários fere a CF/88 em que ponto?
- Fere o art. 5º, LXXVIII da CF/88, que garante a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
- Servidor expõe falhas internas da agência em redes sociais denegrindo o INSS sem formalizar?
- Viola a ética funcional. Críticas e falhas devem ser reportadas pelas vias administrativas oficiais, zelando pela imagem institucional.
- É lícito ao servidor aceitar brinde promocional distribuído por entidade geral?
- Sim, desde que seja brinde sem valor comercial expressivo, distribuído a título de cortesia geral e sem intuito de favorecimento.
- A ausência injustificada de servidor do posto de atendimento no INSS causa qual dano ético?
- Causa dano direto aos cidadãos, acarreta acúmulo de trabalho e afronta o compromisso primário da dedicação ao serviço público.
- Servidor pode atuar em processo administrativo de aposentadoria no qual é parte seu cônjuge?
- Não. Configura hipótese expressa de impedimento por suspeição, violando a moralidade e a impessoalidade da decisão.
- O respeito aos cidadãos no INSS é exigível apenas nos limites da agência física?
- Não. O padrão ético vincula o servidor inclusive em atendimentos virtuais, comunicações eletrônicas e condutas da vida pública geral.