Princípios do P2R2

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Estudo sobre os princípios do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Direito administrativo Publicado
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O que significa a sigla P2R2?
Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos, instituído pelo Decreto nº 5.098/2004.
Qual é a alternativa correta na questão padrão de princípios do P2R2?
Opção E: Itens I, II, III e IV estão corretos, integrando prevenção, precaução, poluidor-pagador e informação ambiental como pilares essenciais.
Princípio da Prevenção no P2R2
Aplica-se diante do perigo concreto e cientificamente comprovado de acidentes químicos, impondo medidas mitigatórias antes da ocorrência do dano.
Princípio da Precaução no P2R2
Exige medidas de segurança e contenção mesmo na ausência de certeza científica absoluta sobre os riscos decorrentes de substâncias químicas perigosas.
Princípio do Poluidor-Pagador no P2R2
Determina que o responsável pela atividade química arque com custos de prevenção, contingência, reparação e remediação de eventuais acidentes.
Princípio da Informação e Participação no P2R2
Garante transparência à sociedade e às comunidades vizinhas sobre riscos químicos, rotas de fuga e planos de contingência locais.
Diferença entre Prevenção e Precaução no P2R2
A prevenção combate riscos certos e conhecidos da manipulação química; a precaução lida com incertezas científicas e ameaças potenciais graves.
Finalidade precípua do P2R2
Prevenir a ocorrência de acidentes com produtos químicos perigosos e aprimorar o sistema de preparação e resposta rápida no país.
Princípio da Reparação Integral
Impõe o dever de restaurar o meio ambiente degradado ao estado anterior e indenizar prejuízos individuais e coletivos causados pelo desastre químico.
Responsabilidade civil ambiental por acidentes químicos
É objetiva e baseada na teoria do risco integral, não admitindo excludentes como caso fortuito, força maior ou fato de terceiro.
Princípio da Cooperação Interinstitucional no P2R2
Promove a integração obrigatória entre órgãos federais, estaduais e municipais, além do setor privado e da sociedade civil.
Comissão Nacional do P2R2
Órgão colegiado responsável por coordenar, monitorar e avaliar a implementação das diretrizes do plano em âmbito nacional.
Papel das Comissões Estaduais do P2R2 (CE-P2R2)
Coordenar ações locais de mapeamento de áreas críticas, resposta a incidentes e articulação com as defesas civis estaduais.
Definição de produto químico perigoso segundo o P2R2
Substância que apresente risco à saúde pública, à segurança e ao meio ambiente por toxicidade, inflamabilidade, corrosividade ou reatividade.
Fase de Prevenção do P2R2
Abrange fiscalização, licenciamento rigoroso, manutenção preventiva e capacitação técnica para evitar vazamentos e explosões.
Fase de Preparação do P2R2
Envolve elaboração de planos de contingência, simulações de evacuação, treinamentos de equipes e estruturação de centros operacionais.
Fase de Resposta Rápida do P2R2
Consiste no socorro imediato, isolamento da área contaminada, contenção do produto e primeiros socorros às populações atingidas.
Mapeamento de vulnerabilidades no P2R2
Identificação geográfica de polos industriais químicos, rotas de transporte perigoso e populações em áreas suscetíveis a desastres.
Artigo 225 da CF/88 e o P2R2
Fundamenta constitucionalmente o P2R2 ao impor ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente sadio.
Inversão do ônus da prova em acidentes químicos
Decorrente do princípio da precaução e da Súmula 618 do STJ, transfere ao empreendedor o dever de provar a segurança de suas atividades.
Plano de Ação de Emergência (PAE)
Documento técnico obrigatório para empreendimentos perigosos que detalha condutas operacionais imediatas em caso de sinistro químico.
Princípio da Proibição do Retrocesso Ambiental
Veda o enfraquecimento de normas de segurança química e planos de contingência já consolidados pelo ordenamento jurídico.
Papel do IBAMA nas emergências do P2R2
Atua no acionamento do Centro Nacional de Emergências Ambientais para monitorar e conter acidentes em escala federal.
Princípio do Usuário-Pagador versus Poluidor-Pagador
O usuário paga pela utilização de recursos naturais escassos; o poluidor responde pelas despesas de despoluição e danos gerados.
Direito à Informação e Lei de Acesso à Informação (LAI)
Garante acesso público aos dados sobre transporte e armazenamento de cargas perigosas em territórios municipais.
Princípio da Solidariedade Intergeracional
Exige a gestão segura de estoques e resíduos químicos para não legar passivos tóxicos ou terras degradadas às futuras gerações.
Teoria do Risco Integral no Direito Ambiental
Fundamenta a obrigação de reparar o dano causado pela atividade perigosa independentemente de culpa ou previsibilidade do evento.
Integração do P2R2 com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
Garante resposta conjunta em desastres tecnológicos com alertas rápidos à população e resgate emergencial eficaz.
Norma Regulamentadora e Transporte Terrestre de Produtos Perigosos
Regulamentado pela ANTT e resoluções específicas, exigindo identificação por painel de segurança e rótulo de risco.
Licenciamento Ambiental de Atividades Químicas
Instrumento prévio essencial que avalia a viabilidade ambiental e impõe condicionantes de segurança contra acidentes industriais.
Estudo de Análise de Risco (EAR)
Exigência técnica preventiva que estima a frequência e os impactos de eventuais falhas operacionais em plantas químicas.
Princípio da Subsidiariedade na atuação de emergência
O município atua primeiro; caso esgote seus meios operacionais, o estado e sucessivamente a União prestam apoio suplementar.
Crime Ambiental decorrente de acidente químico culposo
Previsto na Lei nº 9.605/1998, responsabiliza criminalmente pessoas físicas e jurídicas por poluição perigosa.
Áreas de Preservação Permanente (APPs) e rotas de produtos perigosos
Exigem monitoramento especial e contenção reforçada para evitar contaminação irreparável de bacias hidrográficas.
Auditorias Ambientais Compulsórias
Inspeções independentes obrigatórias para verificar conformidade legal e funcionamento de dispositivos de alívio e segurança.
Notificação Imediata de Incidentes Químicos
Dever legal do poluidor de comunicar órgãos ambientais e Defesa Civil assim que constatado vazamento de carga perigosa.
Princípio da Dignidade da Pessoa Humana na gestão de riscos
Fundamento constitucional que prioriza a vida e a saúde dos trabalhadores e residentes no entorno de polos petroquímicos.
Capacitação de equipes de primeira resposta
Diretriz fundamental do P2R2 para fornecer EPIs adequados e treinamento técnico a bombeiros e agentes de trânsito.
Poluição hídrica por derramamento químico
Demanda medidas emergenciais de interrupção de captação pública de água para resguardar o consumo da população.
Princípio do Limite ou Controle Governamental
Fixa padrões máximos de emissão e parâmetros toleráveis de substâncias químicas em efluentes e na atmosfera.
Banco de dados e sistemas de georreferenciamento do P2R2
Permite visualizar instalações com produtos perigosos e rotas logísticas para otimizar intervenções e socorros.
Simulados de evacuação comunitária
Ações práticas de preparação onde comunidades vizinhas aprendem a reconhecer alarmes e acessar rotas de fuga seguras.
Destinação final de resíduos de remediação
Solos contaminados e materiais absorventes usados em vazamentos devem ser tratados como resíduos perigosos Classe I.
Auto-organização empresarial em planos de auxílio mútuo (PAM)
Consórcios voluntários entre empresas vizinhas para compartilhar equipamentos e socorristas em grandes acidentes industriais.
Responsabilidade solidária da cadeia logística de químicos
Emissor, transportador e destinatário podem responder solidariamente pelos danos ecológicos decorrentes de sinistros de transporte.
Súmula 618 do STJ
A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental, facilitando a defesa em contaminações químicas complexas.
Instrumentos Econômicos de Estímulo à Segurança
Incentivos fiscais para adoção de tecnologias de processos limpos e equipamentos modernos de prevenção de vazamentos.
Gestão Integrada de Riscos Tecnológicos
Estratégia que conjuga fatores humanos, falhas mecânicas e eventos climáticos na avaliação de risco das plantas químicas.
Importância da opção correta (I, II, III e IV)
Reflete a abordagem holística do Direito Ambiental, onde nenhum princípio atua isolado no combate a desastres químicos.
Caráter multidisciplinar do P2R2
Reúne engenharia química, direito, toxicologia, saúde pública e meteorologia para gerenciar crises com exatidão.